Morfologia

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Apresentação

O Livro Células Humanas um catálogo morfológico é uma seleção de lâminas histológicas que relaciona detalhes microscópicos com as características anatômicas.

Seu interesse primário é apresentar ao leitor algumas lâminas e apresentar os assuntos histológico, anatômico e por vezes embrionários de modo breve para estudantes das áreas biológicas aplicadas que querem um conhecimento mínimo sobre morfologia do corpo humano e dispõem de pouco tempo para os estudos.

A produção envolveu um duplo desafio unir os conhecimentos histológicos e anatômicos coma cooperação de profissionais e estudantes do programa de monitoria das Faculdades INTA.

Construímos um livro composto por seis capítulos Epitelial, Tegumentar, Conjuntivo, Muscular, Digestório e Respiratório e selecionamos fotos, que não possuem a função meramente ilustrativa, mas que por si só já ensejam ao conhecimento.

Para o sucesso desta edição dependemos do empenho do leitor em complementar as informações em literaturas clássicas e modernas, nas quais também nos embasamos.

Agradecemos aos professores Leandro Gomes Barbieri, Gissandra Farias Braz, Marcelo Teixeira e toda a equipe das Faculdades INTA.

Dedicamos este trabalho aos nossos professores, alunos, amigos e a nossa família.

Os autores!

Mauro Vinicius

Mauro Vinicius Dutra Girão. Graduado em Licenciatura em Biologia pela Universidade Estadual Vale do Acaraú - Sobral (2004). Possui Mestrado em Engenharia de Pesca na área de concentração Recursos Pesqueiros e Engenharia de Pesca na Universidade Federal do Ceará - UFC (2007). Especialização em andamento em Gestão em Saúde Pública e Meio Ambiente e Doutorado em andamento em Biotecnologia – RENORBIO. Na docência está lecionando nas Faculdades INTA desde 2008 disciplinas relacionadas a Biologia Celular e Histologia.

Danielle Gonçalves Fernandes Vieira Barbieri. Possui graduação em Fonoaudiologia pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR), especialista em Psicopedagogia pela UFAM e em Voz pelo CEFAC. Atua em consultório clínico, no qual presta atendimentos, assessoria e consultoria em fonoaudiologia, neste trabalho destaca-se o trabalho realizado na afiliada do SBT no estado do Amazonas (TV em Tempo) por um período de 3 anos. Na docência atua desde 2006, e está lecionando no INTA desde 2011 na especialização e posteriormente iniciou na graduação, onde é professora dos cursos de Enfermagem, Nutrição e Fisioterapia. É membro da SBA (Sociedade Brasileira de Anatomia) na categoria de sócio efetivo, desde 2015. A produção está concentrada em sua grande maioria na área de saúde e os temas mais encontrados são: fonoaudiologia, anatomia humana, morfologia, fisioterapia, estética, educação, disfunção temporomandibular e voz.

Tecido Epitelial

1

Conhecimentos

  • Compreender os constituintes do tecido epitelial, bem como identificar estruturas do Epitélio Colunar, Epitélio Ciliado, Epitélio Escamoso Estratificado e Endotélio.
  • Habilidades

  • Demonstrar competências e habilidades para interpretar e analisar, de maneira crítica, dados e informações, aplicar os conhecimentos técnicos na identificação anatômica e histológica relacionado ao tecido epitelial e solucionar problemas relativos às suas áreas de atuação.
  • Atitudes

  • Apresentar a devida atenção ao tecido epitelial e vincular os conhecimentos do sistema e tecido à sua prática profissional.
  • Unidade 1

    Tecido Epitelial

    Os epitélios são camadas de células altamente coesas que cobrem ou revestem todas as superfícies corporais, exceto as cartilagens articulares, esmalte do dente e a superfície anterior da íris. Podem se originar da ectoderme, endoderme ou mesoderme do embrião.

    Além da função de revestimento realizam a proteção, absorção, transporte de substâncias, deslizamento entre superfícies, excreção e secreção, além de ser avascular. A unidade anatômica de secreção é a glândula, que podem ser classificadas em secreção exócrina e endócrina. A maioria das glândulas se desenvolve como brotamentos epiteliais para o interior do tecido conjuntivo subjacente.

    No tecido epitelial é encontrado uma quantidade mínima de substância intracelular, sendo que a nutrição deste tecido é feita pela a rede de vasos sanguíneo dos tecidos conjuntivos subjacente. O seu nome se dá de acordo com a camada externa de células, a superfície livre de uma célula epitelial pode ser plana ou ter estruturas definidas.

    Os epitélios podem ser classificados em três categorias principais quanto ao formato das células em cubicas, pavimentosas e colunares. Podem ser classificados em duas categorias principais quanto aos números de camadas sobre a membrana basal em simples e estratificado.

    Embora essa classificação ignore aspectos dos epitélios, a classificação ainda é útil para descrever este tecido do ponto de vista morfológico.

    Epitélio colunar

    Figura 1

    Descrição Histológica:

    O revestimento epitelial colunar simples é composto por uma única camada de células altas e retangulares, apresenta núcleos ovoides com eixo maior no mesmo sentido da célula, situando-se no mesmo nível do citoplasma basal.

    O epitélio colunar simples pode ser homogêneo, quando todas as células pertencem a mesma população, ou heterogêneo, quando as células colunares se intercalam com outros tipos celulares.

    Unidade 1

    Exercendo uma função proteção, lubrificação, de síntese e secreção dando origens a algumas glândulas no desenvolvimento embrionário. O epitélio colunar também pode ser chamado de prismático ou cilíndrico.

    Descrição Anatômica:

    O epitélio colunar simples pode ser encontrado no trato digestório. O trato digestório é um tubo oco que se estende da cavidade bucal ao ânus, sendo também chamado de canal alimentar ou trato gastrintestinal. As estruturas do trato digestório incluem a boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso, reto e ânus.

    O comprimento do trato gastrintestinal, medido no cadáver, é de cerca de 9m. Na pessoa viva é menor porque os músculos ao longo das paredes dos órgãos do trato gastrintestinal mantém o tônus. O trato digestório possui órgãos e glândulas acessórias, os dentes, a língua, as glândulas salivares, o fígado, vesícula biliar e o pâncreas, que produzem ou armazenam secreções que passam para o trato gastrintestinal e auxiliam na decomposição química do alimento, mas não são encontrados em todos estes órgãos o epitélio colunar simples.

    O epitélio colunar simples é encontrado na maior parte do trato digestivo, no estômago, intestino e vesícula biliar. No intestino delgado o epitélio é heterogêneo, pois suas células colunares com microvilosidades se intercalam com células caliciformes.

