Empreendedorismo
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Lista de Vídeos de Empreendedorismo

Palavra do Professor-Autor

Olá estudantes,

Você já ouviu falar em empreendedorismo? O termo “Empreendedorismo” significa bem mais que o ato de abrir novas empresas e que pode estar relacionado a vários tipos de organizações, em vários estágios de desenvolvimento.

Neste material você terá a oportunidade de conhecer o que é o empreendedorismo, a importância dos empreendedores, as definições e a diferença entre o empreendedor externo e interno e os motivos para empreender.

Autores

Clea Maria Machado de Alencar, possui graduação em Administração pela Universidade Estadual do Piauí (1998) e mestrado em Administração pela Universidade Federal da Paraíba (2002). Atualmente é Professora no curso de graduação da Faculdade das Atividades Empresariais de Teresina, Membro do Núcleo Docente Estruturante-NDE da Faculdade das Atividades Empresariais de Teresina, Membro da congregação 2010-2011 da Faculdade das Atividades Empresariais de Teresina, Professora de cursos de especialização da Faculdade das Atividades Empresariais de Teresina, Professora Substituta da Universidade Estadual do Piauí, Professora dos Cursos de Especialização em EAD da Universidade Estadual do Piauí, Professora / Coordenadora de Estágio Supervisionado da Faculdade Vale do Itapecuru, Presidente do núcleo docente estruturante-ND da Faculdade de Ciências e Tecnologia do Maranhão, Horista da Faculdade de Tecnologia do Piauí e Professora da Faculdade Evangélica do Meio Norte. Atuando principalmente nos seguintes temas: Marketing Turístico; Ecoturismo; Desenvolvimento econômico.

Anaisa Alves de Moura, é mestranda em Ciências da Educação pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias – ULHT – Lisboa (2013). Especialista em Psicopedagogia e Educação Especial pela Universidade Cândido Mendes – UCAM – Rio de Janeiro (2014). Especialista em Ciências da Educação pelas Faculdades INTA Sobral – CE (2013). Especialista em Gestão Escolar pelas Faculdades INTA – Sobral - CE (2009). Graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA (2006). Ministra aulas pelo instituto IVA (Instituto de Estudos e Pesquisas Vale do Acaraú – Sobral – CE). PARFOR – UVA (Universidade Estadual Vale do Acaraú – Sobral – CE) e pelas Faculdades INTA nos cursos de Pós Graduação. Atualmente atua na área de Educação a Distância do INTAEAD.

Ambientação

Historicamente, o empreendedorismo tem sido definido como uma maneira diferenciada de alocação de recursos e otimização de processos organizacionais, sempre de forma criativa, visando à diminuição de custos e melhoria de resultados.

O termo empreendedorismo é constantemente relacionado à criação de novos negócios, geralmente micro e pequenas empresas, em que por trás destes negócios estão indivíduos diferenciados, conhecidos por empreendedores.

O empreendedor é aquele que desenvolve as funções, ações, e atividades associadas com a percepção de oportunidades, criando meios (nova empresa, área de negócio, etc.). Para inicio do estudo sugiro a leitura do livro; A menina do Vale, disponível no site http://www.ameninadovale.com .

O autor no prefácio da obra abaixo, nos coloca as questões, “Todas as vezes que assistimos a relatos sobre terremotos, tornados e grandes enchentes, temos a tendência de não considerarmos que o mesmo poderia estar acontecendo conosco, com nossos familiares ou, até mesmo, com algum de nossos amigos mais próximos. Mesmo sabendo que sejam fatos reais, muitas vezes assistimos as reportagens como se estivéssemos diante de um roteiro de ficção bem distante de nossa realidade”. Com esta afirmativa o autor quer nos dizer que mesmo diante dos grandes desafios somos capazes de fazermos escolhas que poderão mudar nossas vidas, nos mostra que o destino é resultado de suas decisões para tornar o seu sonho em realidade, é pelo o nosso entusiasmo e porque acreditamos nos sonhos que eles se tornam realidades.

Nessa obra: Empreendedorismo: transformando ideias em negócios do autor Dornelas, discute acerca do empreendedor que faz acontecer, antecipando-se aos fatos, bem como a aquisição de uma visão futura da organização. Segundo Dornelas (2008), esta é a preocupação em monitorar o empreendedorismo. A criação de empresas por pequenos empresários, que têm ideias básicas sobre gestão de negócios e agem sem nenhuma noção de planejamento. O resultado desse despreparo gera índice alto de novas empresas que fecham as portas prematuramente. No Brasil há um avanço considerável nessa perspectiva.

Trocando ideias com os autores

Agora é o momento de você trocar ideias com os autores.

Empreendedorismo: dando asas ao espírito empreendedor

Empreendedorismo na veia: um aprendizado constante.

Após a leitura das obras, elabore uma síntese das ideias e identifique algumas semelhanças e diferenças entre elas.

Sugerimos que leia a obra Empreendedorismo: dando asas ao espírito empreendedor, pois o autor discute todas as condições favoráveis para o pequeno e médio empreendedor abrir seu próprio negócio, bem como impulsionar o crescimento. O autor utiliza de uma linguagem simples, organizada em pequenos capítulos, para facilitar a consulta do leitor. Leitura relevante para os estudantes, pois o autor procura trazer uma contribuição significativa não só para o mundo acadêmico, como também para qualquer pessoa que deseja empreender.

CHIAVENATO, IDALBERTO. Empreendedorismo: dando asas ao espírito empreendedor. 4. ed. São Paulo: Manole, 2012. 315 p.

Sugerimos a leitura do livro de Rogério Chér, mais do que um guia prático e inspirador para quem quer empreender, não se restringe a apresentar uma fórmula distanciada e técnica. Ele tem a coragem de relacionar o empreendedor para além de seu papel, colocando-o como uma pessoa inteira, refletindo suas aspirações, conflitos e sonhos e revelando a condição e vulnerabilidade humana materializada em um empreendimento. Diferentemente de outros textos no gênero, que retratam empreendedores como super- homens ou superstars do mundo corporativo, banalizando e tornando superficial a beleza e complexidade da vida, o autor aproxima o empreendimento de sucesso das pessoas comuns.

CHÉR, Rogério. Empreendedorismo na veia: um aprendizado constante. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier-Campus-Sebrae, 2014. 248 p.

Problematizando

Caro estudante, conheça a história de vida de sete empreendedores de sucesso que sonharam grande, pensaram o não pensado e abriram novas fronteiras para o empreendedorismo no Brasil. Leia mais em Endeavor Brasil.

VAMOS APLICAR OS CONHECIMENTOS, CONSIDERANDO AS EXPERIÊNCIAS VIVIDAS.

Espalhar coisas boas por aí é ótimo e todos gostam, mas se for em formato de presente, é melhor ainda. Foi pensando nisso que Rafael Biasotto e Ivan Oliveira escrevem a história da Uatt?

Nascido em Florianópolis, em 1976, Rafael Biasotto começou a trabalhar desde cedo com artes gráficas, estudando serigrafia, desenho e desenvolvendo outras habilidades em línguas. Nesta época, produzia estampas, camisetas, adesivos e outros trabalhos gráficos, o que permitia renda ao estudante na época (sua primeira atividade empreendedora). Cursou a Escola Técnica Federal de Santa Catarina, hoje Instituto Federal, onde se formou em técnico de mecânica de produção. Após um período de estágio em Joinville/SC, retornou a Florianópolis para cursar Administração, na Universidade Federal de Santa Catarina, em março de 95.

Após ingressar na UFSC, fez estágio e foi contratado para trabalhar em qualidade e processo de desenvolvimento em uma empresa de tecnologia de controle de usinas de geração de energia. Depois de um ano, trancou a faculdade e foi morar na Europa para cursar italiano e inglês.

Em seu retorno em 1997, montou uma empresa de artigos promocionais e brindes, e começou um projeto de consultoria em uma empresa de presentes/papelaria em papel reciclado (feito à mão), essa fase durou dois anos durante o período de faculdade. E, logo depois, ingressou como consultor no ramo de presentes e decoração.

Em 2002, com R$ 8 mil que tinha guardado de sua viagem mais R$ 10 mil cedidos por sua avó, além de um espírito empreendedor e criativo, Rafael começou a criar e fabricar, em uma sala da casa da família, objetos confeccionados em polipropileno (plástico - PP), como luminárias, porta–retratos, etc.

Mais tarde, uniu-se a um colega de faculdade, Ivan Oliveira, técnico Mecânico e Ceramista, formado em Engenharia Mecânica pela UFSC, com ênfase em Produção, pós-graduado pelo CTAI -Senai em Consultoria Empresarial.

À medida que o negócio foi dando certo, tiveram que se mudar para um local mais amplo. Diversificando entre outros materiais, como tecidos, papel e metal, a ‘Uatt?’ passou a fabricar e revender seus presentes para todo o mercado brasileiro.

Em 2008, a empresa fundou duas lojas próprias. E é neste momento que surge o nome “Uatt?”, do inglês “what?”, que significa “o que?” e estendeu-se para o “manezinho” (linguagem típica dos florianopolitanos). Começando, assim, a traçar de forma bem delineada um novo posicionamento de marca, apostando no gesto de presentear com emoções, cores e alegria.

Em julho de 2010, após um estudo de mercado, a marca foi remodelada desde sua identidade visual até o ponto-de-venda, para ir ao encontro, cada vez mais, deste novo posicionamento.

Em 2013, a organização foi reconhecida pela Endeavor como um negócio de alto impacto. Ser o Empreendedor Endeavor é uma grande responsabilidade e a proposta é que o crescimento da marca seja refletido no desenvolvimento de toda a região ao redor, contribuindo para a geração de emprego e renda.

Hoje, com 11 anos de mercado, a ‘Uatt?’ conta com uma equipe jovem, criativa e muito disposta a levar o slogan da empresa realmente ao “pé-da-letra”: espalhar coisas boas por aí! O objetivo é colaborar com o mundo e promover a alegria a todas as pessoas que interagirem de alguma forma com a marca.

Baseado nessas experiências aqui apresentadas o que você acha, será que Rafael Biasotto e Ivan Oliveira tiveram um espírito empreendedor? Será que gostavam do que fazia? Será que tiveram um espírito empreendedor e criativo? Porque a organização foi reconhecida pela Endeavor?

O Empreendedor e suas principais motivações para empreender

1

Conhecimentos

  • Entender as definições e a importância dos empreendedores e conhecer alguns dos principais motivos para empreender.
  • Compreender o que é empreendedor interno e externo;
  • Habilidades

  • Reconhecer o valor dos empreendedores para a economia global; Identificar o empreendedor interno e externo;
  • Identificar algumas das principais motivações que levam o empreendedor a constituir um negócio.
  • Atitudes

  • Desenvolver em si próprio e em outras pessoas as principais motivações para empreender.
  • Unidade 1

    Introdução

    O desenvolvimento das organizações em padrões estruturais e tecnológicos, tendo as mudanças e o conhecimento como novos paradigmas, tem determinado um estilo novo nas atitudes pessoais e gerenciais ante às realidades distintas e emergentes. A certeza de que o grande desafio desta última década vem sendo a capacidade e a competência diária que as organizações encaram para se adaptarem e induzirem a todos os seus níveis hierárquicos e funcionais, desde a elevada gerência ao piso de fábrica, a inclusão de novos processos, atitudes e desempenhos necessários às transformações, inovações e à sobrevivência competitiva no mercado.

    Na atmosfera de negócios, em qualquer espaço do mundo, as pessoas estão experimentando o reflexo das transformações introduzidas pela reengenharia, ou seja, pelo processo de reestruturação que acoplado de inovações em quaisquer dos níveis, para atingir os melhores resultados no operacional, na gestão de negócios, na gestão de processos, para que a reengenharia dê resultados, as mudanças têm que ser praticadas nos diversos níveis.

    Essa realidade tem sido ampliada por inovações tecnológicas, transformações nas bases da concorrência, surgimento de novos modelos de surgimento, de novos modelos de gestão e mudanças significativas no perfil dos clientes e nas suas relações com as empresas fornecedoras de produtos e serviços.

    Esta abordagem tem ocasionado reflexos sobre a gestão das empresas. É imperativo alargar a suscetibilidade e perceber que as mudanças na gestão empresarial é um imperativo e não uma simples opção, a diferença entre sucesso e fracasso, entre lucro e falência, entre o bom e o mau desempenho está no melhor uso dos recursos disponíveis para atingir os objetivos focalizados no sucesso.

    Os empreendedores e sua importância no mundo.

    O cenário histórico da humanidade é pautado de ações sobre empreendedorismo. Os registros não são apenas fatos do passado, mas resultados de atos de empreendedores, com visões de futuros, de conquistas e de grandes invenções que mudaram a história.

    A empresa Google é hoje uma das maiores do mundo e apesar das crises econômicas, continua em pleno crescimento. Qual o segredo disso? É lá que trabalham e que querem trabalhar os melhores profissionais das diversas áreas que envolvem uma empresa, desde o departamento de Recursos Humanos até as áreas técnicas e de criação.

    Os índices de produtividade dos profissionais são surpreendentes e a empresa a cada ano que passa consegue inovar, melhorar e criar novos investimentos, que por sinal trazem um retorno gigantesco.

    A empresa é reconhecida pelo imenso investimento que faz em seu maior tesouro: os colaboradores! Não é surpresa nenhuma para a área financeira da Google que no fechamento de suas contas mensais exista um investimento na qualidade de vida e bem estar de seus colaboradores próximos ao investimento feito em novas tecnologias e recursos tecnológicos.

    Apesar de parecer utópico, a estratégia da Google já não é tão nova assim, desde a década de 90 estudiosos da área de Gestão de Pessoas vêm provando através de inúmeras pesquisas que o investimento no bem estar e na qualidade de vida dos colaboradores traz resultados significativos e mais duradouros que qualquer aumento de salário. Além de aumentar a satisfação do colaborador, sua autoestima, seu comprometimento com a empresa e consequentemente sua responsabilidade com relação ao seu trabalho, esses investimentos diminuem prejuízos com licenças e atestados médicos, aumentando a produtividade e diminuindo a necessidade de aumento no quadro de colaboradores.

    Unidade 1

    Os empreendedores são estudados em todo mundo, os economistas foram os primeiros a associar os empreendedores à inovação e ao desenvolvimento econômico, porém o interesse em entender o empreendedor reúne estudiosos de várias áreas como:

    • Na Engenharia de Produção acham que o empreendedor produz bem com poucos recursos;
    • Os Especialistas em Computação procuram no empreendedor a inovação e criatividade;
    • Os Especialistas em Administração acham o empreendedor organizado, competente e desenrolado;
    • Os Especialistas em Marketing enxergam no empreendedor uma pessoa que é ligada no que o consumidor necessita e que acha as oportunidades.

    Sei que de alguma forma você conhece alguns empreendedores, desde o seu Zé Gato que faz aquele churrasquinho gostoso ai na esquina da sua rua, até o Sr. Bill Gates que fez do mundo uma esquina quando criou a Microsoft, a mais conhecida empresa de desenvolvimento de programas para computadores do mundo. Sabia que eles dois podem ter muita coisa semelhante? Menos a conta bancaria é claro.

    Ser uma pessoa ativa, que tem iniciativa, trabalhador e que assume o risco de empreender, são características que são encontradas tanto no seu Zé Gato como no Sr. Bill Gates e que se identificadas e trabalhadas nas pessoas, podem aumentar as chances do negócio dar certo gerando assim emprego e renda.

    E é por esta razão que o empreendedor e os empreendimentos são os principais pontos de pesquisa nas Ciências Humanas do século XXI. O Instituto Global Entrepreneurship Monitor – GEM (Instituto de Monitoramento do Empreendedorismo Global) realiza estudos anuais em 37 países em média, inclusive no Brasil. Tendo como alvo os empreendedores e seus empreendimentos, o GEM publica relatórios, onde descreve as análises dos estudos sobre os empreendedores encontrados em cada país e continente, fazendo comparações, observando singularidades e expondo a importância do empreendedorismo para economia do mundo globalizado.

    Agora responda essa pergunta: você acha que os empreendedores são importantes porque são estudados ou são estudados porque são importantes?

    Como você já percebeu as duas respostas estão certas, e não importa o tamanho do empreendimento. A economia de um país não é formada apenas por grandes empresas, mas também ou principalmente por bilhões de micros, pequenos e médios empreendimentos que fazem o dinheiro circular e que geram empregos para os seus donos, familiares e muito mais gente.