    Além do sistema digestório o epitélio colunar simples é encontrado no útero, trompas uterinas, próstata, traqueia, brônquios e cavidade nasal. Nas tubas uterinas suas células colunares com cílios se intercalam com células produtoras de muco.

    Epitélio ciliado

    Figura 2
    Figura 3

    Descrição Histológica:

    O revestimento epitelial pseudoestratificado ciliado apresenta apenas uma camada epitelial com todas as células em contato com a membrana basal verticalizadas em seu longo eixo, evidenciando núcleos colunares e cúbicos, em alturas variadas, mas somente algumas delas chegam até a superfície.

    Unidade 1

    Por baixo do epitélio encontra se o tecido conjuntivo frouxo de sustentação ou lamina própria. Os núcleos localizados na região mais profunda do epitélio são de células que não chegam à superfície.

    As células deste epitélio não formam camadas definidas e organizadas, pois não está formado por uma verdadeira estratificação, por isto é denominado pseudoestratificado. A superfície apical apresenta prolongamentos curtos e numerosos, denominados cílios, como representados na Figura 3.

    Funcionalmente, os cílios são móveis e sua movimentação unidirecional é denominada “Batimento ciliar”, promovem a movimentação de fluidos, partículas e células na superfície epitelial. Os cílios geralmente têm pouca afinidade pelos corantes e são por isso difíceis de reconhecer, mas tornam-se evidentes quando se fecha o diafragma do condensador do microscópio.

    Descrição Anatômica:

    O tipo mais difundido de epitélio pseudoestratificado cilíndrico é o ciliado que reveste a tuba uterina, a tuba auditiva, parte da cavidade timpânica, a cavidade nasal, o saco lacrimal, a mucosa da traqueia e dos brônquios primários.

    Por ser bastante disseminado no sistema respiratório, o epitelial pseudoestratificado ciliado também conhecido como epitélio respiratório.

    Epitélio escamoso estratificado

    Figura 4
    Figura 5

    Descrição Histológica:

    O revestimento epitelial escamoso ou pavimentoso estratificado apresenta diversas camadas celulares que se sobrepõem e estratificam, com espessura variada conforme sua localização. As células das diferentes camadas variam notavelmente sua forma. De acordo com a área haverá presença de queratina em sua superfície, classificando-se em queratinizado e não queratinizado.

    Unidade 1

    É classificado como queratinizado quando as células que compõem a superfície estão mortas, anucleadas, cujos citoplasmas formam preenchimentos com uma grande quantidade de filamentos de queratinas, mas as células permanecem aderidas a camada superficial.

    É classificado como não queratinizado quando as células que compõem a superfície estão com núcleo achatado e citoplasma escasso, cujo citoplasma forma preenchimentos com uma grande quantidade de filamentos de queratinas, mas as células continuam aderidas ao epitélio.

    Apenas a camada mais profunda está em contato com a lamina basal. As células desse epitélio na sua maioria apresentam formato cuboide, sendo que as encontradas no meio do epitélio apresentam forma poligonal, e as células da superfície do epitélio são achatadas. Conforme as células proliferam, as células-filhas vão se diferenciando em direção a superfície.

    O tecido epitelial escamoso organiza-se diferentes camadas de acordo ao seu amadurecimento. Assim, as projeções de tecido conectivo de forma cônica constituem as papilas, separadas por segmentos mais largos de epitélio, as cristas interpapilares. A membrana basal se interpõe entre ambos e sobre ela descansa a camada mais profunda, a camada basal ou germinativa, onde ocorre a proliferação celular que determina a renovação constante deste epitélio. As camadas intermediárias desse epitélio formam o estrato espinhoso ou camada de Malpighi, composto por células poliédricas unidas entre si por desmossomos.

    Descrição Anatômica:

    O tecido epitelial escamoso queratinizado é encontrado revestindo superfícies ressecadas como na pele protegendo a superfície corporal contra atritos.

    O tecido epitelial escamoso não-queratinizado é encontrado revestindo superfícies úmidas como na mucosa da boca, da orofaringe, esôfago, cordas vocais e vagina.

    Endotélio

    Figura 6

    Unidade 1

    Descrição Histológica:

    Do ponto de vista embriológico, as células endoteliais são derivadas do mesênquima, entretanto, elas são componentes do tecido conjuntivo frouxo. Os tumores surgidos delas são considerados de origem do tecido conjuntivo. As células endoteliais constituem o epitélio simples pavimentoso que reveste o sistema circulatório e por isso são células epiteliais.

    A célula endotelial é morfologicamente achatada com espessura variável. A sua região nuclear é compacta, sendo a sua periferia mais delgada e fina, as membranas são separadas por uma camada de citoplasma.

    As células endoteliais desenvolvem um papel importante na formação de fluido tecidual importante na formação de fluido tecidual, nas trocas necessárias através das paredes capilares, produzem macromoléculas da matriz intersticial.

    Descrição Anatômica:

    A célula endotelial é um tipo de célula achatada de espessura variável que recobre o interior dos vasos sanguíneos, especialmente os capilares sanguíneos, formando assim parte da sua parede.

    Os capilares sanguíneos são vasos finíssimos, com um diâmetro microscópico, que fazem a comunicação entre uma arteríola e uma vênula. Os capilares sanguíneos estão presentes em praticamente todas as regiões do corpo, constituindo a rede de distribuição e recolhimento do sangue nas células.

    Revisando

    Nesta primeira unidade de estudo aprendemos sobre o tecido epitelial, que são camadas de células que revestem todas as superfícies corporais, exceto as cartilagens articulares, esmalte do dente e a superfície anterior da íris, e além de ser avascular protegem a absorção, transporte das substâncias, excreção e secreção. A unidade anatômica de secreção é a glândula, que podem ser classificadas em secreção exócrina e endócrina.

    Fazendo uma descrição histológica dos epitélios eles podem ser classificados em três categorias principais quanto ao formato das células em cubicas, pavimentosas e colunares. O epitélio colunar exerce uma função de proteção, lubrificação, de síntese e secreção.

    Podem ser classificados em duas categorias principais quanto aos números de camadas sobre a membrana basal em simples e estratificado. Anatomicamente o epitélio colunar simples é encontrado na maior parte do trato digestivo, no estômago, intestino e vesícula biliar.

    Fazendo uma descrição histológica o revestimento epitelial pseudoestratificado ciliado apresenta apenas uma camada epitelial com todas as células em contato com a membrana basal verticalizadas em seu longo eixo, evidenciando núcleos colunares, em alturas variadas, mas somente algumas delas chegam até a superfície.

    Quanto a sua descrição anatômica o tipo mais difundido de epitélio pseudoestratificado cilíndrico é o ciliado que reveste a tuba uterina, a tuba auditiva, parte da cavidade timpânica, o saco lacrimal, a mucosa da traqueia e dos brônquios primários.