    Diferenças entre empreendedores externos e internos

    Recentemente foi publicada no caderno de negócios, de uma revista semanal de grande circulação no país, a seguinte manchete: “As empresas estão buscando no mercado de trabalho funcionários empreendedores.” Aí você me pergunta:


    Unidade 1

    Mas, empreendedores não são aquelas pessoas que colocam um negócio próprio? Quer dizer que as empresas só estão dando emprego para quem já tem um negócio?

    Calma! Você está certo nas suas dúvidas; mas explicarei melhor que história é essa: Existem os empreendedores externos que são aqueles que constituem um negóciopróprio e também existem os empreendedores internos ou mais conhecidos como empregados empreendedores.

    Na verdade o que as empresas estão procurando no mercado de trabalho são funcionários que apresentem, conheçam e desenvolvam os Pensamentos e as Ações dos Empreendedores (PAE`s).

    A princípio, um profissional de qualquer área pode optar por ser empregado ou ter seu negócio próprio, um médico, por exemplo, pode optar em abrir um consultório próprio ou exercer sua profissão empregando-se em um hospital público. A grande diferença é que ao abrir um negócio, qualquer profissional em qualquer área de atuação, torna-se um empreendedor externo, por outro lado, um empregado para ser considerado um empreendedor interno tem que demonstrar no ambiente de trabalho que pensa e age como os empreendedores externos, comportando-se efetivamente como tal dentro da organização onde trabalha.

    Os empregados empreendedores, não possuem qualquer tipo de negócio mais atuam empresarialmente nas organizações onde trabalham. São responsáveis por mudanças e inovações, usando a criatividade dentro do ambiente de trabalho. É o que afirma Filion (2001, p. 39). Os empregados empreendedores dividem-se em duas categorias:

    • A primeira são pessoas que trabalham de forma criativa para realizar as ideias de outras pessoas, dedicando-se ao projeto que lhe é dado como se fosse dele próprio;
    • A segunda categoria é formada por pessoas que contribuem, participam e influenciam nas decisões do proprietário do negócio, fornecendo novas ideias, soluções e trabalhando para executar novos projetos.

    Diariamente em cada cidade, país e continente do planeta, milhões de negócios são abertos por empreendedores. São empreendimentos das mais infinitas formas e tamanhos, tendo em vista atender as necessidades de consumo de milhares de pessoas. A diversidade de negócios possíveis para um pré-empreendedor explorar é incalculável, assim como os fatores e elementos que antecedem a constituição de um empreendimento. Mas um fator existe na constituição de todos os empreendimentos e sem ele o próprio empreendedor não existiria. Veremos nos próximos tópicos esse fator tão importante para constituição de um negócio, a motivação para empreender.


    As principais motivações para empreender

    A motivação está presente no início de todos os empreendimentos, embora possa ser diferente e particular como os próprios objetivos de cada empreendedor. A motivação nasce dentro de cada pessoa impulsionada por vários incentivos diferentes.

    As motivações estimulam a pessoa para uma atividade, agem como forças que despertam ações, afetando os pensamentos, emoções e comportamentos das pessoas.

    Unidade 1

    • Desejo de não ter patrão. A ideia de não ter patrão pode indicar uma disposição de desenvolver uma própria visão de como empreender e administrar uma empresa.
    • A falta de emprego pode obrigar um indivíduo a recorrer a um negócio próprio como alternativa de sobrevivência. Nesses casos também nascem muitos negócios informais.
    • Por vocação, considera-se que aqueles que demonstram alguma vocação para exercer algum tipo de trabalho têm muitas chances de sucesso.
    • Desejo fazer algo por si mesmo. Esse é o espírito empreendedor colocado na prática. Mas é preciso se preparar para dar certo porque não há milagres e o mercado é cada dia mais competitivo.

    Segundo Degen (1989, p.14) um dos principais autores nessa área, os motivos que levam uma pessoa a ter seu negócio próprio são:

    • Vontade de ganhar muito dinheiro, mais do que seria possível na condição de empregado;
    • Desejo de sair da rotina e levar suas próprias ideias a diante;
    • Vontade de ser o próprio patrão e não ter de dar satisfações a ninguém sobre seus atos;
    • Objetivando provar a si e aos outros de que é capaz de realizar um empreendimento;
    • Desejo de desenvolver algo que o realize e traga benefícios, não só para si, mas para a sociedade.

    Os principais autores, pesquisadores e órgãos que desenvolvem estudos e trabalhos na área de empreendedorismo, fizeram suas listas próprias das motivações para empreender, sendo assim, essas listas não são idênticas. Contudo algumas motivações que considero as principais aparecem em praticamente todas as listas. Por exemplo, realização pessoal apenas sofre variação no nome, sendo escrita por alguns autores como autorrealização.Existem também casos de citações semelhantes como: vontade de ficar rico e vontade de ganhar muito dinheiro. Então após minuciosa pesquisa, escolhi as quatro principais motivações que levam as pessoas a empreender. (tabela 01).

    Tabela 01 – Principais motivações para empreender

    GERAR O PRÓPRIO-EMPREGO
    GANHAR MUITO DINHEIRO
    SER O PRÓPRIO PATRÃO
    REALIZAÇÃO PESSOAL

    Fonte: Monografia Graduação de Neil Alexander de S. Teixeira

    Nos próximos tópicos, você aprenderá como e porque é importante reconhecer cada uma das principais motivações que fazem uma pessoa querer entrar no mundo dos negócios e como elas podem fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso de um empreendimento.

    Gerar o próprio emprego

    São inúmeras as razões de demissões sem ou por justa causa, que atingem os empregados de todas as áreas, idades, níveis educacionais e sociais. Os motivos que levam os patrões a demitir são muitos, desde fatores econômicos, passando pela evolução da robótica, pelas privatizações, terceirizações, e, de um modo geral, pelos avanços tecnológicos que buscam e conseguem substituir o homem em funções que antes eram de seu exclusivo desempenho.

    Acho que talvez você não se lembre, mas pergunte aos seus pais como era uma agência bancária do século passado. Século passado foi um termo muito cavernoso, não é? Até parece coisa dos dinossauros.

    Pois bem, falo dos anos 90, nesse tempo 99% dos atendimentos bancários era feitos nos caixas. Aí você me diz, e hoje também. Certo, mas os caixas eram pessoas e não caixas eletrônicos de autoatendimento. Use sua imaginação e me diga, o que aconteceu com os empregos das pessoas que exerciam a função de “caixa”?

    Unidade 1

    “O emprego não mora aqui. Onde é a sua nova morada? Esse será o dilema do século XXI, quando o indivíduo perceber que o seu melhor desempenho como empregado não será suficiente para a manutenção de seu posto de trabalho” SOUZA (2001, p. 96).


    Atualmente, cresce a falta de empregos promissores e seguros, por isso já estamos vivendo na era do autoemprego onde a tendência é que de maneira cada vez maior as pessoas tenham que gerar suas próprias oportunidades de trabalho, ou seja, empreender.

    A necessidade de gerar o próprio emprego mais rápido possível, buscando o próprio sustento, pode levar o pré-empreendedor a cometer muitos erros que aumentam os riscos de empreender. A urgência em abrir um negócio para ganhar dinheiro logo no primeiro mês, pode levar o desempregado a pegar a primeira ideia, ou montar o primeiro negócio que apareça na sua frente, sem se preocupar por exemplo, em fazer uma análise ou um plano de negócios que normalmente leva alguns meses para ser elaborado e testado.

    As pressões psicológicas provocadas pelo desemprego expõem o homem ao medo de passar por necessidades. É normal que, quem está sem alternativas “agarra-se ao primeiro pedaço de madeira que passa no meio do oceano”, ou seja, age impulsivamente em busca de ganhar dinheiro para o seu sustento. Empreender é um ato arriscado por natureza e feito de forma impulsiva torna-se “andar em uma corda bamba em um precipício.”

    Ganhar muito dinheiro

    Começar com uma grande ideia e pouco dinheiro e se tornar um empreendedor de sucesso. Ganhar muito dinheiro tendo vários empreendimentos bem sucedidos. Você acha isso impossível?

    Pois, saiba que essa é a historia de vida de muitos empreendedores. Mas como já diz o ditado popular, “Só no dicionário que Riqueza e Sucesso vêm antes do Trabalho”. Meses e até anos de preparação, capacitação e muito trabalho é a realidade de vida dos empreendedores bem sucedidos.

    Existem dois grupos de empreendedores, que pensam diferente com relação o que seja a riqueza. Para alguns a riqueza é aquele padrão colocado pela sociedade, ou seja, pelos padrões dos ricos e famosos da TV e das revistas. Para outros a riqueza não está ligada só a quantidade de dinheiro. Estas pessoas, na maior parte tem uma compreensão mais clara dos valores sociais, criando os seus próprios padrões de realização pessoal e riqueza. As noções de riqueza e sucesso são muito particulares, o que pode ser riqueza e sucesso para seu pai, pode não ter o mesmo valor para você. Então é você quem tem que decidir o tanto de riqueza, sucesso e realização pessoal, que vai lhe fazer feliz.

    Segundo Dolabela (1999, p.390), entre os jovens empreendedores o conceito de riqueza vem mudando, eles estão colocando em segundo plano ou talvez como consequência, os critérios externos de sucesso, como status ou altos lucros, valorizando então muito mais os critérios internos, como a autorrealização, que para os jovens empreendedores está fortemente associada ao sucesso.

    Essa é para você pensar!
    “Homem pobre não é aquele sem um centavo, mas aquele sem sonhos” Harry Kemp (1883-1960) Poeta norte americano.


    Unidade 1

    Os empreendedores motivados por enriquecer rapidamente criam expectativas exageradas sobre os lucros do empreendimento, muitas vezes fogem da realidade e correm o risco de perder o foco do que é realmente necessário para o seu negócio, às vezes cometem o erro de pegar o dinheiro dos lucros para mostrar um padrão de vida superior ao que tinham antes de ser empresário, deixando de fazer os investimentos necessários para manter o negócio saudável. Provavelmente você já deve ter escutado esse comentário sobre alguém: “fulano abriu um negócio, começou a ganhar dinheiro, logo comprou um carrão, vivia gastando nas festas e quebrou que apartou”, porém o ditado popular apresenta a solução: “é devagar que se chega ao longe”. Começar pequeno é a realidade da maioria dos empreendimentos, sendo também pequenos os lucros e os pró-labores (salário que o dono da empresa se paga). Podem e devem ser grandes, os sonhos, os objetivos reais e a certeza de que somente com o estudo, capacitação e muito trabalho é possível ser “rico” de verdade.

    Essa é para você pensar!
    “Ficar rico não é o objetivo dos empreendedores. Eles acreditam que o dinheiro é conseqüência do sucesso dos negócios.” DORNELAS (2001, p. 32)

    Ser o próprio patrão

    Vontade de trabalhar com o que quer, se sentir livre, provar que é capaz de ser empresário; são sentimentos que fazem parte da motivação para ser o próprio patrão. Mas veja bem, você começar um negócio motivado pela vontade de ser patrão; é bem diferente de começar um negócio porque você está com vontade de “matar” o patrão.

    Já falei que a pessoa que deseja abrir um negócio deve ter ou desenvolver os Pensamentos e as Ações dos Empreendedores (PAE`s), porque esses pensamentos sempre geram sentimentos positivos. Existem pessoas que até gostam do trabalho que fazem e da condição de empregado. Mas não aguentam mais o patrão, ou porque foram humilhadas, exploradas, não tinham seu trabalho reconhecido ou muitos outros motivos. Abrir um negócio tendo como motivação pensamentos e sentimentos negativos como a raiva, por exemplo, geralmente levam a pessoa a cometer erros na hora de escolher e montar um empreendimento, o fracasso então é coisa quase certa. O pior nestes casos é que o fracasso revive as situações de impotência de quando a pessoa era empregada, trazendo a sensação de medo e incerteza de empreender de novo.

    O empregado que deseja abrir um negócio para ser o próprio patrão, deve olhar para sua história profissional. Porque empregados com experiência no tipo de negócios em que pretendem abrir, normalmente já viveram as situações do dia a dia que são importantes para aquele tipo de negócio. Assim diminuem a possibilidade de quando for o patrão, não saber ou não gostar de trabalhar no seu empreendimento.

    Essa é para você pensar!
    “Temos inúmeros exemplos de empregados que se desligaram de suas empresas para montar seu próprio negócio e concorrer com êxito contra seu antigo empregador.” DEGEN (1989, p. 26)

    Unidade 1

    Antes de empreender é necessário a pessoa analisar as possíveis situações que passará a viver quando for o próprio patrão. Falta do salário certo no dia certo; as férias, folgas, feriados e fins de semana muitas vezes são deixados para depois; passar a pagar o décimo terceiro salário ao invés de recebê-lo. Essas são algumas das situações que o ex-empregado e atual empreendedor têm que ter coragem para enfrentar sem se arrepender da sua escolha.

    Você já se imaginou tendo que liderar contratar ou demitir empregados?

    Tendo que decidir o que eles vão fazer, quando vão fazer, como vão fazer e onde vão fazer suas tarefas diárias. Saiba que essas são algumas das muitas funções dos empreendedores.

    No seu negócio o empreendedor é o patrão e na maioria das vezes, também tem que ser o administrador, o gerente e o vendedor dos seus produtos ou serviços. Por isso sempre é bom fazer cursos e buscar aprender sempre mais nessas áreas.

    A cultura do emprego seguro (de preferência num órgão público) de uma futura aposentadoria certa e tranquila é muito forte na sociedade. A família, parentes, amigos e vizinhos, normalmente não acham que ser empreendedor, é uma opção de carreira, mas sim uma falta de opção. Eles não conseguem entender como uma pessoa bem preparada com chance de conquistar bons empregos, prefere seguir a carreira de empreendedor. Esses fatores forçam o empreendedor a ter que provar (mesmo que não seja a sua intenção) que é capaz de não apenas abrir um negócio, mas também que aguentará as provações da vida de patrão.

    Apesar de todos os riscos e responsabilidades de quem quer ser o próprio patrão, a atividade empreendedora tem muitos fatores positivos que superam os negativos, entre eles podemos citar:

    • Realização pessoal;
    • Liberdade para desenvolver novas ideias;
    • Realização dos seus sonhos;
    • Poder usar sua criatividade sem restrições;
    • Levar em conta seus interesses particulares;
    • Utilizar seus talentos;
    • Enfim, fazer do seu empreendimento o seu projeto de vida.

    Realização pessoal

    O economista austríaco Joseph Schumpeter e sua legião de seguidores acreditam que o empreendedor seja o “motor da economia”, pois é ele o responsável por mover todas as inovações criativas de produtos ou serviços existentes no mundo. Seguindo a mesma linha de raciocínio, percebe-se que a Realização Pessoal é o “motor do empreendedor”, pois representa a força que move o empreendedor dando motivação para ele ser inovador, criador, determinado, persistente, comprometido, ou seja, a realização pessoal fornece energia ao espírito empreendedor, formando verdadeiramente o conjunto dos elementos necessários para que um empreendimento tenha sucesso.

    Unidade 1

    Como você já viu no começo desta unidade de estudo, o empreendedor é o alvo de muitas pesquisas. As pesquisas feitas sobre autorrealização ou realização pessoal (que são a mesma coisa), indicam que o empreendedorismo oferece graus elevados de realização pessoal. O motivo apontado é que o negócio pode ser o reflexo da alma do empreendedor, com todas as suas características e preferências pessoais. A atividade empreendedora faz com que o trabalho e o prazer andem juntos. Isso mesmo, os empreendedores trabalham por prazer, você pode imaginar uma coisa dessas? A maior parte dos trabalhadores tem depressão na segunda-feira e adora os feriadões para fugir do trabalho. Por outro lado é muito comum encontrar empreendedores realizados que se consideram sortudos por fazerem o que gostam e sentem prazer em trabalhar até nos finais de semana.

    Outra coisa interessante sobre os empreendedores que sentem a realização pessoal é que podem ser comparados aos atores e atrizes. Você já percebeu que os bons atores, não fazem a mínima questão de se aposentar? Paulo Autran, Mario Lago e Rogério Cardoso, praticamente morreram atuando. Fernanda Montenegro já revelou em entrevistas que pretende trabalhar até o fim da vida.

    Você acha que os grandes atores não se aposentam é por falta de dinheiro? Ou porque estão se realizando pessoalmente quando atuam?

    Com os empreendedores que conseguem a realização pessoal com seus negócios acontece a mesma coisa, a grande maioria nem se imagina aposentado, porque tem um grande prazer em trabalhar todos os dias com o que gosta.