    Quanto à descrição histológica o revestimento epitelial escamoso ou pavimentoso estratificado apresenta diversas camadas celulares que se sobrepõem e estratificam, com espessura variada conforme sua localização.

    O tecido epitelial escamoso queratinizado é encontrado revestindo superfícies ressecadas protegendo a superfície corporal contra atritos. O tecido Epitelial escamoso não-queratinizado é encontrado revestindo superfícies úmidas como na mucosa da boca, da orofaringe, esôfago, cordas vocais e vagina.

    O endotélio do ponto de vista embriológico, as células endoteliais são derivadas do mesênquima, entretanto, elas são componentes do tecido conjuntivo frouxo. A célula endotelial é morfologicamente achatada com espessura variável. A sua região nuclear é compacta, sendo a sua periferia mais delgada e fina, as membranas são separadas por uma camada de citoplasma.

    Em sua estrutura anatômica a célula endotelial é um tipo de célula achatada de espessura variável que recobre o interior dos vasos sanguíneos, especialmente os capilares sanguíneos, formando assim parte da sua parede.

    Autoavaliação

    1. Onde o tecido epitelial não é encontrado? Descreva estas estruturas anatomicamente.

    2. Qual a unidade anatômica da secreção?

    3. Diferencie os tipos de secreção.

    4. Classifique os epitélios quantos ao formato de suas células e o número de camadas.

    5. No sistema digestório ocorre a digestão e absorção de alimentos e nutrientes. Cite a sequência dos órgãos onde estes processos ocorrem.

    6. Explique o que vem a ser “batimento ciliar” e em quais células e órgãos ocorrem.

    7. Cite a localização anatômica do epitélio escamoso estratificado.

    8. Em qual camada do epitélio escamoso estratificado encontramos células sem núcleo?

    9. Descreva as cristas intrapapilares.

    10. Cite uma junção celular encontrada no tecido epitelial.

    11. Quais as células embrionárias que originam as células do endotélio?

    12. Diferencie artéria de arteríolas e veia de vênulas.

    13. A partir do conhecimento adquirido ao logo da leitura da unidade de estudo relacione a anatomia com a histologia do tecido epitelial.

    Sistema Tegumentar

    2

    Conhecimentos

  • Compreender os constituintes do Sistema Tegumentar, bem como identificar estruturas dos anexos da pele.
  • Habilidades

  • Reconhecer de forma multiprofissional, interdisciplinar e transdisciplinarmente os conteúdos de extrema importância na promoção da saúde baseado na convicção científica.
  • Atitudes

  • Atuar com senso crítico, investigativo e de autonomia pessoal e intelectual necessário para empreender a contínua qualificação de sua práxis profissional, relacionado ao tecido tegumentar;
  • Aprender continuamente, tanto em sua formação quanto em sua prática diária, tendo responsabilidade e compromisso com sua educação e a de futuros profissionais.
  • Unidade 2

    Sistema Tegumentar

    É constituído por dois componentes, a pele e os derivados epidérmicos, tais como as unhas, pelos, glândulas sudoríparas e sebáceas, assim revestindo todo o corpo e tendo continuidade com a mucosa do sistema respiratório, urogenital e digestivo. Estes componentes tornam o tegumento o maior órgão do corpo.

    A pele apresenta três camadas firmemente aderidas, a epiderme, a derme e a hipoderme, está última corresponde a fáscia superficial da anatomia macroscópica, além de ligar a derme a fáscia dos músculos que estão abaixo da mesma, é devido essa frouxa conecção entre elas que os músculos não repuxam a pele quando se contraem. Um terço do suprimento sanguíneo é destinado para a pele, sendo este auto-regenerativa e termorreguladora do corpo.

    Durante o desenvolvimento embrionário, a epiderme e a derme interagem para desenvolver os anexos da pele, as unhas, pelos, glândulas sudoríparas e sebáceas. O folículo piloso se forma a partir de células da camada basal da epiderme. Os fibroblastos formam a haste do pelo queratinizada e os melanócitos produzem e transferem melanina para haste do pelo.

    Bulbo Piloso

    Descrição Histológica:

    Os folículos pilosos são envolvidos com o tecido conjuntivo fibroso e são os órgãos responsáveis pela formação dos pelos. A estrutura folicular é dividida em dois segmentos, o bulbo e a haste.

    Figura 7

    A porção terminal expandida do folículo piloso é chamada de raiz do pelo que possui uma concavidade chamada de papila dérmica. A raiz do pelo e a papila dérmica formam o bulbo piloso. O crescimento do pelo ocorre por mitose das células do bulbo piloso.

    A haste do pelo é um filamento longo e delicado que se inicia na região profunda da hipoderme se estende para e através da superfície da epiderme. A haste do pelo consiste em três regiões a medula, o córtex e cutícula do pelo.

    A cor do pelo depende dos melanócitos localizados entre a papila e o epitélio da raiz do pelo, que fornecem melanina às células do córtex e da medula. Com o passar da idade os melanócitos perdem a capacidade de produzir melanina, e o pelo torna-se cinzento.

    Unidade 2

    Glândula Sudorípara e Folículo Piloso

    Figura 8
    Figura 9

    Descrição Histológica:

    As glândulas sudoríparas são tubulares enoveladas simples com porções secretoras intensamente enoveladas, cujos ductos estreitos, formados por epitélio cubico simples, se abrem na superfície da pele, sem se associar ao folículo piloso.

    Os ductos não se ramificam e têm um diâmetro menor que a porção secretora, localizada na derme. As células secretoras são piramidais e entre elas e a membrana basal estão as células mioepiteliais, que ajudam a expulsar o produto de secreção.

    Nas glândulas existem dois tipos de células secretoras, as células escuras que são adjacentes ao lúmen e as células claras que ficam entre as células escuras e as células mioepiteliais.

    A parte que excreta suor encontra-se, principalmente, na derme profunda. O ducto excretor do suor passa pela derme, epiderme e termina nos poros da superfície da pele.

    As glândulas sudoríparas classificadas quanto ao modo de secreção como glândulas apócrinas, sua secreção não apresenta odor, porém apresenta odor desagradável se sofre ação de bactérias. Alguns autores citam semelhanças destas glândulas écrinas.

    Descrição Anatômica:

    Também conhecidas como glândulas de suor, são células epiteliais presentes na pele dos seres humanos. Estas glândulas possuem a importante função de secretar o suor, possibilitando a regulação da temperatura corporal e a eliminação de substâncias tóxicas ao organismo. Atuam, principalmente, no processo de regulação da temperatura do corpo através da evaporação.