    “Cada um de nós se realiza e se satisfaz de forma diferente. Por isso, cada um tem que fazer sua escolha na procura de um negócio, pelo qual sinta atração pessoal. Sem essa atração e entusiasmo, o empreendimento não terá sucesso”. (DEGEN 1989, p.48)

    Responda rápido, você já fez autoanálise? A resposta deve está sendo essa:

    “Eu não, nunca, autoanálise não é coisa para doido?”

    Não, na realidade a autoanálise serve para você tentar descobrir suas preferências, respondendo pergunta como essas:

    “O que eu gosto de fazer?” “O que eu sei fazer bem?” “Que tipo de negócio vai me dar prazer de trabalhar todos os dias?”.

    A escolha do tipo de negócio que se quer iniciar deve estar baseada nas preferências, experiências e expectativas do empreendedor. Pois toda pessoa geralmente tem alguma aptidão ou talento e quando faz alguma atividade porque gosta, certamente o fará bem feito. O conceito chave é: se uma pessoa faz algo que lhe realiza, consequentemente trabalhará mais intensamente, mais horas, conservando a motivação e satisfação pelo trabalho.

    Para o pré-empreendedor conseguir alcançar seus objetivos, é aconselhável que ele desenvolva uma autoanálise séria sobre sua personalidade. Conhecer as próprias características e avaliar suas virtudes e limitações; fornece ao futuro empreendedor, um conjunto de informações que são muito valiosas para que ele possa evitar os empreendimentos que explorem os seus pontos fracos que não possam ser melhorados, dando preferência a outros que privilegiem os seus pontos fortes e as suas características de personalidade.

    Unidade 1

    A lucratividade que um negócio pode ter é muito importante, pois os lucros são a base do comércio. Porém, as preferências pessoais do empreendedor devem ser consideradas muito mais importantes que lucratividade do negócio, pois o empreendedor não trabalha só por dinheiro, ele precisa se realizar e ter prazer com o seu empreendimento. Se por algum motivo o ramo de negócio não desperte a atração pessoal do empreendedor ou por alguma razão o chateia, isso o desmotivará, impedindo a dedicação e o entusiasmo necessário para enfrentar as longas horas de trabalho indispensáveis para o seu sucesso. Segundo Dolabela, 1999, p. 45 “O empreendedor sempre quer realizar os seus próprios sonhos. É alguém que busca incansavelmente a autorrealização”.

    Estamos chegando ao fim da primeira unidade de estudo, hoje tenho certeza que você já tem o CHA que é o objetivo geral desta unidade de estudo.

    Você deve está pensando que CHA é esse? O que ele tem haver com o meu aprendizado?

    Eu respondo: tudo, pois este CHA é feito de Conhecimentos, Habilidades e Atitudes contidos nesta unidade de estudo e que poderão ser muito úteis para você se sair bem, ou seja, numa entrevista.

    Você deve ter observado que falei algumas vezes que tanto as pessoas que desejam abrir um negócio, como as que desejam colocação no mercado de trabalho devem ter ou desenvolver os Pensamentos e as Ações dos Empreendedores (PAE`s). Na próxima unidade de estudo vamos lhe proporcionar estudar o perfil e aprender como pensam e agem os empreendedores.

    Unidade 1

    Conceito de Empreendedorismo

    Carla Susana Marques – PhD em Gestão. Área de investigação: inovação e empreendedorismo, menciona neste vídeo assuntos sobre o empreendedorismo como peça fundamental para a economia, a evolução do conceito de empreendedorismo, definições de empreendedorismo por diversos autores, agente que transforma a procura em oferta, ideias associadas ao conceito de empreendedorismo (criação de negócios), empreendedorismo feminino, empreendedorismo enquanto motor para o crescimento econômico e integrante do contexto econômico e social dos países e componentes principais do empreendedorismo (atitudes empreendedoras, atividades empresariais e atitudes empresariais). Vale a pena conferir.

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    Unidade 1

    Empreendedorismo

    Entrevista com Jean Yure Pontes, proprietário da loja Youngs na cidade de Sobral. O jovem Yure comenta sobre sua trajetória profissional e pessoal, ou seja, como chegou a ser um empreendedor de sucesso. Em sua fala, antes de montar a loja com sua irmã (sócia), passou no curso de administração. Concluiu e em seguida começou a montagem da loja com ajuda de sua irmã. De início já foi um sucesso, somente com artigos femininos, menciona ele. Deu continuidade com artigos masculinos e acessórios para ambos os gêneros. Comenta também um pouco sobre quais as características para um bom empreendedor chegar ao sucesso, quantos anos têm a loja, marcas exclusivas, países e cidades que viajou a procura de novos conhecimentos para melhor empreender e inovar e avaliação do gosto sobralense pela moda. Entrevista excelente! Vale à pena conferir.

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    Pensamentos e Ações dos Empreendedores (PAE`s)

    2

    Conhecimentos

  • Conhecer como pensam e agem os empreendedores de sucesso;
  • Compreender quais as características do empreendedor de sucesso.
  • Habilidades

  • Reconhecer e desenvolver pessoalmente pensamentos, ações, habilidades, atitudes e características dos empreendedores de sucesso.
  • Atitudes

  • Utilizar os pensamentos, ações, habilidades, atitudes e características dos empreendedores de sucesso para trabalhar como empreendedor externo e interno.
  • Unidade 2

    Conjunto dos pensamentos e ações dos empreendedores.

    Você já sabe que os empreendedores de sucesso têm em seu Perfil, pensamentos e ações empreendedoras que os diferenciam das pessoas comuns? Agora você vai analisar cada um dos nove quesitos que formam o Conjunto dos pensamentos e ações dos empreendedores.

    Geralmente uma pessoa não tem todo o conjunto perfeito de pensamentos e ações empreendedoras, essas habilidades, atitudes e perfis, são desenvolvidos de alguma forma, ou pela curiosidade e impulso juvenil, como no estudo de caso que você leu no inicio desta unidade de ensino, ou pelas experiências de vida e/ou ambiente onde se vive. Outras pessoas desenvolvem o conjunto de PAE`s pelo aprendizado educacional, através de cursos, palestras ou como no seu caso em disciplinas acadêmicas.

    Tenho certeza que pelo menos um quesito do conjunto de Pensamentos e Ações dos Empreendedores (PAE`s) você já tem. Como eu sei disso sobre você? Apenas deduzi, pois você concluiu o segundo grau e está aqui dando continuidade a sua busca por mais aprendizado. Parabéns! Você já possui um dos quesitos mais importantes do conjunto de PAE`s que é a busca por aprendizado e informações. Porém existe mais oito quesitos no conjunto de PAE`s que serão estudados no desenvolvimento nesta unidade de estudo. Vejamos se você já identifica no seu perfil mais algum quesito do conjunto abaixo.

    Conjunto dos pensamentos e ações dos empreendedores:

    • Predisposição para buscar oportunidades;
    • Proficiente nos padrões tempo e qualidade;
    • Analisa e prever os perigos;
    • Perseverança e compromisso pessoal;
    • Procura contatos com as pessoas certas;
    • Predetermina objetivos;
    • Planejamento e acompanhamento diário;
    • Postura positiva e independência;
    • Busca por aprendizado e informações.

    E então você reconheceu no seu perfil mais alguns desse PAE´s? Saiba que nesta unidade de ensino cada um dos Pensamentos e Ações dos Empreendedores (PAE`s) será lhe apresentado e explicado, proporcionando a você reconhecer e desenvolver em si cada um deles.

    Essa é para você pensar!
    “Existem três tipos de pessoas neste mundo: as que fazem as coisas acontecerem, as que observam as coisas acontecerem, e as que se perguntam o que aconteceu.” Mary Kay Ash (1915-2001) empresária norte americana.

    Pensamentos e Ações Proativas.

    A empresária norte americana Mary Kay Ash fala que nesse mundo existem três tipos de pessoas; na sua opinião quais são os tipos de pessoas com atitudes proativas? Você está certo se respondeu: “As pessoas que fazem as coisas acontecerem”.

    Fazer as coisas acontecerem além de ser uma postura proativa, também é o verdadeiro “espírito” dos empreendedores. Pois todos os Pensamentos e Ações dos Empreendedores (PAE`s) são atitudes Proativas.

    Unidade 2

    A sua vida, a minha vida e a vida de todo mundo é baseada em ações, sejam no campo familiar, profissional ou pessoal. As ações podem ser cuidadosamente planejadas; executadas de ultima hora ou simplesmente deixadas para depois. Porém quando se decide tomar uma ação ela pode ser tomada de duas formas: ou forma reativa.

    As ações reativas são a grande maioria das ações tomadas no dia a dia das pessoas. É como se diz: “só fechou a porta depois de assaltado”, esse é um exemplo claro de uma ação reativa.

    Agora veja você, se um candidato a “empreendedor” tomar a maioria das suas ações de forma reativa? É, a resposta parece certa: provavelmente o empreendimento não sairá do papel e se sair certamente será um fracasso.

    Agora no caso de um empregado tomar a maioria das suas ações de forma reativa? Você deve estar pensando: - ele vai ser demitido. A maior parte não, porque a maioria dos empregados age de forma reativa. Os poucos empregados que agem de forma proativa pensando no melhor para empresa, não são empregados comuns, são os empregados empreendedores.

    Com certeza você já leu ou ouviu falar sobre os Hackers e os vírus que eles criam para afetar os sistemas e as máquinas das mais variadas formas. Para combater os Hackers as empresas e até os governos resolveram agir de forma proativa. Contrataram outros hackers “do bem” para criar novos vírus e soluções para combatê-los, antecipando e destruindo assim os vírus que podem surgir no futuro.

    Os pensamentos e ações proativas permitem ao empreendedor se antecipar aos problemas que podem ocorrer na empresa e agir de forma preventiva na busca de soluções, também permitem ao empreendedor desenvolver o conjunto de conhecimentos, habilidades, atitudes positivas para levá-lo ao sucesso.

    Essa é para você pensar!
    “Criatividade é inventar, experimentar, crescer, aceitar riscos, quebrar regras, errar e ter prazer com tudo isso.” Mary Cook (1920-1983) educadora americana.

    Pensamentos e Ações dos Empreendedores (PAE`s)

    Predisposição para buscar oportunidades.

    Todo empreendedor tem predisposição para buscar oportunidades, mas além de buscá-las, o empreendedor tem que estar predisposto para perceber quando a oportunidade certa aparece. São muitos os fatores que determinam se aquela oportunidade é a certa para você. Observe se você tem tendência natural, aptidão, vocação ou inclinação para explorar aquela oportunidade, ou seja, se essa oportunidade pode lhe trazer ou não realização pessoal.

    Agora imagine uma pessoa que odeia cozinhar e não entende nada de cozinha, abrindo um pequeno restaurante só porque um consultor em administração lhe aconselhou que um restaurante naquele bairro não terá concorrentes e será uma ótima oportunidade de negócios. Você pode até está pensando: ele pode contratar um cozinheiro. E se o cozinheiro ficar doente, ele (o dono) vai assumir a cozinha ou deixar os clientes esperando nas mesas? Saiba que os donos dos restaurantes de sucesso (grandes ou pequenos) todos os dias estão dentro de suas cozinhas supervisionando tudo, mesmo que tenham uma equipe competente de cozinheiros. O que quero mostrar com esse exemplo é que geralmente os empreendedores de sucesso estão diariamente em contato direto com as tarefas inerentes ao seu negócio, mesmo que tenha empregados competentes.

    Quando for analisar uma oportunidade procure saber também sobre o mercado onde vai ser explorada e se você tem conhecimento e experiências positivas vividas nesse ramo de atividade. Esses fatores são fundamentais para quem tem predisposição para buscar oportunidades encontrar como se diz: “o sapato certo para seu pé”.

    Unidade 2

    Nestes pensamentos e ações Predisposição para buscar oportunidades, empreendedores:

    • Pensam e agem para acabar com o medo e criam coragem de colocar a realização pessoal em primeiro lugar na sua vida, explorando a oportunidade que lhe permita seguir sua vocação natural;
    • Pensam e agem com criatividade para inovar, desenvolvendo novos produtos ou serviços em novos lugares;
    • Pensam e agem sem descanso para tornar real a oportunidade certa que procuravam;
    • Pensam e agem para comprovar com documentos e argumentos para possíveis investidores, sócios, colaboradores, gerentes de bancos e formadores de opiniões, que aquela é realmente uma oportunidade viável.
    • Perseverança e compromisso pessoal.

      A Perseverança faz parte do perfil de todo empreendedor. Pois todo negócio tem seus momentos difíceis e é preciso persistir e buscar superação até onde não sabia que se tinha. Ser comprometido pessoalmente com o empreendimento significa ter um envolvimento pessoal tão grande e forte que todos os problemas e obstáculos se tornam pequenos e, portanto, possíveis de serem solucionados e superados. É importante também estar comprometido pessoalmente com a razão para que o empreendimento exista: os clientes e consumidores. Muitas vezes, é necessário perseverar em esforços extras para garantir a satisfação dos clientes e consumidores.

      Agora me responda, cliente e consumidor é a mesma coisa? Há você não ver diferença entre eles. Então olha essa dica:

    O Cliente e o consumidor podem ser o mesmo ou não, vai depender do tipo de produto. Ração para cachorro é um ótimo exemplo. Você já ouviu falar que algum cão, por mais inteligente que seja, tenha ido até uma loja de ração e comprado uma saca de 20kl da “DogFloc”. O cliente da loja é o dono do cão e o consumidor e o “Totó”. Mas como os consumidores estão cada vez mais exigentes, o cão pode até escolher o sabor da ração: “DogFloc sabor rabo de gato”, pois o dono sabe que esse é seu sabor preferido e irá comprá-la, mas “Totó” nunca irá na loja pagar por ela.

    Neste pensamento e ação Perseverança e compromisso pessoal, empreendedores:

    • Pensam e agem diante de um grande obstáculo, porque seu compromisso pessoal é maior do que qualquer obstáculo;
    • Pensam e agem com firmeza até conseguir o que querem;
    • Pensam e agem mudando os planos se necessário e tentando novamente, mas sempre com o foco no objetivo principal;
    • Pensam e agem chamando para si as responsabilidades pelo andamento do projeto;
    • Pensam e agem até mesmo quando não querem agir, são capazes de fazer grandes esforços pessoais para completar uma missão;
    • Pensam e agem ajudando e incentivando os empregados e parceiros. Caso seja necessário, fazem o trabalho com eles ou no lugar deles para cumprir os compromissos do seu empreendimento.

    Unidade 2

    Proficiente nos padrões tempo e qualidade

    “Vou abrir uma empresa para atender as exigências do mercado consumidor, produzindo e fornecendo produtos e serviços de qualidade, essa vai ser minha diferença competitiva”. Hoje em dia pensar assim é apenas uma obrigação e não uma vantagem diante dos concorrentes.

    O que se tornou um importante diferencial competitivo em qualquer tipo de negócio ou carreira é a Proficiência. Isso é, você conquistar a confiança do cliente ou do superior, por sempre cumprir e até anteceder os prazos esperados; conseguindo satisfazê-lo com a qualidade do seu produto/serviço.

    Lembre-se que, por mais qualidade que você forneça é preciso estar sempre melhorando, pois a vantagem de ser Proficiente nos padrões tempo e qualidade é você conseguir fidelizar seus clientes, isso é, torná-los fiel a você ou a seu empreendimento, surpreendendo-lhe e superando sempre suas expectativas, fornecendo produtos/ serviços com mais qualidade e antes dos prazos combinados.

    Neste pensamento e ação Proficiente nos padrões tempo e qualidade, empreendedores:

    • Pensam e agem sempre para satisfazer as necessidades dos clientes da empresa;
    • Pensam e agem para encontrar maneiras de fazer as coisas com mais qualidade, em menor tempo e com menores custos e preços;
    • Pensam e agem sendo competentes em produzir e/ou fornecer produtos e serviços diferenciados, superando a concorrência pela qualidade superior e valor agregado;
  • Pensam e agem para surpreender positivamente os clientes antecipando com qualidade os prazos combinados.
  • Analisar e prever os perigos

    Por uma série de fatores externos e internos de empreender, sempre vai envolver perigos. Capturar a oportunidade certa, na hora certa é muito importante, no entanto, também é indispensável para o empreendedor analisar e prever os perigos que envolvem aquela oportunidade.

    No mundo dos negócios nada é 100% seguro, todo empreendedor corre riscos, o fundamental é analisar e prever os perigos sempre, desde uma oportunidade até tentar saber o futuro que espera o seu negócio já constituído. Procurar ter outras alternativas, pois “não se deve colocar todos os ovos na mesma cesta”. Caso após analisar e prever os perigos seja necessário mudar de opção, mude antes que não tenha mais ânimo ou recursos para explorar outra oportunidade. Analisar e prever os perigos de empreender fica mais fácil com a adoção de ferramentas administrativas como a Análise FOFA e com a elaboração de um Plano de Negócios, mas esses são assuntos que veremos nas unidades seguintes.

    Neste pensamento e ação Analisar e prever os perigos, empreendedores:

    • Pensam e agem analisando cada alternativa e prevendo as soluções para os possíveis perigos;
    • Pensam e agem procurando acabar, reduzir ou controlar cada perigo;
    • Pensam e agem com coragem para enfrentar situações de perigo e superar os diversos desafios.

    Unidade 2

    Predeterminar objetivos

    Predeterminar um objetivo é muito importante para os empreendedores, pois especifica a condição de onde ele quer chegar no futuro. Para atingir os objetivos, é interessante que você predetermine também as várias estratégias que podem ser usadas para atingir o mesmo objetivo. Por exemplo: Você predetermina como seu objetivo abrir uma empresa, então cursando a disciplina de empreendedorismo você está predeterminando estrategicamente seu futuro sucesso como empreendedor. Pois esta disciplina é uma ótima oportunidade para você adquirir conhecimentos, habilidades e atitudes que lhes serão muito úteis nessa empreitada. Mas veja bem, cursar essa disciplina é apenas uma estratégia para atingir o seu objetivo predeterminado, outras estratégias devem ser usadas se complementando. Como por exemplo, pesquisar e conhecer tudo sobre o ramo de negócio e buscar sua capacitação administrativa ou gerencial.

    Agora, imagine que seu objetivo seja se tornar um empreendedor interno, então cursando essa disciplina você também está predeterminando estrategicamente seu futuro, pois encontrará nesta disciplina os instrumentos que lhe auxiliarão a desenvolver um perfil com conhecimentos, habilidades e atitudes de um empregado empreendedor. Como no primeiro caso, outras estratégias também tem que ser trabalhadas para você alcançar o seu objetivo final, tornando-se um profissional na área da sua escolha.

    Neste pensamento e ação Predeterminar objetivos, empreendedores:

    • Pensam e agem predeterminando objetivos que sejam importantes para seu futuro e realização pessoal;
    • Pensam e agem elaborando objetivos realistas, claros e atingíveis;
    • Pensam e agem predeterminando estratégias de curto, médio e longo prazo para alcançar o seu objetivo predeterminado.

    Planejamento e acompanhamento diário

    O planejamento é uma ferramenta de trabalho para o empreendedor como o pincel é para o pintor, ou seja, indispensável. Planejar pode ser definido como o começo da construção de uma estrada entre o seu presente e o seu futuro. Essa construção tem que ser acompanhada diariamente para garantir que tudo fique como esperado e a estrada seja segura.

    Você já deve ter ouvido alguém falar uma bobagem como essa: “Não vou nem ficar planejando minha viagem para conhecer aquela praia, porque se planejar muito a viagem não sai.” E quem pensa assim pode até viajar, mas veja qual pode ser o resultado da falta de planejamento: Se perder no caminho (falta de mapa), carro quebrar (falta de revisão), pousadas sem vagas (falta de reserva), insolação (falta protetor solar), vir embora antes (falta de dinheiro). Acho que uma viagem assim ninguém merece.

    Agora me responda, se a falta de planejamento pode tornar uma simples viagem num pesadelo. O que você acha que pode se tornar um empreendimento sem planejamento?

    Os empreendedores bem sucedidos sabem planejar. Por isso, é indispensável que você comece a fazer um planejamento de suas ações de agora olhando para o futuro.

    Todo planejamento só atingirá seu objetivo se tiver acompanhamento diário de tudo o que acontece. Com acompanhamento você poderá observar em tempo real qualquer mudança ou problema que ocorra e que esteja fora do seu planejamento. Isso permite que você busque soluções e reorganize seus planos e prazos antes que um “probleminha” vire um “problemão”.

    Neste pensamento e ação Planejamento e acompanhamento diário, empreendedores:

    • Pensam e agem planejando quais tarefas serão cumpridas;

    Unidade 2

  • Pensam e agem dividindo tarefas maiores em pequenas tarefas;
  • Pensam e agem definindo prioridades e prazos para cumprir cada uma das tarefas;
  • Pensam e agem acompanhado diariamente a execução das tarefas e se necessário fazem ajustes nos planos e cronogramas;
  • Pensam e agem olhando sempre se os resultados obtidos estão dentro do que havia sido planejado;
  • Pensam e agem verificando se os recursos investidos estão dentro do que havia sido planejado.
  • Procura contatos com as pessoas certas

    Um bom empreendedor sempre procura formar um Rol de Contatos com pessoas certas, as pessoas certas são aquelas que podem ser fonte de informações, soluções e negociações que ajudarão o empreendedor alcançar seu objetivo. Normalmente essa rede de contatos é formada por clientes, fornecedores, concorrentes, técnicos e especialistas de diversas áreas.

    Existem outras pessoas, que até podem não está diretamente ligadas ao seu negócio, mas de alguma forma ou a qualquer momento podem ser muito úteis para você. Estas também são pessoas certas e devem fazer parte do seu Rol de Contatos. Você tem que ter sensibilidade para predeterminar se aquela pessoa é a certa, ou pelo cargo que ocupa, ou pela especialidade que domina ou até mesmo por meio de um parente dela que pode um dia lhe ajudar. Não estou aqui dizendo que os empreendedores tem que ser interesseiros, mas interessados em pessoas certas.

    Você pode estar se perguntando: se existem pessoas certas, também devem existir as pessoas erradas?

    Correto, bem as pessoas erradas são aquelas que não vão contribuir com você e com seu empreendimento, não porque elas não queiram, mas porque não podem, pois elas não têm capacitação ou experiências suficientes para lhe ajudar e podem acabar lhe confundindo e atrapalhando. As pessoas erradas são aquelas que dão palpites em tudo, sempre sabem de tudo e são especialistas no “achismo”, acham isso, acham aquilo. Saiba, que se você perder seu tempo seguindo os palpites de pessoas erradas vai ficar dando voltas e nunca vai chegar onde quer.

    Tanto para o empreendedor externo como para o interno, é muito importante fazer e manter atualizado um Rol de Contatos, constatando as pessoas certas para ele e para o seu empreendimento. Mas lembre-se, geralmente esta via tem que ter mão dupla. Isso é, faça o diferencial e seja também a pessoa certa quando por algum motivo uma pessoa do seu Rol de Contatos necessitar de você ou do seu empreendimento.

    O empreendedor também precisa saber convencer pessoas certas a lhe ajudar, pois nada adianta um Rol de Contatos cheio de pessoas que não podem ou não querem contribuir de alguma forma com o seu projeto. É importante usar argumentos apropriados para convencer diferentes tipos de pessoas certas como: investidores, sócios, gerentes de bancos, fornecedores ou colaboradores. Também é fundamental que os seus argumentos estejam de acordo com os interesses da pessoa que está sendo convencida.

    Unidade 2

    Neste pensamento e ação Procura contato com as pessoas certas, empreendedores:

    • Pensam e agem para buscar pessoas que podem “abrir portas” e contribuir de alguma forma com os seus planos;
    • Pensam e agem fazendo registros dos contatos como: telefones, emails, datas, atividades e tudo que possa ser relevante para ajudar a atingir os seus objetivos;
    • Pensam e agem utilizando argumentos elaborados e direcionados para influenciar ou convencer pessoas diferentes;
    • Pensam e agem utilizando sites de redes de contatos da Internet para conseguir compartilhar experiências com pessoas que já trabalham no mesmo ramo de negócio que se pretende empreender.

    Postura positiva e independência

    O empreendedor é sempre positivo e sabe tomar decisões com independência. Faz questão de ser seu próprio patrão e dono do seu nariz; acredita em si e na sua capacidade de realizar seus sonhos e projetos. Mas tem a humildade para perguntar, pesquisar, ouvir e refletir sobre as sugestões dadas principalmente pelas pessoas com experiências no tipo negócio e especialistas de cada área.

    Mesmo tendo postura positiva procure se afastar e evite ter no seu Rol de Contados as pessoas negativas, aquelas que acham sempre que tudo vai dar errado, essas pessoas muitas vezes não fazem isso por maldade, apenas acham que o seu projeto por algum motivo não vai dar certo. Isso pode tirar seu estimulo e fazer você perder o foco no seu objetivo. Seja independente e procure evitá-las, mas se isso não for possível, então evite falar dos seus planos e empreendimentos para elas.

    Sempre é bom você lembrar que todo empreendimento é um desejo concretizado por alguém positivo que confiou no próprio potencial.

    Neste pensamento e ação Postura positiva e independência, empreendedores:

    • Pensam e agem buscando independência nas decisões em relação às interferências e controles de outros;
    • Pensam e agem mantendo a postura positiva, independente da oposição ou de resultados inicialmente desanimadores;
    • Pensam e agem confiando sempre na sua ideia e na própria capacidade de completar uma tarefa difícil ou de enfrentar um desafio;
    • Agem observando e controlando os seus pensamentos, descartando os que lhe enfraquecem e alimentando os que lhe fortalecem.

    Busca aprendizado e informações

    O empreendedor está constantemente buscando aprendizado para desenvolver conhecimentos e habilidades. Ele também sabe procurar e selecionar informações para melhorar suas chances em abrir e manter o empreendimento.

    Hoje conseguir informações sobre tudo que está relacionado ao seu futuro negócio, é tarefa fácil, pois com um simples acesso a um site de busca na Internet, você tem em fração de segundos centenas de informações relacionadas ao motivo da sua procura. Porém este excesso de informações vai demandar uma grande triagem, ou seja, separar quais informações vão lhe ser úteis e quais vão ser descartadas. Procure obter informações também em outras fontes, como: jornais, revistas, cursos, palestras, etc.

    Unidade 2

    Você também deve visitar ou até trabalhar em concorrentes. Experimente o modelo dele e veja se é realmente este tipo de negócio que você deseja trabalhar todos os dias. Quando achar que sua pesquisa pessoal ainda não é suficiente, procure ajuda especializada de técnicos, consultores e/ou órgão como o SEBRAE, Centros tecnológicos das universidades e das escolas técnicas. Na dúvida não duvide e procure ajuda das pessoas certas.

    Neste pensamento e ação Busca aprendizado e informações, empreendedores:

    • Pensam e agem incansavelmente para conseguir e selecionar as informações importantes para seu aprendizado pessoal e para a constituição do negócio;
    • Pensam e agem sistematicamente para conseguir e selecionar as informações importantes para desenvolver e/ou fornecer um produto ou serviço;
    • Pensam e agem buscando informações em órgãos e empresas especializadas;
    • Pensam e agem obtendo assessoria de profissionais capacitados e especialistas na área.

    Para você refletir...
    Seja especialista no que você pretende fazer, pois só assim terá credibilidade. Pense, você faria aulas de paraquedismo com um instrutor que nunca fez um salto?

    Unidade 2

    Conceito de Empreendedorismo (Continuação)

    Carla Susana Marques – PhD em Gestão. Área de investigação: inovação e empreendedorismo, menciona neste vídeo assuntos sobre o conceito de empreendedor, quem é o empreendedor, inovação e lugar de destaque no mercado de trabalho, espírito empreendedor, empreendedor e oportunidades, conceito de intra empreendedor, características de um empreendedor, características psicológicas de um empreendedor, características demográficas de um empreendedor, empreendedor nato, educação e empreendedorismo. Vale a pena conferir.

    Influências dos fatores externos e internos sobre o empreendedor e o empreendimento

    3

    Conhecimentos

  • Compreender os diferentes fatores ambientais externos e internos e suas influências positivas ou negativas sobre o empreendedor e o empreendedorismo.
  • Habilidades

  • Reconhecer os fatores internos e externos que podem influenciar de forma positiva e negativa o empreendedor e o empreendimento.
  • Atitudes

  • Buscar junto ao empreendedor e o empreendimento soluções direcionadas para aumentar suas oportunidades e diminuir as ameaças e fraquezas causadas pelos fatores ambientais externos e internos.
  • Unidade 3

    Os fatores ambientais

    As oportunidades

    As Oportunidades são fatores externos ao empreendedor, isso é, a oportunidade não nasce dentro de uma pessoa, como uma ideia de um negócio, por exemplo. As oportunidades são buscadas, percebidas, analisadas e capturadas no ambiente onde o empreendedor as procura. Na verdade a oportunidade chama a atenção do empreendedor, servindo para ele como incentivo a conhecê-la melhor, analisando se de fato ela é uma boa oportunidade ou não. Vou dar um exemplo bem claro para você: Buscar oportunidade é como buscar um relacionamento amoroso, você pode até ter ideia de como quer a pessoa. – Quero uma pessoa alegre, que goste de balada, de olhos verdes, etc. Mas o cheiro, como ela fala, olha, anda, sorri, enfim o jeito dessa pessoa são fatores externos que você só vai saber quando conhecê-la e analisar se está diante de uma boa oportunidade de negócio, digo! Boa oportunidade de namoro.


    Essa é para você pensar!
    “A capacidade de converter ideias em coisas concretas é o segredo do sucesso.” Henry Beecher (1813-1887)

    Veja o que alguns dos principais autores sobre empreendedorismo falam sobre oportunidade:

    Segundo Dolabela (1999, p, 69), a identificação de oportunidades tem papel central na atividade empreendedora. Entre os atributos fundamentais de um empreendedor está a capacidade de identificar, agarrar e buscar os recursos para aproveitar uma oportunidade.

    Segundo Ferreira (1988, p. 468) oportunidade é uma ocasião ou circunstância adequada ou favorável.

    Segundo Dornelas (2001, p. 63), o futuro empreendedor deve identificar-se com a oportunidade de negócio e responder as seguintes perguntas: essa é a oportunidade da minha vida? Eu me vejo explorando essa oportunidade daqui a cinco ou dez anos?

    Oportunidades versus ideias

    Já deve ter ouvido esse ditado: “atrás de um grande homem existe sempre uma grande mulher”, as feministas não gostam muito dessa história e dizem que não é atrás e sim ao lado, concordo com elas. Mas voltando ao nosso assunto, na administração temos um ditado que é bem parecido; “atrás de uma grande oportunidade existe sempre uma grande ideia”.

    Saber a diferença entre uma ideia e uma oportunidade é muito importante para o novo empreendedor, pois fazer confusão entre ideia e oportunidade é muito comum entre os empreendedores iniciantes.

    Para você refletir:
    Uma grande ideia, não é necessariamente uma grande oportunidade de negócio. Uma ideia só será realmente uma oportunidade de negócio, se pessoas estiverem dispostas a pagar pelos produtos ou serviços “frutos” dessa ideia. E que nesta negociação o empreendedor atinja os seus objetivos planejados.
    Veja o vídeo: Waldez Ludwing – Criatividade versus Inovação.

    Unidade 3

    As ameças

    As ameaças estão no ambiente externo e você não tem controle absoluto sobre elas, mas pode tentar se prevenir com planejamento e pré-análises. As ameaças geralmente são formadas por fornecedores, concorrentes, clientes; fatores econômicos e políticos tais como: inflação, taxa de juros, política cambial de importação e exportação, etc. Também fazem parte dos fatores externos a geografia e o clima. O que você acha da ideia de vender ar condicionado no Polo Norte, será uma boa oportunidade de negócio? Esse é um bom exemplo de como os fatores ambientais externos, geografia e clima, podem ser ameaças fatais a um empreendimento.

    As fortalezas e fraquezas

    As fortalezas e fraquezas estão ligadas ao ambiente interno do empreendimento. Incluindo a pessoa que está empreendendo e todo o seu conjunto de PAE´s, como também os funcionários e as condições de trabalho oferecidas para eles. As fortalezas e fraquezas também estão relacionadas com as finanças, o marketing, dentre outras coisas relativas ao negócio. Assim, ao contrário do ambiente externo, o ambiente interno é composto por variáveis que estão dentro de você e do seu empreendimento.

    Fazendo uma análise interna do empreendimento e do empreendedor são encontrados as fortalezas e fraquezas. Mas o que deve ser observado nessa análise? Na verdade não existe receita pronta, como diz o ditado, cada caso é um caso. O ideal é fazer uma análise direcionada para cada empreendedor e para cada empreendimento. Porém alguns elementos como: recursos financeiros e capacidade administrativa fazem parte de toda análise bem feita.

    Para você entender melhor:
    Fortalezas ou Forças são o mesmo que Pontos fortes e estão relacionados aos fatores internos do empreendimento incluindo o empreendedor.

    Fraquezas são o mesmo que Pontos fracos e também estão relacionados aos fatores internos do empreendimento incluindo o empreendedor.