    Começam a funcionar logo após o nascimento da criança, mas começam a produzir suor somente na fase da puberdade. Entram em ação, principalmente, nas relações sexuais e em momentos de estresse.Em maior quantidade no corpo humano estas glândulas estão presentes em quase todas as partes da pele, em maior quantidade na pele das palmas das mãos, plantas dos pés e fronte, na região das axilas, à aréola mamaria, nas áreas do rosto onde nasce barba, região perianal, exceto em algumas regiões, como a glande do pênis.

    Revisando

    Na segunda unidade de estudo vimos que o sistema tegumentar é constituído por dois componentes, a pele revestindo todo o corpo e tendo continuidade com a mucosa do sistema respiratório, urogenital e digestivo, e os derivados epidérmicos, tais como as unhas, pelos, glândulas sudoríparas e sebáceas. Estes componentes tornam o tegumento o maior órgão do corpo.

    A pele apresenta duas camadas firmemente aderidas, a epiderme e a derme, tendo a hipoderme como tecido conjuntivo subjacente.

    Durante o desenvolvimento embrionário, a epiderme e a derme interagem para desenvolver os anexos da pele, as unhas, pelos, glândulas sudoríparas e sebáceas. O folículo piloso se forma a partir de células da camada basal da epiderme.

    Os folículos pilosos são envolvidos com o tecido conjuntivo fibroso e são os órgãos responsáveis pela formação dos pelos. As glândulas sudoríparas são tubulares enoveladas simples com porções secretoras intensamente enoveladas, cujos ductos estreitos, formados por epitélio cubico simples, se abrem na superfície da pele, sem se associar ao folículo piloso.

    Também conhecidas como glândulas de suor, são células epiteliais presentes na pele dos seres humanos. Estas glândulas possuem a importante função de secretar o suor, possibilitando a regulação da temperatura corporal e a eliminação de substâncias tóxicas ao organismo.

    Autoavaliação

    1.Cite as estruturas e anexos da pele.

    2.Descreva Histologicamente os fibroblastos e melanócitos.

    3.Qual a função das células mioepiteliais?

    4.Qual a diferença entre glândulas apócrinas e écrinas.

    5.Onde são encontradas as glândulas apócrinas?

    6.A partir do conhecimento adquirido ao logo da leitura da unidade de estudo relacione a Anatomia com a Histologia do Sistema Tegumentar.

    Tecido Conjuntivo

    3

    Conhecimentos

  • Compreender os constituintes do Tecido Conjuntivo macroscópicos e microscópicos, bem como diferenciar as células do tecido sanguíneo.
  • Habilidades

  • Reconhecer de forma multiprofissional, interdisciplinar e transdisciplinarmente os conteúdos de tecido conjuntivo frouxo e denso.
  • Atitudes

  • Atuar com senso crítico, investigativo e de autonomia pessoal e intelectual necessário para empreender a contínua qualificação de sua práxis profissional, relacionado ao tecido conjuntivo;
  • Aprender continuamente sobre a relação das diferentes células com o processo saúde/doença.
  • Unidade 3

    Tecido Conjuntivo

    Os tecidos conjuntivos fornecem uma estrutura de surte e ligação entre células e órgãos, além de desempenhar função de nutrição de outros tecidos, sustentação, substâncias depositadas entre outros órgãos e defesa corporal pela a fagocitose e produção de anticorpos. Os tecidos conjuntivos são formados por células e pela matriz estra celular. Diferente dos outros tecidos o seu principal componente é a matriz e não as células. A matriz extracelular representa uma combinação de colágenos, glicoproteínas não-colágenas e proteoglicaneos envolvendo as células do tecido conjuntivo. Diferente das células epiteliais, as do tecido conjuntivo apresentam grande quantidade de material extracelular rico em fluidos, vasos sanguíneos, vasos linfáticos e nervos.

    Os tecidos conjuntivos podem ser classificados em três principais grupos, tecidos embrionários, tecidos conjuntivos adultos, tecidos conjuntivos de propriedades especiais. Os fibroblastos e os macrófagos são células que estão comumente associadas com o tecido conjuntivo.

    Em relação a proporção de células e de matriz extracelular os tecidos conjuntivos adultos podem ser subclassificados em tecido conjuntivo frouxo e tecido conjuntivo denso.

    Tecido Adiposo Unilocular

    Descrição Histológica:

    Tecido adiposo é um tipo de tecido conjuntivo propriamente dito, constituído por células chamadas de adipócitos, possuem a capacidade de armazenar lipídios. Os depósitos de triglicerídeos do tecido adiposo são a principal forma de energia do organismo, apesar de não serem depósitos estáveis, mas sofrem uma renovação continua.

    Tecido adiposo unilocular
    Figura 10

    O tecido adiposo apresenta duas variações o Tecido Adiposo Unilocular e o outro Tecido Adiposo Multilocular, distribuídas pelo corpo com estruturas, fisiologia e patologia diferentes.

    O Tecido Adiposo Unilocular apresenta adipócitos grandes. É denominado de tecido comum, branco ou amarelo e apresenta uma grande gotícula lipídica central que empurra as organelas, inclusive o núcleo, para a periferia contra a membrana plasmática. A coloração se dá por conta do acúmulo de carotenos dissolvidos nas gotículas de gordura.

    Unidade 3

    Tecido Adiposo Multilocular apresenta adipócitos grandes. É denominado de pardo ou marrom, com múltiplas gotículas lipídicas. Tecido Adiposo Unilocular é muito mais abundante do que o Tecido Adiposo Multilo- cular.

    As células do tecido adiposo são encontradas isoladas ou em pequenos grupos no tecido conjuntivo frouxo, porém a maioria delas forma agregados, que constituem o tecido adiposo distribuído pelo corpo.

    Devido a sua composição lipídica as células aparecem como vazias, pois os processamentos histológicos de rotina utilizam álcool e inevitavelmente removem o seu conteúdo.

    Descrição Anatômica:

    Também conhecido como tecido gordo, o tecido adiposo pode ser encontrando abaixo da pele, sendo responsável pelos diferentes contornos do homem e da mulher, dando uma modelagem a superfície e contribuindo para o isolamento térmico do organismo. Além de preencher os espaços entre outros tecidos, auxilia na manutenção de alguns órgãos e mantém uma atividade secretora, sintetizando diversos tipos de moléculas. Atua em nosso corpo como uma reserva de energia, isolante térmico e também como proteção.

    Este tecido se localiza, principalmente, na região subcutânea. Também podemos encontrar o tecido adiposo envolvendo alguns órgãos como, o coração e os rins.

    Em recém-nascido ocorre a presença de tecido adiposo unilocular e multilocular, sendo o segundo importante para produzir calor e proteger o recém- nascido contra o frio. Como este tecido não cresce a sua quantidade no adulto é pequena. Praticamente todo o tecido adiposo em humanos adultos é do tipo unilocular. Seu acúmulo em certas regiões do corpo é influenciado pela genética, estilo de vida, sexo e idade.

    Tecido Conjuntivo Frouxo

    Conjuntivo frouxo
    Figura 11

    Descrição Histológica:

    O tecido conjuntivo frouxo suporta pequenos atritos e pressão, mas não suporta bem tração. Suas células mais numerosas são os fibroblastos e os macrófagos, possui fibras colágenas e elásticas. Possui consistência delicada, flexível, muito vascularizada. Pode ser encontrado nas laminas próprias das mucosas.

    Unidade 3

    As fibras colágenas possuem coloração branca o que confere esta cor aos tecidos em que ocorre em grande quantidade. Exerce diferentes funções, mas principalmente estrutural. São originadas do procolágeno que é sintetizado por diversas células dentre elas, fibroblastos, odontoblastos, musculares lisas e células de Schwann.

    O colágeno é um tipo de proteína mais abundante do corpo humano, sintetizado por diferentes tipos de células do tecido conjuntivo.A biossíntese do colágeno depende da expressão de vários genes e ocorre em várias etapas o que aumenta a possibilidade de defeitos durante o processo.

    De acordo com sua estrutura e função podem ser classificados em grupos os colágenos e os colágenos associados a fibrilas. O colágeno pode ser do tipo I, com função de resistência a tração e tensão, o tipo II, com função de resistência a compressão, tipo III, com função de resistência a distensão, entre outros. Os colágenos associados a fibrilas que unem as fibrilas de colágeno uma nas outras e a outras estruturas da matriz e colágeno que forma rede que tem o papel de aderência e filtração.

    As fibras elásticas são originadas pela deposição de elastina sobre as microfibrilas, apresentam grande capacidade de deformação e retorno a forma original. As principais células produtoras são as células do músculo liso de vasos sanguíneos e os fibroblastos.

    As células mais comuns do tecido conjuntivo são os fibroblastos. Estas células possuem citoplasma escasso na fase embrionária e abundante em tecidos maduros, grande núcleo ovóide fracamente corado e vários prolongamentos citoplasmáticos e pouco se multiplicam em organismos adultos. Quanto maior a atividade celular maior o tamanho do núcleo.

    Os fibroblastos que possuem o papel de sintetizar a maioria dos constituintes proteicos da matriz extracelular, colágeno, elastina, glicosaminoglicanos, proteoglicanos, proteínas adesivas e fatores de crescimento que controlam o crescimento e desenvolvimento celular.

    Descrição Anatômica:

    O tecido conjuntivo frouxo preenche espaços não ocupados por outros tecidos, fazendo parte da estrutura de muitos órgãos, dá suporte a glândulas, envolve nervos, músculos e vasos sanguíneos linfáticos.

    Tecido Conjuntivo Denso

    Tecido conjuntivo denso modelado
    Figura 12

    Unidade 3

    Descrição Histológica:

    O Tecido conjuntivo propriamente dito possui quatro tipos, dentre eles o denso que pode ser dividido em denso não modelado e denso modelado.

    O denso não modelado possui maior quantidade de fibras de colágeno, que são dispostas com orientação em direções diversas o que promove a possibilidade de movimentação em várias direções e suportar impactos. É menos flexível, mais resistente a tensão, resiste a tração. Apresenta poucas células e vasos.

    O denso modelado possui feixe de fibras de colágeno paralelas e alinhados com células de fibroblastos. É menos flexível, mais resistente a tensão, resiste a tração. Encontrado nos tendões que conectam os músculos estriados aos ossos. As células do tendão são os fibrócitos.

    Os fibroblastos podem modular seu metabolismo e em atividade quiescente são chamados de fibrócitos. Estas células possuem citoplasma escasso e núcleos pequenos, alongados e escuros. Por serem quiescentes possuem atividade sintética reduzida. Durante o processo de cicatrização os fibrócitos são ativados, se diferenciam em fibroblastos que iniciam o processo de reparo de feridas.

    Descrição Anatômica:

    O tecido conjuntivo denso não modelado confere resistência, elasticidade e forma as cápsulas envoltórias de diversos órgãos internos como os linfonodos, e forma também a derme.

    A derme é o tecido conjuntivo onde está apoiada a epiderme, que tem como função unir à pele a hipoderme. A derme contém fibras proteicas que conferem resistência e elasticidade à pele, além de vasos sanguíneos, órgãos sensoriais, glândulas e terminações nervosas.

    Esta camada apresenta espessura que varia de acordo com a região observada, sendo mais espessa na planta do pé. Possui em sua superfície externa denominadas papilas dérmicas, que acompanham as reentrâncias correspondentes da epiderme. As papilas aumentam a área de contato entre estas duas camadas da pele, reforçando a união entre ambas.

    O Tecido conjuntivo denso não modelado ocorre nos tendões, que ligam os músculos aos ossos, e nos ligamentos, que ligam os ossos entre si.

    O Tendão é a parte esbranquiçada, rija e não contrátil dos músculos estriados. Diferem quanto à forma e à disposição, dependendo da sua união às fibras musculares. Permite a inserção dos músculos aos ossos ou a outros órgãos por meio de ligamentos anulares ou retináculos.

    Cartilagem Hialina

    Descrição Histológica:

    A cartilagem hialina é mais comum no corpo, origina-se na camada condrogênica, a camada interna do pericôndrio, com um aspecto branco-azulado, opalino, semitransparente, flexível.

    Unidade 3

    Cartilagem hialina
    Figura 13

    A matriz da cartilagem contém fibras de colágeno tipo II associado ao ácido hialurônico, proteoglicanos muito hidratados, glicoproteínas e fluido extracelular. As moléculas de proteoglicanos parecem escovas de limpar tubos de ensaio, onde a protéína representa a parte central e as moléculas de glicosaminoglicanos correspondem aos pelos da escova.A glicoproteína é uma macromolécula com sítios de ligação para condrócitos, fibras de colágeno tipo II e glicosaminoglicanos.

    A cartilagem hialina é avascular, não possuem drenagem linfática e não são inervadas. Ela possui funções de acordo com sua localização anatômica, como a de absorção de forças, suporte, sustentação, inserção, revestimento e deslizamento de superfícies.

    Descrição Anatômica:

    Forma o primeiro esqueleto do embrião, que posteriormente é substituído por um esqueleto ósseo, podendo ser observado entre a diáfise e a epífise dos ossos longos em crescimento observando-se o disco epifisário, que é responsável pelo crescimento do osso em extensão.

    É a cartilagem mais abundante no corpo humano. Os principais locais onde a cartilagem hialina é encontrada no adulto são na traqueia, brônquios, extremidade ventral das costelas e recobrindo a superfície dos ossos longos. É encontrada no disco epifisário, permitindo o crescimento longitudinal dos ossos.