    Como já foi dito anteriormente, Os pontos fortes e fracos, são intrínsecos ao empreendimento e ao empreendedor, ou seja, estão dentro dele e de você. É de extrema importância que você conheça os seus pontos fortes (o que você e sua empresa fazem bem) e os seus pontos fracos (o que você e sua empresa precisam e devem melhorar).

    Como exemplos de pontos fortes podem citar: sua realização pessoal, seu perfil empreendedor, seus conhecimentos, habilidades, atitudes ou seja, tudo que forma o conjunto de PAE`s que foi estudado e desenvolvido na unidade de estudo anterior. Com relação ao empreendimento podem ser citados como pontos fortes: seu atendimento ao cliente; seus produtos, seus serviços; seus preços, sua localização, suas finanças, seu planejamento, seu marketing, etc.

    Seus pontos fracos e do seu empreendimento são exatamente o oposto ou a falta dos pontos fortes citados acima, como por exemplo: Falta de realização com o negócio (esse talvez seja o ponto fraco mais difícil, pois normalmente não pode ser corrigido). Outros pontos fracos como

    falta de conhecimento ou falta de capacidade administrativa podem ser corrigidos com atitudes direcionadas. Os pontos fracos com relação ao empreendimento também podem e devem ser corrigidos como: produtos e/ou serviços com baixa qualidade, atendimento ao cliente insuficiente, localização de difícil acesso, falta de planejamento, marketing, etc.

    Fique sempre atento para seus pontos fortes, estes devem ser melhorados sempre, ao contrário dos seus pontos fracos, que devem ser identificados e acabados ou pelo menos melhorados.

    Unidade 3

    Uma historinha para descontrair!

    A fábula conta que numa marcenaria houve uma vez uma estranha reunião. Foi uma reunião entre as ferramentas, para acertar as suas diferenças.

    - O martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria de renunciar. A causa?...., fazia barulho demais e além disso, passava todo o tempo dando golpes. O martelo assumiu a culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, alegando que ele dava muitas voltas para conseguir qualquer coisa.
    - O parafuso concordou, mas, por sua vez, pediu a expulsão da lixa. Disse que ela era muito grossa e áspera ao tratar os demais.
    - A lixa acatou a decisão, mas com uma condição, que se expulsasse o metro, que sempre media os outros segundo sua medida, como se fosse o único perfeito.

    - O prego ia se manifestar, mas todos imediatamente mandaram ele se calar, alegando que ele era o maior prego e queria furar a fila.

    Nesse momento o carpinteiro entrou, juntou o material e começou a trabalhar. Utilizou o martelo, a lixa, o metro, o parafuso e o prego. Finalmente uma rústica madeira converteu-se em um lindo e fino móvel. Quando as ferramentas ficaram novamente a sós, a assembleia retomou a discussão. Foi então que o serrote pediu a palavra e disse:>

    Senhores, ficou demonstrado que todos temos fraquezas, mas o carpinteiro trabalha com nossas fortalezas, para ele o martelo vai firme e forte em um trabalho, o parafuso dar voltas com sutileza para alcançar seus objetivos, a lixa tem que ser grossa e áspera, para deixar os móveis liso para que nenhuma pessoa se arranhe e o prego é firme nas decisões e vai fundo na sua missão.

    Então senhores, falou o serrote, proponho um trato : de hoje em diante vamos reconhecer e valorizar mais nossos pontos fortes e aprender a superar nossos pontos fracos.


    Análises de ambientes externos e internos

    Análise SWOT ou FOFA: o que é isso? A análise SWOT ou FOFA é uma análise dos pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças, essa análise permite que você conheça melhor todos esses pontos do empreendedor e do empreendimento. A Análise SWOT ou FOFA foi elaborada para servir ao empreendedor como base concreta para tomadas de decisões mais seguras possíveis.

    S, de strength (força);

    W, de weakness (fraqueza);

    O, de opportunity (oportunidade);

    T, de threat (ameaça).

    Se você pegar as iniciais de F de força, O de oportunidades, F de fraquezas e A de ameaças temos a FOFA. Então, SWOT e FOFA são a mesma coisa, só que um termo está em inglês e outro em português.


    Dica para você:
    Quando se faz o levantamento das Oportunidades e Ameaças, dá-se o nome de Análise do Ambiente Externo.
    Quando se faz o levantamento das Fortalezas e Fraquezas, dá-se o nome de Análise do Ambiente Interno.

    Unidade 3

    Análise SWOT

    Fonte: http://www.portal-administracao.com/2014/01/analise-swot-conceito-e-aplicacao.
    html



    Análise FOFA

    INTERNA EXTERNA
    FORTALEZAS OPORTUNIDADES POSITIVO
    FRAQUEZAS AMEAÇAS NEGATIVO

    A análise SWOT ou FOFA tem uma ampla utilidade, pode servir para se avaliar uma ideia, uma oportunidade de negócio, um empreendedor , um empreendimento, uma parte do empreendimento, um produto, um serviço, uma equipe de funcionários, etc. Para cada um destes itens, fazemos perguntas como as que estão listadas abaixo e que podem ser adaptadas para cada caso específico.

    Pontos Fortes:

    • O que você (empreendedor/equipe/empreendimento) faz bem?
    • Que recursos especiais ou competências você possui e pode aproveitar?
    • O que outros (concorrentes/clientes/fornecedores/consultores) acham que você faz bem?

    Pontos Fracos:

    • O que você acha que pode melhorar?
    • Onde você tem menos recursos ou mais dificuldades que os outros?
    • O que outros (concorrentes/clientes/fornecedores/consultores) acham que você tem que melhorar ou extinguir?

    Ameaças:

    • Que ameaças (taxas, leis, clima) podem lhe prejudicar ?
    • O que seu concorrente (preço, propaganda, ponto, parcerias, produto e/ou serviço) está fazendo de bom?

    Oportunidades:

    • Quais são as oportunidades externas para inovar, criar, mudar, investir, que você pode identificar?
    • Que taxas, leis, clima, financiamentos, podem ser uma oportunidade?
    • O que seu concorrente (preço, propaganda, ponto, parcerias, produto e/ou serviço) está fazendo mal e que você pode aproveitar em seu favor?

    Para montar uma Análise FOFA, normalmente usamos uma planilha simples dividida em quatro grandes áreas:

    • Fortalezas (Pontos Fortes, de origem interna)
    • Fraquezas (Pontos Fracos, de origem interna)

    Unidade 3

  • Oportunidades (Oportunidades externas)
  • Ameaças (Ameaças externas)
  • Etapas Para montar uma planilha matriz de Análise FOFA:

    • Construa uma planilha dividida em quatro quadrantes(como a planilha vista na página anterior);
    • Identifique o elemento da análise (ex: empresa XYZ);
    • Divida os tópicos do ambiente externo em dois grupos: os que estão relacionados a oportunidades e os que estão relacionados a ameaças;
    • Faça o mesmo com os tópicos do ambiente interno que estão relacionados com as fortalezas e os que estão relacionados as fraquezas;
    • Inclua os dois grupos de tópicos da sua (empresa XYZ) nos quatro quadrantes.
    • Analise todos os tópicos.

    Exemplo de planilha matriz de análise FOFA

    Foi colocado dentro da planilha algumas perguntas apenas como exemplo, porém, na realidade dentro da planilha devem ficar as respostas para todas as indagações necessárias em uma análise real.

    Análise FOFA

    INTERNA EXTERNA
    FORTALEZAS
    O que você faz bem?
    Que recursos especiais ou competências você possui e pode aproveitar?
    O que outros acham que você faz bem?
    OPORTUNIDADES
    Para inovar, criar, mudar?
    Que taxas, leis, clima, financiamentos, podem ser uma oportunidade?
    O que seu concorrente está fazendo mal?
    P
    O
    S
    I
    T
    I
    V
    O
    FRAQUEZAS
    O que você acha que pode melhorar?
    Onde você tem menos recursos ou mais dificuldades que os outros?
    AMEAÇAS
    Que ameaças (taxas, leis, clima) podem lhe prejudicar?
    O que seu concorrente está fazendo de bom?
    N
    E
    G
    A
    T
    I
    V
    O

    Modelo de organograma para análise FOFA

    Para uma análise mais profunda você deve usar a estrutura de um organograma. Esta estrutura permite a criação de um tópico para cada área que se pretende obter mais informações. Os tópicos podem ser sobre o empreendedor, o produto, a oportunidade, os funcionários, etc. Esses tópicos serão detalhados progressivamente e para cada um você pode determinar uma pessoa responsável, uma meta a ser atingida, um prazo máximo para conclusão do trabalho, as soluções esperadas e até fazer links para documentos relacionados.

    Unidade 3

    Quando a análise FOFA é realizada através do organograma, você tem condições de visualizar de forma mais detalhada pontos importantes que irão lhe ajudar a fazer uma análise mais completa.

    Seguindo o detalhamento proposto na análise da empresa XYZ, faremos o aprofundamento dos itens que compõem as variáveis de avaliação interna, fortalezas e fraquezas.

    Detalhamento progressivo do organograma FOFA na variável de avaliação interna “Fortalezas”.

    Organograma para análise inicial

    Como demonstrado acima, no inicio você começa com um organograma de forma simples, contendo os mesmos tópicos da análise Fofa realizada na planilha. No instante seguinte, como você verá no exemplo seguinte, o organograma lhe permite evoluir para um detalhamento mais sofisticado da análise. As anotações inicias devem ser formadas pelos tópicos mais importantes e amplos, que iriam servir como base para um detalhamento em uma análise mais profunda. Depois que você fizer o levantamento inicial dos tópicos e decidir quais são os mais importantes para análise, comece efetivamente expandi-los ou criar novos tópicos, isso irá facilitar a visualização e o entendimento final dos resultados.

    Para você refletir:
    É muito importante que no detalhamento da sua análise FOFA você consiga informações concretas, formando assim um conjunto de itens confiáveis. Caso os itens fornecidos sejam superficiais ou duvidáveis, esse material terá pouca utilidade para sua tomada de decisões. Pois esta análise não terá resultado confiável.

    Unidade 3

    Para o seu melhor entendimento vamos fazer uma análise fictícia da empresa XYZ que irá fabricar e lançar um novo produto no mercado.

    Exemplo de análise fictícia da empresa XYZ

    Detalhamento progressivo do organograma FOFA na variável de avaliação interna “Fraquezas”.

    Unidade 3

    A Análise FOFA foi elaborada para servir ao empreendedor como base concreta para tomadas de decisões mais seguras possíveis. É claro que quanto mais informação você tiver sobre cada item identificado, melhores serão suas chances de tomar as decisões corretas. No entanto, mesmo com informações parciais da análise, você já é capaz de observar pontos importantes e verificar se é necessário ou não, continuar detalhando aquele item para aprofundar a sua análise.

    O exemplo na página anterior mostra que o detalhamento do organograma permite que o empreendedor tenha acesso a uma leitura rápida da Análise FOFA, podendo acompanhar os resultados e levar em consideração o sucesso da adoção da análise e os seus benefícios imediatos. No entanto, podem surgir novos pontos a serem detalhados e analisados antes de uma tomada de decisão final, levando muitas vezes o empreendedor a dar continuidade ao processo de aprofundamento da análise.

    Plano de Negócios Simplificado

    4

    Conhecimentos

  • Conhecer o que é um plano de negócios e quais os objetivos da sua confecção.
  • Habilidades

  • Reconhecer a importância da elaboração de um plano de negócios para se constituir um empreendimento.
  • Atitudes

  • Elaborar um plano de negócios direcionado e adaptado para o ramo e tipo de negócio que se pretende empreender.
  • Unidade 4

    O que é um plano de negócios?

    Plano de negócios pode ser definido como um documento escrito onde se registra e analisa uma oportunidade de negócio.Este documento permite ao empreendedor fazer algumas das funções básicas da Ciência em Administração de Empresas que é o PCC, isto é, Planejar, Coordenar e Controlar todos os recursos e processos referentes a um empreendimento.

    Agora Imagine que você pretenda conquistar algo que não seja fácil, mas seja prazeroso quando conseguir, como por exemplo, uma viagem para o exterior, comprar uma casa ou um veículo novo. Certamente, para que seja possível alcançar um objetivo e desfrutá-lo com tranquilidade é preciso Planejar, Coordenar e Controlar todos os seus recursos, antes, durante e até depois da conquista. Realizar um sonho seja pessoal ou profissional exige muita dedicação e acima de tudo ter um plano de ação. Como você já sabe o ato de empreender sempre envolve certas doses de perigos e a melhor maneira de enfrentar um perigo é ter um plano. Até nos filmes do cinema onde a ficção imita a realidade, quando o perigo é eminente e tudo parece está perdido, o herói sempre vem com aquela frase: “Eu tenho um plano” e no final todos se salvam.

    Entrar em um empreendimento sem fazer um planejamento correto é como dirigir uma Ferrari (um dos melhores carros do mundo) toda completa, mas sem volante, ou seja, você pode até ter a melhor ideia com a melhor oportunidade, mas com certeza vai correr muitos riscos desnecessários por não ter um volante, digo, um plano de negócios.

    Certamente Bill Gates tinha um plano e buscava realização pessoal, pois desistiu de cursar Direito na Universidade de Harvard (uma das melhores Faculdades do mundo) e juntou-se com seu amigo de infância Paul Allen e criaram a primeira linguagem de programação para computadores, o BASIC.

    Em 1975 Bill e Paul fundaram a Micro-Soft, empresa que mais tarde passaria a ser conhecida mundialmente como Microsoft Corporation. O plano de Bill Gates deu tão certo que hoje ele é um dos homens mais ricos do mundo. Desde junho de 2009, Bill abdicou da direção da Microsoft, e dedica grande parte do seu tempo às instituições de caridade que custeia.

    Portanto, assim como Bill Gates você pretender realizar uma viagem, ser um grande empresário terá antes de tudo, fazer um PLANEJAMENTO e estudar cada passo para que se torne realidade.

    Você aprendeu na unidade de estudo anterior a fazer uma análise FOFA, ferramenta de grande utilidade para quem pretende empreender, os fatores internos e externos abordados nessa análise servirão como base para alguns dos tópicos que fazem parte de um plano de negócios. Todo projeto precisa de planejamento e no plano de negócios é onde serão feitos os registros de tudo que é importante para a constituição de um empreendimento. O plano de negócios servirá para orientá-lo sobre tudo que envolve o seu projeto, pois nele você escreverá informações detalhadas que servirão como base para você decidir seu futuro.

    Nesse documento escrito vão constar os registros das vantagens e desvantagens de montar esse ou aquele negócio. A análise do plano de negócios lhe permitirá decidir de forma conclusiva se realmente aquela oportunidade de negócio que você selecionou previamente, é viável, ou não passa de uma ideia que parecia ser ótima, mas na realidade não terá a menor chance de dar certo.

    Benefícios ao elaborar um plano de negócios

    Você agora irá conhecer os benefícios de elaborar um plano de negócios:

    • Permite ao empreendedor escrever sobre a sua ideia, tornando-a clara, precisa e de fácil entendimento;

    Unidade 4

    • Analisa o volume de recursos que será necessário para a implantação (quanto de capital será necessário?), a lucratividade e a rentabilidade do negócio;
    • Permite a simulação de situações favoráveis e desfavoráveis (e se as vendas ficarem 20% abaixo do previsto);
    • Permite que os sócios negociem claramente as funções e participações de cada um;
    • É importante para a contratação de funcionários e para a orientação deles na execução de suas tarefas;
    • É um importante documento para a apresentação a futuros sócios, investidores e bancos;
    • Funciona como uma espécie de "antídoto" para diminuir a mortalidade das novas empresas e para garantir o crescimento das empresas já existentes;
    • Permite avaliar o novo empreendimento do ponto de vista mercadológico, técnico, financeiro, jurídico e organizacional. O empreendedor terá uma noção prévia do funcionamento da sua empresa em cada um destes aspectos;
    • Permite avaliar a evolução do empreendimento ao longo de sua implantação para cada um dos aspectos definidos no Plano de Negócios podendo, assim, comparar o previsto com o realizado;
    • Facilita ao empreendedor a obtenção de empréstimos, quando o seu capital não for suficiente para os investimentos iniciais;
    • Atrai clientes e fornecedores, pois, com certeza, irão sentir-se mais seguros em estabelecer relações de negócio, após terem a possibilidade de avaliar o planejamento feito.

    Elaboração de um plano de negócios

    A elaboração de um plano de negócios é um trabalho desafiador que exigirá do empreendedor muitas das características encontradas no conjunto de PAE´s que você estudou nas unidades de estudo anterior. Algumas delas são: Predeterminar os objetivos; Fazer planejamento e acompanhamento diário; Buscar aprendizado e informações, Ter perseverança e compromisso pessoal; Procurar contatos com as pessoas certas; Analisar e prever os perigos.