    Cartilagem Elástica

    Cartilagem elástica
    Figura 14

    Unidade 3

    Descrição Histológica:

    É originada da camada interna do pericôndrio, a camada condrogênica, assim, apresentam abundante rede de fibras elásticas contíguas à camada fibrosa externa do pericôndrio. Na matriz cartilaginosa estão presentes os condroblastos que quando situados em lacunas da matriz óssea passam a ser de condrócitos.

    A cartilagem elástica apresenta-se com coloração opaca, na matriz da cartilagem apresentam uma densa rede de fibras elásticas ramificadas se anastomosantes, elastina, colágeno do tipo II e lamina de interconexão de material elástico.

    Esta cartilagem é adaptada para suportar dobramentos repetitivos de órgãos que necessitam de flexibilidade. E é menos sujeito a processos degenerativos.

    Descrição Anatômica:

    Este tipo de cartilagem é encontrado na orelha, na tuba auditiva, no septo nasal e na epiglote.

    A epiglote é uma saliência amarelada cartilaginosa, que se encontra no início da laringe. Ela se assemelha a uma lâmina que se encontra na parte traseira da língua, que serve para fechar a ligação da faringe com a glote, evitando assim que o sistema respiratório se ligue ao sistema digestivo.

    Durante a deglutição, a laringe se eleva, enquanto a epiglote se abaixa, ocasionando o fechamento da laringe, permitindo assim a passagem do alimento para o esôfago. Durante a respiração a epiglote se eleva permitindo assim um acesso livre para a laringe permitindo a passagem de ar.

    Tecido Ósseo Desgastado

    Corte horizontal do osso desgastado
    Figura 15
    Corte horizontal do osso desgastado
    Figura 16

    Descrição Histológica:

    O tecido ósseo é um tecido especializado de tecido conjuntivo formado por células e material extracelular calcificado, a matriz óssea. As células são os osteócitos, que se situam em lacunas no interior da matriz, estão situados em lacunas entre as lamelas ósseas; os osteoblastos, que sintetizam a parte orgânica da matriz localizam-se na sua periferia; e os osteoclastos, células gigantes móveis e multinucleadas originada da medula óssea que participam dos processos de remodelação do osso.

    Unidade 3

    O tecido ósseo secundário também chamado de lamelar ou maduro possui fibras colágenos dispostas em camadas ou lamelas concêntricas em torno dos sistemas de Havers ou ósteons.

    O tecido ósseo é altamente vascularizado que se distribuem por meio de Sistema de Havers, que são cilindros longos paralelos a diáfise. No centro desse cilindro existem vasos e nervos, circundados por lamelas circunferenciais em número aproximado de quatro por canal. Os canais de Havers comunicam-se entre si, com a cavidade medular e com a superfície externa do osso por meio de canais transversais ou oblíquos, os canais de Volkmann. Os Volhmann não são circundados por lamelas concêntricas, uma característica chave para sua identificação histológica.

    A composição da matriz óssea não permite o corte histológico até que o osso tenha sido descalcificado.

    Descrição Anatômica:

    O tecido ósseo ocorre nos ossos do esqueleto dos vertebrados exercendo função de sustentação e proteção de diversos órgãos.

    O Sistema Esquelético está associado a muitos dos movimentos que são executados com o Sistema Muscular Esquelético, formando o Sistema Musculoesquelético.

    Neutrófilo

    Neutrófilos segmentados
    Figura 17

    Descrição Histológica:

    São células polimorfonucleares contendo de dois a cinco lóbulos, quando em estágio adulto apresenta mais de cinco lóbulos caracterizam-se como hipersegmentado em estágio senil, com grânulos citoplasmáticos pequenos, discretos, e fracamente corados. Seu nome vem justamente da característica dos grânulos serem neutro, ou fracamente corados por colorações de rotina.

    Unidade 3

    O citoplasma parece ser homogêneo, em vez de granulado. Seus grãos possuem enzimas e outras substâncias bactericidas ou bacteriostáticas. São a primeira linha de defesa imunológica inata, mas possuem tempo de vida curto, de 24 a 72 horas após a diapedese.

    Na figura 17 podem ser observados dois neutrófilos segmentados com três e cinco segmentos.

    Eosinófilo Pequeno

    Eosinófilo
    Figura 18

    Descrição Histológica:

    São células polimorfonucleares contendo grânulos citoplasmáticos eosinofílicos intensamente corados. O principal conteúdo de seus grãos é a histamina, tendo função vasoativa. Realiza ativamente fagocitose parasitária, digestão antígeno/anticorpo e participam de reações alérgicas.

    Linfócito

    Linfócito
    Figura 19

    Descrição Histológica:

    São originados na medula óssea e amadurecem nos órgãos linfáticos. Possuem núcleo redondo, intensamente basofílico (corado), condensado e com citoplasma escasso. Existem os linfócitos B, os linfócitos T e linfócitos NK. Dependendo do estágio de maturação podem ser classificados em grandes e em pequenos linfócitos.

    Unidade 3

    Monócitos

    Monócitos
    Figura 20

    Descrição Histológica:

    Os monócitos liberados pela medula óssea entram na corrente sanguínea e sofrem diferenciação em macrófagos quando migram da corrente sanguínea para os tecidos.

    Possuem características morfológicas muito variáveis, mas basicamente apresentam citoplasma amplo e basofílico, com núcleo oval ou reniforme pouco corado, por apresentar cromatina menos condensada.

    As células do tecido conjuntivo são originadas no próprio tecido ou em outros órgãos. Os macrófagos derivam de células da medula óssea que originam os monócitos, que são as células em estágio circundante na corrente sanguínea, quando estas atravessam as paredes dos vasos e atingem o tecido conjuntivo passam a ser macrófagos, células com capacidade de multiplicação no tecido residente. Desta forma os monócitos e os macrófagos são as mesmas células em diferentes estágios de maturação.

    Dependendo de seu estado funcional e do tecido que migra, os macrófagos recebem nomenclaturas específicas, por exemplo, no fígado são as células de Kupffer, no Sistema Nervoso Central são as micróglias, na pele as células de Langerhans e no tecido ósseo são os osteoclastos.

    Estas células geralmente estão inativas, mas após estímulos teciduais ou dos linfócitos passam a realizar fagocitose e pinocitose, por isto possuem superfície irregular com protusões que caracterizam grande atividade fagocítica e pinocítica.

    Dependendo do tipo de invasor ou toxina os macrófagos podem se fundir e formar células gigantes, com citoplasma amplo, vacuolizado com núcleo posicionado excentricamente. Esse fenômeno ocorre em doenças infecciosas como a hanseníase e a tuberculose.A fagocitose pode envolver restos celulares, matriz extracelular defeituosa, células neoplásicas e bactérias. Os macrófagos são as principais células apresentadoras de antígenos e participam do processo imunológico contra protozoários, fungos e vermes.