    Nas áreas de planejamento administrativo e empreendedorismo, é possível encontrar vários modelos diferentes para a elaboração de um plano de negócios. Então qual modelo é o certo? Na verdade não existe um modelo de plano certo ou um modelo de plano errado, o que existe é um modelo de plano de negócios que seja moldado para cada caso específico. Cada ideia, cada oportunidade e cada empreendedor formam um momento particular, que é composto por características únicas, então cada plano de negócios é único.

    Vamos supor que você e seu vizinho tenham a mesma ideia. Montar uma assistência técnica para notebooks na sala de casa e resolvam separadamente fazer o mesmo modelo de plano de negócios. Apesar das coincidências, tenho absoluta certeza que o plano de negócios de vocês será muito diferente um do outro. Por quê? Porque vocês são pessoas com perfis diferentes e certamente tem um desenvolvimento próprio do conjunto de Pensamentos e Ações dos Empreendedores (PAE`s).

    Portanto, o objetivo desta disciplina não é apresentar a elaboração de um plano de negócios padrão e imutável, mas sim, mostrar de forma simplificada em um roteiro com alguns pontos que consideramos importantes para que você elabore o seu plano de negócios preservando as particularidades do seu projeto. Lembre-se quando for fazer um plano de negócios deverá ser sucinto, claro devendo sempre deixar explícito detalhes importantes do plano.

    Unidade 4

    Coleta e organização de dados

    A sua principal tarefa na confecção do seu plano de negócios será obter várias informações sobre tudo que envolve seu futuro empreendimento. Por este motivo, nos referimos a esta primeira fase da preparação do plano de negócios como a fase de coleta e organização dos dados. Nos próximos tópicos você terá explanações de pontos que consideramos como a base de informações para confecção de um bom plano de negócios, por isso é aconselhável que na fase de coleta e organização dos dados esses pontos sejam trabalhados.

    Análise do mercado

    A análise do mercado é direcionada para tudo que envolve um determinado mercado, como: concorrentes, fornecedores e consumidores.

    O mercado funciona mais ou menos dessa forma: Façamos de conta que você quer fabricar sandálias. Você descobriu uma nova maneira de fabricar rapidamente as melhores sandálias rasteirinhas do mundo (na sua opinião). Você tem certeza que irá vender suas sandálias para todo mercado e com essas vendas espera ficar rico. Você não está nem ai para fazer um plano de negócios, pois acha que será perda de tempo e irá investir todo o seu dinheiro para começar a fabricar as sandálias imediatamente.

    Mas não se engane, só porque você não sabe que existe uma fábrica nesse ramo, não quer dizer que não exista.

    Instalada numa cidade a 300 km da sua, já existe uma grande fábrica no ramo calçadista que fabrica sandálias rasteirinhas. Essa empresa tem milhares de empregados e isenção de impostos dada pela prefeitura local. Ela também domina estruturas e processos, de produção, de distribuição, de marketing e de vendas. Ou seja, esta indústria literalmente domina o mercado local e regional. Mas você não quer saber da concorrência e gastou todo o seu dinheiro, fez empréstimos e fabricou belas sandálias e em tempo recorde. É, mas o seu preço de custo ficou o dobro do preço final das sandálias similares do concorrente que você nem sabia que existia.

    E agora, Como você vai vender suas sandálias para os consumidores? Será que as informações sobre o mercado que é colhido para elaboração de um plano de negócios

    vão fazer falta para sua mini fabrica de sandálias? O que você acha?

    Algumas informações relevantes sobre o mercado que devem ser observadas:

    • Indicação do tamanho do mercado e com que rapidez está crescendo – Estas são duas considerações básicas para qualquer empreendedor que deseja entrar em um mercado. Há espaço para a nova empresa no mercado? O mercado pode aumentar para acomodá-la?
    • Definição do mercado alvo - Quem são as pessoas que fazem o mercado? Quais suas características? Neste caso pode-se considerar mercado como localização geográfica, segmentação, aspectos demográficos e fatores comportamentais.
    • Segmentação - A segmentação do mercado deve ser realizada para que se obtenham mais informações sobre o grupo de consumidores que se pretende atingir, dando uma imagem clara do seu tamanho e potencial. Por exemplo, sandálias podem ser segmentadas em infantil, adulta, salto alto, salto baixo, feitas de couro, feitas de borracha, etc. A segmentação busca identificar os segmentos menos explorados no mercado e os que oferecem as oportunidades mais atraentes.

    Quando você obterá lucros? Quando a sua empresa tiver muitos consumidores o suficiente para gerar faturamento superior às despesas.

    Os consumidores

    Todo produto ou serviço é idealizado para atender a necessidade de um mercado. Seja um mercado formado por consumidores finais, isso é: as pessoas que vão adquirir o produto ou serviço que você negocia. Como também por mercados consumidores corporativos e governamentais, onde seus clientes podem ser outras empresas ou prefeituras, estados e até países.

    Unidade 4

    Já ouviu falar a célebre frase “o consumidor sempre tem razão”. Quem esquece dela se dá mal, pois será excluído naturalmente do mercado e acabará fracassado por falta deles, os consumidores. Lembre-se que quem paga o seu salário é o consumidor.

    Como vivemos em regime de plena liberdade de produzir e vender, o consumidor dispõe de amplas possibilidades de escolha. O mercado lhe oferece muitas alternativas para obter o que deseja. Por isso geralmente para ser o escolhido pelo consumidor, você tem de ser o melhor no preço, na qualidade, na exposição do produto, e principalmente no atendimento ao cliente.

    Quanto mais informações você possuir a respeito dos seus clientes melhor será sua negociação. Você terá mais condições de atender as expectativas dele e até mesmo recusar uma negociação caso você identifique que o produto ou serviço não irá satisfazer a necessidade do cliente ou o negócio seja negativo para qualquer uma das partes.

    Os fornecedores

    Fornecedores são empresas ou pessoas que fornecem algum produto ou serviço para que sua empresa, permitindo assim que você possa produzir e/ou comercializar seus produtos/serviços para seus clientes. Existem fornecedores que você irá comprar uma única vez durante décadas, por exemplo, no caso de um fabricante de máquinas e equipamentos utilizados para a fabricação de sandálias. E fornecedores que você poderá comprar diariamente, como no caso de um fabricante de etiquetas para sandálias.

    O levantamento de quem serão seus fornecedores de equipamentos, ferramentas, móveis, utensílios, matérias-primas, embalagens, mercadorias, serviços, etc. Dará a você a melhor visão de quantos poderão ser, de onde estão localizados e de como negociam.

    Com as informações sobre os fornecedores nas mãos, você ponderá analisar questões como essa: será que é melhor comprar de um fornecedor que tem menor preço e fica a 850 km da minha empresa ou será melhor pagar mais pelo mesmo produto de um fornecedor que fica na minha cidade? Questões assim e muitas outras como: qualidade, idoneidade, regularidade, prazo, forma de pagamento e tempo de entrega; Tem que ser equacionadas pelo empreendedor na escolha de um fornecedor. Na hora de comprar vale sempre analisar a velha máxima de Custos X Benefícios.

    A relação com fornecedores é mais que uma relação de compra e venda, é uma relação de parceria e dependência. Assim como você só terá saúde se alimentando bem, sua empresa também só será saudável se tiver bem alimentada. É necessário ter cuidado na hora de escolher os fornecedores que irão “alimentar” a sua empresa, seja com matérias-prima, mercadorias ou serviços.

    Atualmente existe uma tendência que foi copiada das linhas de produção das indústrias para os estoques das empresas, é o Just in time ou em português, em tempo justo, isso é, o fornecedor lhe entrega o produto em um tempo mínimo, assim você trabalhará com estoque mínimo ou sem nenhum estoque. Isso lhe permite economia e segurança.

    A concorrência e a globalização

    Na economia unificada pela globalização a concorrência se tornou universal. As barreiras físicas, tarifárias e culturais estão sendo derrubadas em benefício de um único mundo de produção e comércio. Mas a globalização não se limita em ampliar a concorrência – ela gera novas oportunidades de negócio. Há a tendência na economia a desconcentrar as atividades produtivas; as facilidades de comunicação tornam possível produzir qualquer coisa em qualquer parte. Sua pequena empresa pode se tornar parceira de uma grande corporação internacional, e produzir uma peça, um produto ou realizar uma operação na condição de subcontratada. Além disso, hoje os produtos de sua pequena empresa têm através da Internet os caminhos abertos para alcançar qualquer parte do mundo.

    Unidade 4

    O composto de marketing

    O composto de marketing, pode ser definido como o conjunto de elementos variáveis que compõe as atividades de Marketing Mix. O conceito Marketing Mix se baseia nos estudos de Neil Borden que usou este termo, pela primeira vez em 1949. Neil Borden afirma em sua obra que o termo lhe veio à cabeça ao ler os estudos de outro autor de sua época (James Culliton), que chamava os executivos de liquidificadores (mixers), já que a sua função nas empresas era de experimentar “receitas” administrativas. Seja misturando os ingredientes (pessoas, mercados, etc.) mudando “receita” de administração ou inventando e colocando novos elementos administrativos neste composto. A partir de então a expressão Marketing Mix (mistura de Marketing) ou Composto de Marketing, como é mais conhecida no Brasil, passou a ser a teoria mais aceita nas atividades de Marketing.

    Jerome McCarthy, professor da Universidade de Michigan, aprimorou a Teoria de Neil Borden e definiu os quatro grandes grupos de atividades que representariam os ingredientes principais deste composto.

    1. Product (Produto);
    2. Price (Preço);
    3. Promotion (Promoção);
    4. Place (Lugar).

    Atualmente, o composto de Marketing é conhecido internacionalmente como “Os 4P`s do Marketing”. Por esse motivo, diversos países trataram de traduzir para o seu idioma, os quatro grupos, em palavras que tivessem significado semelhante as originais e usando a grafia iniciada por “P”. Dessa forma, no Brasil as atividades passaram a ser: Produto, Preço, Promoção e Praça (ou Ponto-de-Venda).

    Fonte: http://www.nallaworks.com.br/os-4-ps-do-marketing.html

    Philip Kotler, a maior autoridade em Marketing da atualidade, ainda considera a teoria original e mantém os 4P`s como composto de Marketing mais usado no mundo.

    Os 4P`s do Marketing

    Produto/Serviço – Consideramos o produto como sendo um bem tangível e o serviço um bem intangível. Ambos os produtos e os serviços são ofertados numa transação comercial e devem dispor de características que supram as necessidades do consumidor. Para que os produtos/serviços possam ser mais atrativos e mais competitivos eles buscam trabalhar em conjunto com fatores como; preço, praça, pessoas e principalmente promoções que tem o intuito de encantar e fidelizar os clientes.

    Unidade 4

    Preço – Preço é o que consumidor está disposto a pagar pelo produto/serviço que você irá oferecer. As decisões que o empreendedor tomará em relação a precificação, ou seja, o preço que ele vai cobrar pelo seu produto/serviço, dependem essencialmente de fatores como: o mercado onde ele vai atuar, do valor que o cliente atribui, dos custos totais e margem de lucro esperada. A determinação do preço deve sempre considerar os custos do produto ou serviço e ainda proporcionar o retorno financeiro desejado pelo empreendedor. Para avaliar quanto o consumidor está disposto a pagar, você pode verificar se seu preço será compatível com aquele praticado no mercado pelos seus concorrentes diretos.

    Você acha que preço e valor é a mesma coisa?

    O preço pode ser calculado de forma simples assim: custos totais + percentual de lucro = preço de venda. Porém o valor que o consumidor dará a um produto/serviço é o que realmente vai determinar o preço, veja o exemplo de duas calças jeans, elas podem ser iguais em tudo e ter os mesmos custos totais, mas a etiqueta da grife é que vai determinar o seu valor para o consumidor, assim seu preço de venda pode ser de R$ 30,00 (grife qualquer) ou R$ 300,00 (grife famosa).

    Praça ou Ponto – A praça ou ponto englobam desde a localização geográfica (bairro, cidade, estado, rnegião, etc.), como o lugar (espaço físico) onde o produto/serviço vai ser exposto para comercialização. A praça envolve também o seu “canal de distribuição“, isso é controlar o tempo, os lugares e os caminhos que o produto vai percorrer, desde onde foi produzido até sua chegada nas “mãos” do consumidor final.

    Promoção – É muito comum ocorrer que a promoção e uma de suas partes a propaganda serem confundidas entre si e com próprio conceito de marketing. Os leigos no assunto costumam dizer: vou fazer o marketing do meu negócio, e colocam um anúncio na rádio da sua cidade. Na verdade a promoção é apenas um dos componentes que formam o composto de marketing. Na promoção existem atividades que envolvem a divulgação de uma marca, de uma empresa ou dos produtos/serviços dessa marca e dessa empresa. Existem vários tipos de promoção, entre eles: propaganda, publicidade, promoção de vendas, relações públicas e merchandising.

    O produto/serviço tem que comunicar ao consumidor os seus principais benefícios. O mix da comunicação é formado por todas as estratégias e ações que buscam fazer com que o consumidor seja atraído para um produto ou serviço.

    Você já sabe que de alguma forma o produto/serviço tem que se comunicar com o consumidor. Mas como fazer isso?

    A voz que você escuta em comerciais de rádio e carros de som é a forma mais antiga e conhecida de comunicação, mas não é a única. A embalagem de um brinquedo se comunica com uma criança que ainda não sabe ler, o cheiro de churrasco em um restaurante se comunica com quem está passando na calçada, um cartaz se comunica com uma pessoa surda e até os manequins parados numa vitrine estão se comunicando com quem os olha.

    Para você pensar!
    “A propaganda é a alma do negócio” e a comunicação tem que atingir a alma das pessoas, seja pela audição, visão, olfato, tato ou ainda melhor, pela combinação de tudo isso.

    “Dizem que a propaganda é "a alma dos negócios". De fato, como todo bom empreendedor sabe nada melhor que uma bela campanha publicitária para influenciar o mercado consumidor, e assim alavancar as vendas. sumidor se sinta compelido a comprar determinado produto ou serviço, por convencimento ou por sugestão. Dentre as conhecidas táticas de propaganda, destaca-se a de criar frases de efeito ou chavões que "peguem", ou seja, com os quais os consumidores se identifiquem e imediatamente os associem ao produto que se deseja evidenciar.

    Obviamente tal técnica se aplica tanto na promoção das qualidades de um dado produto, quanto aos virtuais "defeitos" dos produtos concorrentes. O ideal é que o consumidor nem sequer cogite comparar o produto sendo-lhe oferecido com os de seus concorrentes.

    Unidade 4

    Essa é para você pensar!
    “Deve-se aprender fazendo porque embora acreditemos que sabemos fazer, não teremos certeza até tentar.” ARISTÓTELES.

    Sugestão de roteiro para elaboração de um plano de negócios simplificado

    Relacionamos quesitos de cada tópico em forma de perguntas, pois dessa maneira você será induzido a fazer reflexões e buscar respostas para cada indagação.

    Objetivos pessoais

    Motivação e aplicação de experiências

    • Qual a motivação que me levou a empreender?
    • O que você espera conseguir abrindo uma empresa?
    • O que me atraiu neste tipo de negócio?
    • Tenho atração pessoal por este tipo de negócio?
    • Qual a minha experiência e/ou conhecimento (Cursos, trabalhos, etc.) no ramo de negócio que pretendo atuar?
    • Quais as habilidades e talentos que vou usar neste empreendimento?
    • Eu gostarei de trabalhar neste ramo?
    • Trabalhar neste negócio pode me trazer realização pessoal?

    Disponibilidade de tempo

    • Quantas horas posso trabalhar no negócio semanalmente ou durante o mês?
    • Em quais horários, durante o dia e durante a semana, eu estarei no negócio?
    • Se precisar, trabalharei nos fins de semana, feriados, etc?

    Finanças pessoais

    • Quanto vale todos os bens que eu possuo?
    • Quanto eu tenho em dinheiro vivo (poupança, fundos, etc.)?
    • Quais são as minhas dívidas?
    • Quanto eu gasto mensalmente para manter minha família?
    • Quanto eu estimo que o negócio me permita retirar a cada mês?
    • Como eu pagarei minhas contas se o negócio não der lucro durante algum tempo?
    • Eu possuirei o negócio como um todo, ou precisarei de um sócio ou outros investidores para injeção de capital?

    Características do negócio

    Descrição produto/serviço

    • O que é seu produto/serviço? Descreva.
    • Quais os usos para o produto/serviço que você irá produzir, vender, oferecer?
    • Como será feito e/ou comercializado o produto ou como será prestado o serviço?
    • No que este produto ou serviço é diferente em relação aos produtos ou serviços da concorrência?
    • Quais os pontos fortes dos meus produtos e/ou serviços? (Preço, prazo, localização, qualidade, atendimento, exclusividade).
    • Quais são as organizações civis, religiosas, educacionais e governamentais que podem ser meus clientes?

    Unidade 4

    Necessidade de Pessoas

    • Quantos empregados serão necessários?
    • Quando precisarei contratá-los?
    • Que tipo de habilidades eles precisam ter?
    • Como eu vou encontrar estes empregados?
    • Quanto será pago a cada um deles?
    • Quanto será pago de encargos sociais sobre os salários?

    Análise de mercado

    Clientes

    • Quem serão os meus clientes?
    • Quanto ganham?
    • Na maioria são homens ou mulheres?
    • Que quantidade e com qual frequência compram esse tipo de produto ou serviço?
    • Onde costumam comprar?
    • Que preço paga atualmente por esse produto ou serviço similar?
    • O que leva essas pessoas a comprar?
  • Onde estão os seus clientes?
  • Quais as suas características? (Idade, sexo, profissão, etc.)
  • Onde eles estão localizados?
  • Eles vêm a mim, ou terei que ir até eles?
  • Que distância eles estarão dispostos a percorrer para comprar este produto/serviço?
  • Que distância eu terei que percorrer para vender a eles?
  • Qual é o número total de clientes potenciais dentro desta área na qual eu pretendo atuar?
  • A maior parte dos meus negócios virá de vendas repetidas aos mesmos clientes (cliente comum) ou de vendas isoladas? Qual a porcentagem de cada?
  • Segundo esta base, quantas vezes o cliente comum comprará por ano?
  • Qual a média mensal dos gastos do cliente comum?
  • Quais as condições de pagamento que eles determinam?
  • Fornecedores

    • Quem são meus fornecedores?
    • Onde estão?
    • Qual a capacidade de fornecimento?
    • Quais as condições de venda?

    Unidade 4

  • Quais alternativas de fornecimento que eu tenho numa emergência (se um fornecedor falhar, por exemplo)?
  • Pontos importantes que devem ser analisados:

    Analise pelo menos três fornecedores para cada artigo necessário;

    Mesmo escolhendo um entre vários fornecedores, é importante manter contato com todos, ou pelo menos com os principais, pois não é possível prever quando um fornecedor enfrentará dificuldades;

    Ao adquirir matérias-primas, insumos ou mercadorias, faça um estudo de verificação da capacidade técnica dos fornecedores. Todo fornecedor deve ser capaz de suprir o material ou as mercadorias desejadas, na qualidade exigida, dentro do prazo estipulado e com o preço combinado;

    A tomada e a comparação de preços facilitam a coleta de informações sobre aquilo que se deseja adquirir, aumentando as chances de se tomar decisões mais acertadas;

    Verifique se é exigida quantidade mínima de compra e lembre-se de evitar intermediários, sempre que possível.

    Concorrentes

    • Sua empresa irá competir com as outras que já estão há mais tempo no ramo?
    • O que fará com que as pessoas deixem de ir aos concorrentes para comprar em sua empresa?
    • Há espaço para todos, incluindo você?
    • Se a resposta for sim, explique os motivos disso. Caso contrário, que mudanças devem ser feitas para você concorrer em pé de igualdade com essas empresas?
  • A atividade ou setor, no qual eu estou interessado em fazer parte, está em expansão ou declínio?
  • Como estão se saindo os negócios que constituem este mercado ou setor? Por quê?
  • Composto de Marketing

    Produto/serviço

    • Que necessidade específica do cliente, este produto/serviço satisfará?
    • Ele é sazonal? Há períodos no ano em que o negócio se torna especialmente bom ou ruim? Quando? O que será preciso fazer nestes períodos?
    • O que posso fazer para melhorar ou mudar no meu produto/serviço para atingir novos consumidores?

    Pontos importantes que devem ser analisados:

    • Informe quais as linhas de produtos/serviços, especificando detalhes como tamanho, modelo, cor, sabores, embalagem, apresentação, rótulo, marca, etc.
    • Se necessário, fotografe os produtos e coloque as fotos como documentação de apoio ao final do seu plano de negócios.
    • Para empresas de serviço, informe quais serviços serão prestados, suas características e as garantias oferecidas.
    • Lembre-se de que a qualidade e o valor do produto é aquela que o consumidor enxerga. Quando decidir melhorar um produto ou um serviço, pense sempre sob o ponto de vista do cliente.

    Unidade 4

    Preço

    • Quanto será cobrado por ele?
    • Ele é sazonal? O preço pode variar por algum motivo?
    • Qual o preço que cobrarei para venda em grandes quantidades?
    • Qual preço será cobrado em diferentes regiões geográficas? (Dependendo da região, os preços variam devido ao transporte, impostos, entre outros fatores)

    Praça

    • Onde meu negócio será localizado?
    • Por que esta é considerada uma boa localização?
    • Há, por perto, outro negócio ou outra característica qualquer que ajudará a atrair os clientes? Qual?
    • Qual o espaço físico necessário?
    • O imóvel precisará de reformas? Se positivo, quanto custará?
    • É conveniente fazer um contrato de aluguel em longo prazo, ou mensal?
    • Quais são os termos e o preço do aluguel?

    Promoção

    • Como vou Informar aos meus possíveis clientes a existência do meu produto/ serviços?
    • Como vou Informar aos meus possíveis clientes as vantagens do meu produto/serviço?
  • Como vou Informar aos meus possíveis clientes onde e como obter o meu produto/serviço?
  • Como vou lembrar aos meus clientes da existência do meu produto/serviço?
  • Como vou trazer meus clientes para comprar novamente meu produto/serviço?

  • Avaliação financeira

    • Qual o investimento necessário para montar o negócio?
    • Quais são os meus custos fixos?
    • Quais são os meus custos variáveis?
    • Quais os impostos que terei que pagar?
    • Qual o custo unitário do meu produto/serviço?
    • Por quanto poderei vendê-lo?
    • Quanto eu estimo que irei vender por mês?
    • Quanto terei que vender para pagar todas as minhas despesas?
    • Qual a minha estimativa de faturamento anual (valor total bruto)?
    • Quanto estimo que seja o meu lucro?
    • Quanto eu pretendo retirar de pró-labore (remuneração do proprietário)?
    • Que passos são necessários para constituir legalmente o negócio e registrá-lo junto aos órgãos municipais, estaduais e federais?

    Empreendedorismo Feminino

    5

    Conhecimentos

  • Compreender a importância do empreendedorismo feminino dentro das organizações e conhecer os principais motivos deste empreendimento.
  • Habilidades

  • Reconhecer o valor do empreendedorismo feminino no Brasil e no mundo;
    Identificar a razão pela qual a mulher se torna empreendedora.
  • Atitudes

  • Desenvolver e utilizar as ações, habilidades, atitudes e características de sucesso para trabalhar como uma empreendedora de qualidade, buscando motivações que favoreçam competências relacionadas ao empreendedorismo feminino.
  • Unidade 5

    Empreendedorismo feminino no Brasil e no mundo

    Por conta do processo de feminização do mercado de trabalho, o empreendedorismo feminino está em destaque e ocorre assim um acréscimo gradativo de empreendimentos instituídos por mulheres e torna-se cada vez mais importante compreender a sua crescente seriedade no cenário econômico e os motivos que as mulheres têm para empreender. É importante também desvendar as particularidades do empreendedorismo feminino e as consequências para a sociedade.

    Empreender é uma ocupação tanto para homens quanto para mulheres, independente de sua classe social ou profissão. Basta que a pessoa deseje, use da sua criatividade, inove, motive e assuma riscos. Segundo Dogen (1989, p. 11) [...] “O empreendedor, por definição, tem de admitir riscos, e o seu sucesso está na sua competência de conviver com eles e sobreviver a eles [...]”.

    Ainda que se observe desigualdade entre o gênero feminino e o masculino, a mulher vem conquistando seu espaço de forma eficaz.

    As mulheres, de forma geral, têm como particularidade natural maior sensibilidade, maior empatia, comprometimento e vontade de ajudar. Essas são algumas das características que auxiliam uma mulher a se tornar uma empreendedora de sucesso, pois facilitam o trabalho que demanda facilidade de relacionamento (com clientes, colaboradores, comunidades, etc.), permitindo um desenvolvimento diferenciado e inovador.

    As mulheres são capazes de efetuar diferentes atividades ao mesmo tempo e lidar com diferentes responsabilidades (lar, marido, filhos, trabalho). Segundo Villas Boas (2010, p.51) “Existem admiráveis diferenças entre os estilos de empreender masculino e feminino. Elas têm uma ótima habilidade de persuasão e se preocupam com clientes e fornecedores, o que contribui para o progresso da empresa”, o que se torna um diferencial em relação aos homens e de acordo com Grzybovski (2002): A mulher consegue estabelecer um sentimento de comunidade, por meio do qual os membros da organização se unem, e aprendem a confiar e a cuidar uns dos outros. As informações são compartilhadas e todos os que serão afetados por uma decisão têm a chance de compartilhar da tomada desta decisão.

    A mulher tem assumido características antes comuns ao universo masculino, como a competitividade, liderança, ambição, capacidade de admitir riscos, aceitação de mudanças, possuindo um pensamento analítico e objetivo, independência, e autoconfiança. As mulheres tendem a adotar um estilo de liderança mais democrático, como menciona Grzybovski, 2002: As mulheres alentam a participação, a partilha do poder e da informação e tentam aumentar a auto-estima dos seguidores. Preferem liderar pela inclusão e recorrem a seu carisma, experiência, contatos e habilidades interpessoais para entusiasmar os outros.

    A seriedade das mulheres como empreendedoras para a sociedade gira em volta da sua contribuição econômica, pois gera ocupação para si e para outros, na importância de seu desempenho em administrar a dupla jornada como exemplo social e ainda o acréscimo da autonomia feminina, antes julgado improvável e desnecessário.

    Unidade 5

    A razão para iniciar uma atividade empreendedora é um assunto diverso e importante para identificar a natureza do empreendedorismo. Quando se trata de empreendedorismo feminino, tanto razões econômicas quanto sociais e psicológicas são apontadas. As motivações diferem de pessoa para pessoa, indo de encontro com as necessidades de cada um.

    A motivação está intimamente pautada com as necessidades pessoais. Assim, as necessidades direcionam o comportamento daqueles que procuram satisfazer carências pessoais. Tudo o que leva a alguma satisfação dessas necessidades motiva o comportamento, isto é, provoca as atitudes das pessoas. (CHIAVENATO, 2007, p. 172.)

    A evolução dos tempos admite cada vez mais presente na mulher a mudança de suas necessidades, dando a ela uma motivação diferente, para atitudes a serem adotadas. Aqueles que empreendem diante de uma necessidade, usando o empreendedorismo como ferramenta para obtenção de renda e de sustento e desenvolvimento próprio, necessita de apoio e capacitação e sua motivação os movem em busca desse objetivo, fazendo com que busquem todo o tipo de informação e ajuda.

    Como você já percebeu o empreendedorismo feminino está ganhando cada vez mais espaço na sociedade e para tanto será mencionado a partir de agora momentos de uma pesquisa apresentada pela professora Carla Susana Marques – PhD em Gestão. Área de investigação: inovação e empreendedorismo. Colaboradora da Universidade de Trás-Os-Montes e Alto Douro que fica em Vila Real – Portugal – Escola de Ciências Sociais e Humanas do Departamento de Economia e Sociologia e Gestão – Diretora do grupo de investigação e inovação, mercado e organizações do Centro de Estudos Transdisciplinares para o desenvolvimento que também pertence a Universidade de Trás-Os-Montes e Alto Douro.

    Os resultados da pesquisa revelam o perfil da mulher empreendedora, quais suas limitações, necessidade de mudanças, dificuldades da mulher empreendedora, conceito de empreendedorismo feminino, comportamento da mulher empreendedora, características e comportamentos associados ao empreendedorismo feminino, a procura de novos mercados, economia urbana e rural (resultados do empreendedorismo feminino), a mulher como principal papel na administração de negócios, carreiras de homens e mulheres, estereótipos associados a mulher, qualidades profissionais da mulher, competências femininas relacionadas ao empreendedorismo, família, lazer e trabalho: como conciliar com a carreira empreendedora, motivações de vida da mulher empreendedora, motivações para a criação de uma empresa empreendedora, projetos empreendedores com a participação da mulher, motivos pelo qual a mulher e o homem fazem o mesmo investimento empreendedor, novos empreendimentos femininos, energia empreendedora feminina, empreendedorismo feminino em diversos países, indicadores marcantes no mercado de trabalho em relação ao empreendedorismo feminino, necessidade de se pensar mais no empreendedorismo feminino no Brasil e no mundo, luta da mulher empreendedora na busca pelo empoderamento de sua posição social na sociedade, o pensamento da mulher empreendedora em relação ao seu espaço na sociedade paternalista e desigual, mulher audaz e empreendedora.

    Este tema está sendo relatado em detalhes nos vídeos “A mulher empreendedora” e “A mulher empreendedora no Brasil” que você será convidado a assistir. Vale a pena conferir.

    Unidade 5

    A mulher empreendedora

    Carla Susana Marques – PhD em Gestão. Área de investigação: inovação e empreendedorismo, menciona neste vídeo assuntos sobre o perfil da mulher empreendedora, quais suas limitações, necessidade de mudanças, dificuldades da mulher empreendedora, conceito de empreendedorismo feminino, comportamento da mulher empreendedora, características e comportamentos associados ao empreendedorismo feminino, a procura de novos mercados, economia urbana e rural (resultados do empreendedorismo feminino), a mulher como principal papel na administração de negócios, carreiras de homens e mulheres, estereótipos associados a mulher, qualidades profissionais da mulher, competências femininas relacionadas ao empreendedorismo, família, lazer e trabalho: como conciliar com a carreira empreendedora, motivações de vida da mulher empreendedora e motivações para a criação de uma empresa empreendedora. Vale a pena assistir.

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    Unidade 5

    A mulher empreendedora no Brasil

    Carla Susana Marques – PhD em Gestão. Área de investigação: inovação e empreendedorismo, menciona neste vídeo assuntos sobre projetos empreendedor com a participação da mulher, motivos pelo qual a mulher e o homem fazem o mesmo investimento empreendedor, novos empreendimentos femininos, energia empreendedora feminina, empreendedorismo feminino em diversos países, indicadores marcantes no mercado de trabalho em relação ao empreendedorismo feminino, necessidade de se pensar mais no empreendedorismo feminino no Brasil e no mundo, luta da mulher empreendedora na busca pelo empoderamento de sua posição social na sociedade, o pensamento da mulher empreendedora em relação ao seu espaço na sociedade paternalista e desigual, mulher audaz e empreendedora. Vale a pena assistir.

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    Unidade 5

    Empreendedorismo feminino

    Entrevista com Dra. Carla Susana Marques – PhD em Gestão. Área de investigação: inovação e empreendedorismo. A mesma menciona em seu vídeo alguns questionamentos relacionados ao empreendedorismo feminino. Como se caracteriza o perfil empreendedor da mulher e qual o grau de adequação desse perfil as condições competitivas de mercado? Planejar, organizar, dirigir e controlar, segundo alguns autores são características de administradores. Partindo desse entendimento, qual a diferença entre um empreendedor e um administrador? Em seguida comenta sobre a participação ativa da mulher como um todo no mercado de trabalho e as diferenças dos estilos empreendedores e estilos administrativos. Vale a pena conferir!

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    Explicando melhor com a pesquisa

    Sugerimos que leia o artigo “Empreendedorismo – uma visão comportamentalista” de Lígia Greatti e Vilma Meurer Senhorini. As autoras apresentam uma pesquisa que fala sobre o conceito de empreendedorismo, suas características e as atitudes do empreendedor, fundamentais para o desempenho de suas atividades profissionais.

    Para ampliar seu conhecimento propomos a leitura do artigo “Geração do planejamento estratégico em uma organização não governamental: um estudo de caso”. A referente pesquisa descreve a experiência vivenciada pelos autores na preparação, elaboração e execução das atividades de formulação do planejamento estratégico de uma instituição beneficente inglesa que capta recursos e os investe em projetos sociais no Brasil. O método utilizado foi do diagnóstico participativo, com a presença de dirigentes e voluntários da instituição.