    Os macrófagos também estão relacionados com a gestação, pois após o parto o útero que havia aumentado de tamanho sofre uma involução no tamanho, esta alteração é decorrente da atividade fagocítica dos macrófagos.

    Revisando

    Nesta unidade de estudo vimos que os tecidos conjuntivos fornecem uma estrutura de surporte e ligação entre células e órgãos, além de desempenhar função de nutrição de outros tecidos, sustentação, substâncias depositadas entre outros órgãos e defesa corporal pela a fagocitose e produção de anticorpos.

    Os tecidos conjuntivos são formados por células e pela matriz extracelular. Diferente dos outros tecidos o seu principal componente é a matriz e não as células, podem ser classificados em três principais grupos, tecidos embrionários, tecidos conjuntivos adultos, tecidos conjuntivos de propriedades especiais.

    Tecido adiposo é um tipo de tecido conjuntivo propriamente dito, constituído por células chamadas de adipócitos, possuem a capacidade de armazenar lipídios. Os depósitos de triglicerídeos do tecido adiposo são a principal forma de energia do organismo, apesar de não serem depósitos estáveis, mas sofrem uma renovação continua.

    O tecido adiposo pode ser encontrando abaixo da pele, sendo responsável pelos diferentes contornos do homem e da mulher, dando uma modelagem a superfície e contribuindo para o isolamento térmico do organismo. Atua em nosso corpo como uma reserva de energia, isolante térmico e também como proteção. Este tecido se localiza, principalmente, na região subcutânea. Também podemos encontrar o tecido adiposo envolvendo alguns órgãos como, o coração e os rins.

    Os macrófagos também estão relacionados com a gestação, pois após o parto o útero que havia aumentado de tamanho sofre uma involução no tamanho, esta alteração é decorrente da atividade fagocítica dos macrófagos.

    O tecido conjuntivo frouxo suporta pequenos atritos e pressão, mas não suporta bem tração. Suas células mais numerosas são os fibroblastos e os macrófagos, possui fibras colágenas e elásticas. Possui consistência delicada, flexível, muito vascularizada. Pode ser encontrado nas laminas próprias das mucosas.

    Quanto a sua descrição anatômica o tecido conjuntivo frouxo preenche espaços não ocupados por outros tecidos, fazendo parte da estrutura de muitos órgãos, dá suporte a glândulas, envolve nervos, músculos e vasos sanguíneos linfáticos.

    O Tecido conjuntivo propriamente dito possui quatro tipos, dentre eles o denso que pode ser dividido em denso não modelado e denso modelado.

    O Tecido conjuntivo denso não modelado ocorre nos tendões, que ligam os músculos aos ossos, e nos ligamentos, que ligam os ossos entre si. O Tendão é a parte esbranquiçada, rija e não contrátil dos músculos estriados.

    A cartilagem hialina é mais comum no corpo, origina-se na camada condrogênica, a camada interna do pericôndrio. É avascular, não possuem drenagem linfática e não são inervadas. Ela possui funções de acordo com sua localização anatômica, como a de absorção de forças, suporte, sustentação, inserção, revestimento e deslizamento de superfícies.

    É a cartilagem mais abundante no corpo humano. Os principais locais onde a cartilagem hialina é encontrada no adulto são na traqueia, brônquios, extremidade ventral das costelas e recobrindo a superfície dos ossos longos. É encontrada no disco epifisário, permitindo o crescimento longitudinal dos ossos.

    A cartilagem elástica é originada da camada interna do pericôndrio, a camada condrogênica, assim, apresentam abundante rede de fibras elásticas contíguas à camada fibrosa externa do pericôndrio. Este tipo de cartilagem é encontrado na orelha, na tuba auditiva, no septo nasal e na epiglote.

    O tecido ósseo é um tecido especializado de tecido conjuntivo formado por células e material extracelular calcificado, a matriz óssea. O tecido ósseo secundário também chamado de lamelar ou maduro possui fibras colágenos dispostas em camadas ou lamelas concêntricas em torno dos sistemas de Havers ou ósteons. O tecido ósseo é altamente vascularizado que se distribuem por meio de Sistema de Havers, que são cilindros longos paralelos a diáfise.

    No centro desse cilindro existem vasos e nervos, circundados por lamelas. O tecido ósseo ocorre nos ossos do esqueleto dos vertebrados exercendo função de sustentação e proteção de diversos órgãos.

    Os neutrófilos são células polimorfonucleares contendo de dois a cinco lóbulos, quando em estágio adulto, quando apresenta mais de cinco lóbulos caracterizam-se como hipersegmentado em estágio senil, com grânulos citoplasmáticos pequenos, discretos, e fracamente corados.

    O eosinófilo pequeno são células polimorfonucleares contendo grânulos citoplasmáticos eosinofílicos intensamente corados. A descrição histológica o linfócito são originados na medula óssea e amadurecem nos órgãos linfáticos. Possuem núcleo redondo, intensamente basofílico (corado), condensado e com citoplasma escasso.

    Os monócitos liberados pela medula óssea entram na corrente sanguínea e sofrem diferenciação em macrófagos quando migram da corrente sanguínea para os tecidos.

    Autoavaliação

    1.Quais são os tipos de tecidos conjuntivos e diferencie-os.

    2.Quais células do tecido conjuntivo realizam fagocitose.

    3.Quais os componentes da matriz extracelular do tecido conjuntivo?

    4.Cite os tipos de adipócitos e explique as funções contextualizando histologia, anatomia e bioquímica.

    5.Quais as principais células encontradas no tecido conjuntivo frouxo e suas funções?

    6.Diferencie anatomicamente e histologicamente o tecido denso não modelado e denso modelado.

    7.Qual a localização e função do pericôndrio?

    8.Qual a localização e função da camada condrogênica?

    9.Quais as características anatômicas e histológicas da cartilagem hialina?

    10.Em um desenho simples de um osso represente a localização da epífise, diáfise e disco epifisário.

    11.Cite duas células características da cartilagem e do osso.

    12.Qual a função da epiglote na deglutição?

    13.Qual sistema é composto por osso e músculo?

    14.Descreva um nuetrófilo?

    15.Explique diapedese e um eosinófilo.

    16.Descreva um monócito e um linfócito.

    17.Em quais órgãos são produzidos e maturados as células sanguíneas?