    Propomos que leia o artigo “Por que escrever um Plano de Negócios?” Este artigo trata da importância da utilização do plano de negócios internamente na empresa pela direção e pelos funcionários. Mostrando que esse se trata de uma excelente forma de alinhar os esforços internos em direção aos objetivos. O artigo ainda contempla alguns pontos que não podem ser esquecidos no momento da construção do plano de negócios.

    Leitura Obrigatória

    A partir do momento em que o emprego formal foi declarado extinto e o sonho do próprio negócio passou a ser alimentado pelas pessoas, a leitura deste livro tornou-se obrigatória. Empreendedorismo – construindo seu projeto de vida é um repensar desse comportamento e do desejo de ser patrão de si mesmo.

    Escrito de forma pedagógica, simples e objetiva, pode ser utilizado com sucesso com bibliografia básica nas disciplinas que tratam de empreendedorismo e gestão de negócios, tão comuns atualmente nos cursos universitários de qualquer linha acadêmica. A sugestão de temas para debates, os questionamentos para reflexões e os estudos de caso contidos neste livro são um verdadeiro arcabouço de aprendizado.

    BIAGIO, LUIZ ARNALDO. Empreendedorismo: construindo seu projeto de vida. Barueri: Manole, 2012. 249 p. ISBN 978-85-204-3325-6.

    Pesquisando na Internet

    Para ampliar o seu conhecimento, sugere-se que busque na internet uma pesquisa norteada em qual a necessidade de se aprender a empreender.

    Após sua pesquisa faça um texto argumentativo sobre o assunto pesquisado.

    Saiba mais

    Para conhecer mais sobre os fundamentos de empreendedorismo, leia a entrevista com Sérgio Dal Sasso, cujo tema é: Administração de Negócios e Empreendedorismo. Ele fala sobre qual a melhor maneira de abrir um negócio, quais são os mecanismos básicos que um empreendedor deve se atentar antes de abrir uma empresa, como saber administrar uma empresa e diversificar o negócio sem perder a eficiência e a qualidade, como agir em um mercado tão disputado e muito mais.

    Sugerimos que leia a entrevista com a administradora, professora e consultora Marizete Furbino, cujo tema é: Segredo dos grandes empreendedores. A professora e consultora fala sobre quais são as principais características de um empreendedor de sucesso.

    Vendo com os olhos de ver

    Sugerimos que assista ao vídeo “Emprego de A a Z patrão ou empregado”, apresentado no Fantástico por Max administrador de empresas e escritor. Ele faz uma abordagem comparativa muito interessante, entre ser patrão e empregado, mostrando as características, vantagens e desvantagens de cada um.

    Propomos que assista aos vídeos “Negócios e soluções”,. Trata-se da exibição de um programa que surgiu de uma parceria entre o SEBRAE-SP e a TV Cultura. Nesse programa além de mostrar alguns estudos de caso, cria ainda um debate sobre o assunto em questão.

    https://www.youtube.com/embed/oJTpTZC9b-M – 1/4

    https://www.youtube.com/embed/gJAtR3GGbOI – 2/4

    https://www.youtube.com/embed/Jl-I3Us0_aM - 3/4

    https://www.youtube.com/embed/L1kLjGP0g1c – 4/4

    Revisando

    Você aprendeu nesta disciplina a definir um empreendedor e porque os empreendedores são objetos de muitos estudos pela importância que tem na economia desde a sua cidade até na economia mundial, gerando emprego e renda para milhões de pessoas. Aprendeu a diferenciar os empreendedores externos que são aqueles que abrem um negócio dos empreendedores internos ou empregados empreendedores, que são aqueles que pensam e agem como empreendedores no seu ambiente de trabalho.

    Vimos também que existem motivações para o empreendedor constituir um negócio como são: Gerar o próprio emprego, ganhar muito dinheiro, ser o próprio patrão e realização pessoal. Observando que algumas motivações são mais propícias ao fracasso do negócio e outras mais direcionadas para o sucesso como no caso dos empreendedores motivados pela realização pessoal.

    Podemos observar que os empreendedores que tem o perfil voltado para o sucesso têm um conjunto de pensamentos e ações que os diferenciam das outras pessoas. E que para fazer as coisas acontecerem tem que se ter uma postura proativa, que é o verdadeiro “espírito” dos empreendedores. Buscou-se desenvolver e identificar em si os Pensamentos e Ações dos Empreendedores (PAE`s) como: Busca por aprendizado e informações; Predisposição para buscar oportunidades; Proficiente nos padrões tempo e qualidade; Analisar e prever os perigos; Perseverança e compromisso pessoal; Procura contatos com as pessoas certas; Predetermina objetivos; Planejamento e acompanhamento diário; Postura positiva e independência.

    Você pode reconhecer diferenciar e analisar os fatores ambientais externos e internos. Você aprendeu sobre as fortalezas, oportunidades, fraquezas e ameaças e suas influências sobre o empreendedor e o empreendimento. Aprendeu a fazer a análise FOFA em uma planilha e a fazer a análise FOFA detalhada e aprofundada em um organograma. Aprendeu que a análise FOFA pode ser muito útil para o empreendedor na sua tomada de decisões.

    Você pode observar o quanto é fundamental um planejamento correto para dar início a um negócio. As etapas no processo de elaboração através de coleta de dados e a organização dos mesmos, o processo de análise dos mercados, seus consumidores, fornecedores e concorrentes. Você também aprendeu o que é um plano de negócios e quais os objetivos da sua confecção.

    Vimos Habilidades para elaborar um plano de negócios direcionado e adaptado para necessidade de cada empreendedor. Você seguiu a sugestão de roteiro para elaboração de um plano de negócios simplificado, observando que o processo de elaboração tem características únicas para cada empreendedor e empreendimento. Agora você sabe o quão importante é utilizar o Plano de Negócios como ferramenta fundamental para sua tomada de decisões no ato de empreender.

    Autoavaliação

    1. Os empreendedores são objeto de estudos em todo mundo, por quê?
      1. Geram novos inventos.
      2. Geram equilíbrio socioambiental.
      3. Geram emprego e renda.
      4. Geram realização pessoal.
    2. São características dos empreendedores internos:
      1. Realizar e desenvolver as ideias dos outros como se fossem suas.
      2. Pensar e agir como os empreendedores externos.
      3. Fornecer novas ideias e soluções na empresa onde trabalha.
      4. Todas as alternativas anteriores
    3. A necessidade de gerar o próprio emprego mais rápido possível, pode levar o empreendedor a:
      1. Ficar rico muito rápido.
      2. Cometer erros na hora de empreender
      3. Gerar emprego para ele e a família.
      4. Fazer autoanálise.
    4. É aconselhável para quem quer ser o próprio patrão:
      1. Abrir um negócio totalmente diferente do que ele trabalhava.
      2. Abrir um negócio porque tem muita raiva do patrão.
      3. Abrir um negócio porque sendo o próprio patrão ele pode tirar férias prolongadas.
      4. Nenhuma das alternativas anteriores.
    5. O que um empreendedor motivado a constituir um negócio para ganhar muito dinheiro não deve fazer?
      1. Pegar os lucros e mostrar um padrão de vida superior, pois agora ele é um empresário.
      2. Criar expectativas realistas sobre os lucros do empreendimento.
      3. Buscar capacitação, pois quem é mais capaz deve ter mais lucros.
      4. Trabalhar até nos finais de semana para lucrar mais.
    6. Qual a verdade sobre o empreendedor com perfil voltado para o sucesso?
      1. Nasce sendo empreendedor;
      2. Geralmente tem o conjunto perfeito de PAE`s;
      3. Nunca desenvolve o conjunto de PAE´s;
      4. Geralmente busca desenvolver o conjunto de PAE´s.
    7. A pessoa pensa e age de forma reativa quando?
      1. As ações são planejadas;
      2. Toma ações de forma proativa;
      3. É um empregado empreendedor;
      4. Nenhuma das alternativas anteriores.
    8. A pessoa pensa e age de forma proativa quando?
      1. Busca antecipar-se aos problemas;
      2. Buscar soluções depois que os problemas aparecem;
      3. Tem pensamentos e ações reativas;
      4. Todas as alternativas anteriores.
    9. O que o empreendedor não deve fazer quando procurar contatos com as pessoas certas?
      1. Oferecer dinheiro para convencer as pessoas certas;
      2. Convencer as pessoas certas a contribuir com o seu projeto;
      3. Usar argumentos certos para mostrar a viabilidade do empreendimento;
      4. Deve usar argumentos apropriados para convencer diferentes pessoas.
    10. Marque a alternativa correta.
      1. Fortalezas ou Forças são a mesma coisa de Pontos fortes e estão relacionados aos fatores Externos.
      2. Ameaças e fraquezas sãp a mesma coisa de Pontos fortes e estão relacionados aos fatores Externos.
      3. Fortalezas ou Forças são a mesma coisa de Pontos fortes e estão relacionados aos fatores internos.
      4. Fortalezas ou Forças são a mesma coisa de Pontos fortes e estão relacionados aos fatores internos e externos.



    1. São fontes de ideias.
      1. Observar e identificar necessidades de produtos ou serviços que ainda não existem.
      2. Observar deficiências de produtos e serviços existentes e que podem ser recriados ou melhorados.
      3. Observar tendências de moda, alimentos, esportes, serviços e etc;
      4. Todas as alternativas anteriores.
    2. Não é uma fonte de oportunidades.
      1. Observar outros negócios e tentar inovar, melhorar e/ou adaptar para seu ambiente, sua realidade.
      2. Observar franquias e patentes;
      3. Observar feiras e exposições de ramos de produtos ou serviços;
      4. Observar seus empregos anteriores repetindo no seu negócio o que você não gostava de fazer quando era empregado.
    3. São exemplos de pontos fortes.
      1. Sua incapacidade administrativa;
      2. Seu perfil e o dos concorrentes;

      3. Seu conjunto desenvolvido de PAE`s;
      4. Sua política cambial de exportação.
    4. São ameaças do ambiente externo:
      1. Fornecedores, empregados e concorrentes;
      2. Clientes, fatores econômicos e PAE`s;
      3. Inflação, taxa de juros, política cambial para importação e exportação;
      4. Os fatores internos, geografia, ponto e clima.
    5. No plano de negócio, você detalha e analisa o que?
      1. Uma oportunidade de negócios.
      2. Seus planos como empregado.
      3. Os pontos positivos e negativos para concretizar seu empreendimento.
      4. Apenas as alternativas a e c estão corretas.
    6. Os benefícios ao elaborar um plano de negócios são:
      1. Permite ao empreendedor escrever sobre a sua ideia, tornando-a clara, precisa e de fácil entendimento.
      2. Analisar o volume de recursos que será necessário para a implantação (quanto de capital será necessário), a lucratividade e a rentabilidade do negócio;
      3. Permite que os sócios negociem claramente as funções e participações de cada um;
      4. Toda alternativas estão corretas.
    7. Quais são os 4P`s do Composto de Marketing?
      1. Praça, Preço, Propaganda, Promoção.
      2. Praça, Preço, Produto, Promoção.
      3. Praça, Preço, Ponto, Promoção.
      4. Praça, Preço, Pessoa, Promoção.
    8. São pontos da análise de mercado que considerarmos como base de informações para confecção de um bom plano de negócios:
      1. Análise de mercado, a concorrência, a promoção, os consumidores;
      2. b. Os consumidores, a concorrência, o composto de marketing, os vendedores, a concorrência;
      3. c. Os consumidores, os fornecedores, a concorrência e a globalização, o composto de marketing;
      4. d. A concorrência e a globalização, os fornecedores, os consumidores, os produtos, as promoções.
    9. O que não se deve fazer na elaboração de um plano de negócios?
      1. Estabelecer objetivos fictícios com responsabilidade.
      2. Planejar, coordenar e controlar a evolução do empreendimento.
      3. Demonstrar a rentabilidade esperada do negócio.
      4. Descrever tudo que seja relevante para o empreendimento.
    10. Diga com suas palavras, porque muitas empresas estão procurando contratar empregados empreendedores?
    11. Entre as quatro principais motivações para constituir um negócio, qual você acha a mais voltada para o fracasso e qual você acha mais voltada para o sucesso do empreendimento? Faça um breve comentário.
    12. O que é mais importante para um futuro empreendedor, se concentrar nos possíveis lucros do negócio ou fazer uma autoanálise? Justifique a sua resposta.
    13. Porque é importante o empreendedor buscar aprendizado e informações e como você faria isto?
    14. Exemplifique o caso de um produto que o cliente e o consumidor podem não ser o mesmo.
    15. Qual o perfil dos empreendedores que desenvolvem a predisposição para buscar oportunidades?
    16. Qual a diferença da análise FOFA elaborada na planilha com quatro quadrantes e no organograma?
    17. Oportunidade e ideias são a mesma coisa? Explique.
    18. Em sua opinião, porque é aconselhável o pré-empreendedor fazer uma análise FOFA?
    19. O que é um plano de negócios?
    20. Para que a segmentação do mercado deve ser realizada?
    21. De que forma o produto/serviço pode se comunicar com o consumidor?

    Bibliografia

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    Analise SWOT animada – Revisada. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=l3il3stc3v0 (6 minutos e 50 segundos)

    Banca do David: Ex-camelô vira empreendedor. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=28oC30LwCRU (5 minutos)

    Emprego de A a Z: Patrão ou empregado. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=59rwlh3uh4Q (6 minutos e 56 segundos)

    Negócios & soluções - Formação de Preço - Parte 1/4. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ojtptzc9b-m (5 minutos e 32 segundos)

    Negócios & soluções - Formação de Preço - Parte 2/4. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=gjatr3ggboi (6 minutos e 5 segundos)

    Negócios & soluções - Formação de Preço - Parte 3/4. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=jl-i3us0_am (5 minutos e 52 segundos).

    Negócios & soluções - Formação de Preço - Parte 4/4. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=l1kljgp0g1c (6 minutos e 44 segundos)

    Propaganda é a alma do negócio. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=d5auj7otbd4 (2 minutos e 48 segundos)

    Waldez ludwig - Criatividade versus Inovação. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=gdjkbsft55w (2 minutos e 25 segundos)




    Empreendedor: Que empreende; ativo, arrojado.

    Dicionário Aurélio, (1986).

    "O termo Empreendedor denota pessoa que: inicia, coordena, controla e assume os riscos do negócio". Dicionário de Ciências Sociais (1964);

    Motivação: Espécie de energia psicológica ou tensão que põe em movimento o organismo humano, determinando um dado comportamento.

    Perfil: Escrito em que se salientam os traços característicos de uma pessoa.Gráfico que representa as diversas aptidões de uma pessoa.

    Forma Proativa: Tomar ações de forma proativa é não ficar esperando as coisas acontecerem e sim fazer literalmente as coisas acontecerem, é planejar o que fazer, más não ficar eternamente planejando.

    Predisposição: Disposição antecipada ou tendência natural para; aptidão, vocação, inclinação.

    Perseveranca: Qualidade de quem persevera; constância, firmeza, pertinácia.

    Proficiente: Que executa as coisas com proficiência; competente, conhecedor, destro, hábil.

    Predeterminar: Determinar antecipadamente: "Eu descobri o meio de predeterminar esse futuro" (Monteiro Lobato, ap Francisco Fernandes).

    Oportunidades: Conforme Ávila (1918, p. 424) vem do latim “opportunus”, formado de “ob” + “portus” = que se encontra diante do porto. Saber aproveitar da melhor maneira possível as situações concretas.

    Marketing: é o conjunto de técnicas e métodos destinados ao desenvolvimento das vendas, mediante quatro possibilidades: preço, distribuição, comunicação e produto. Em sentido amplo, é a concepção da política empresarial, na qual o desenvolvimento das vendas desempenha um papel predominante.

    Créditos

    Diretor Presidente das Faculdades Inta

    • Dr. Oscar Rodrigues Júnior

    Pró Diretor de Inovação Pedagógica

    • Prof. Pós Doutor João José Saraiva da Fonseca

    Coordenadora Pedagógica e de Avaliação

    • Profª. Sônia Henrique Pereira da Fonseca

    Professoras Conteudistas

    • Clea Maria Machado de Alencar
    • Anaisa Alves de Moura

    Diagramador Web

    • Luiz Henrique Barbosa Lima

    Produção Audiovisual

    • Francisco Sidney Souza Almeida (Editor)

    Operador de Câmera

    • José Alves Castro Braga

    Assessoria Pedagógica/Equipe de Revisores

    • Sônia Henrique Pereira da Fonseca
    • Evaneide Dourado Martins

    Núcleo de Tecnologia da Informação Faculdades INTA

    • Desenvolvimento de Material Didático para a EAD e Objetos de Aprendizagem para Ensino Presencial

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