    Sistema Muscular

    4

    Conhecimentos

  • Compreender os constituintes do Tecido Muscular relacionados a localização dos músculos, sua origem e inserção bem como diferenciar as suas principais células.
  • Habilidades

  • Aplicar o conhecimento teórico-prático para diferenciar os grupos musculares;
  • Aplicar o conhecimento teórico-prático para diferenciar os tipos celulares;
  • Contextualizar os mecanismos celulares com a anatomia e fisiologia.
  • Atitudes

  • Atuar com senso crítico, investigativo e de autonomia pessoal e intelectual necessário para empreender a contínua qualificação de sua práxis profissional, relacionado ao tecido muscular.
  • Unidade 4

    Músculo Esquelético

    Músculo Esquelético. Corte transversal
    Figura 21
    Músculo Esquelético. Corte longitudinal
    Figura 22

    Descrição Histológica:

    A denominação do Tecido Muscular Estriado Esquelético se deve a presença de estriações vistas ao microscópio e a sua localização anatômica. Em cortes transversais podem ser visualizadas estriações intercaladas de linhas claras e escuras repetidamente ao longo de toda a fibra. As estriações são identificadas como granulações ou barras paralelas vítreas anisotrópicas e isotrópicas. Células deste tecido formam os músculos associados ao esqueleto ósseo, com o qual, juntamente com os tendões, ligamentos, e articulações forma o sistema musculoesquelético.

    Visualizadas em corte transversal as fibras estriadas esqueléticas têm formato cilíndrico ou levemente poligonal, são multinucleadas, com núcleos periféricos achatados contra o sarcolema.

    As fibras musculares esqueléticas são organizadas por três membranas de tecido conjuntivo propriamente dito que envolvem e penetram o músculo fornecendo sustentação e distribuindo de forma uniforme a força da contração, além de levar inervação, vasos sanguíneos e linfáticos.

    As três membranas de tecido conjuntivo são o epimísio, o perimísio e o endomísio esta sequência é respectivamente a localização da porção mais externa para a interna do músculo. O primeiro é um tecido conjuntivo denso que envolve totalmente a área externa da peça muscular anatômica, a segunda são septos que partem do epimísio e se tornam mais frouxos para dividirem a peça em feixes de fibras e o terceiro é a membrana conjuntiva mais interna na organização muscular sendo responsável por envolver diretamente e individualmente cada fibra e por ser predominantemente formada por fibras reticulares o entorno de cada fibra aparece uma área vazia, pois esta fibra conjuntiva não se cora com os métodos de rotina.

    A disposição das camadas de tecido conjuntivo é mais facilmente caracterizada em cortes com orientação transversal. Os envoltórios fibrosos se unem com as estruturas sobre as quais os músculos tracionam comumente tendões, aponeuroses ou periósteo.

    Unidade 4

    Descrição Anatômica:

    O tecido muscular esquelético constitui a maior parte da musculatura do Sistema Muscular do corpo dos vertebrados. Essa musculatura recobre totalmente o esqueleto e está presa aos ossos, daí ser chamada de esquelética. São músculos esqueléticos o bíceps, peitoral maior, quadríceps femoral entre outros.

    Músculo Liso

    Músculo Liso.
    Figura 23
    Músculo Liso. Corte transversal
    Figura 24
    Músculo Liso
    Figura 25

    Descrição Histológica:

    A denominação do tecido muscular liso se deve a ausência de estriações devido às proteínas contráteis não serem organizadas em sarcômeros, mas sim em corpos densos. As células são longas e, por isso, chamadas de fibras, possuem formato fusiforme, núcleo oval, único, central e volumoso.

    As fibras são distribuídas de forma intercalada e são encontradas nas paredes de vasos sanguíneos, órgãos ocos do sistema digestório, esfíncteres, vias respiratórias e músculo eretor do pelo.

    Unidade 4

    As fibras musculares lisas são envolvidas por quantidades diferentes de tecido conjuntivo frouxo que possuem fibras reticulares que promovem sua sustentação.

    Descrição Anatômica:

    O músculo liso se encontra nas paredes de órgãos ocos, tais como os vasos sanguíneos, na bexiga, glândulas, no útero e no trato gastrointestinal.

    Os vasos sanguíneos são artérias, arteríolas, vênulas, veias e capilares. São órgãos com função que transporta sangue do coração em direção aos tecidos do corpo e de volta ao coração.

    O útero é um dos órgãos do aparelho reprodutor feminino. O útero está localizado no interior da pelve imediatamente dorsal, trompa, à bexiga urinária e ventral ao reto. Quando não está em estado de gravidez, seu tamanho em humanos é de alguns centímetros de diâmetro. Sua musculatura lisa é o miométrio.

    O Músculo Liso Multiunitário é encontrado no músculo da íris e no músculo piloeretores que causam a ereção dos pelos quando estimulados pelo sistema nervoso simpático.

    Músculo Cardíaco

    Descrição Histológica:

    A denominação do tecido muscular estriado cardíaco se deve a presença de estriações vistas ao microscópio e a sua localização anatômica. Em cortes transversais podem ser visualizadas estriações intercaladas de linhas claras e escuras repetidamente ao longo de toda a fibra, como na fibra esquelética. Células deste tecido formam o músculo do coração, o miocárdio e estão presentes nas paredes de grandes veias associados a este órgão, a veia cava e a veia pulmonar.

    Músculo Cardíaco. Corte Transversal.
    Figura 26
    Músculo Cardíaco. Corte Longitudinal.
    Figura 27

    As fibras são ramificadas e muito juntas umas das outras dificultando a distinção do limite entre as células, mas percebe-se um formato irregular. Os núcleos são ovais e únicos localizados na região central do sarcoplasma da célula.

    No contato entre as extremidades das fibras do tecido muscular estriado cardíaco, existem estruturas denominadas discos intercalares, que são vistas ao microscópio como estriações não retilíneas mais espessas que as estriações transversais das proteínas contráteis dos sarcômeros. Os discos intercalares possuem junções celulares do tipo comunicantes que permitem a condução iônica entre as fibras, zônula de adesão e desmossomos responsáveis pela união entre as células cardíacas.

    Entre as fibras existem tecido conjuntivo frouxo rico em capilares sanguíneos.

    Revisando

    Nesta unidade de ensino Sistema Muscular vimos que a denominação do Tecido Muscular Estriado Esquelético se deve a presença de estriações vistas ao microscópio e a sua localização anatômica. Em cortes transversais podem ser visualizadas estriações intercaladas de linhas claras e escuras repetidamente ao longo de toda a fibra.

    O tecido muscular esquelético constitui a maior parte da musculatura do Sistema Muscular do corpo dos vertebrados. Essa musculatura recobre totalmente o esqueleto e está presa aos ossos.

    A denominação do tecido muscular liso se deve a ausência de estriações devido às proteínas contráteis não serem organizadas em sarcômeros, mas sim em corpos densos. O músculo liso se encontra nas paredes de órgãos ocos, tais como os vasos sanguíneos, na bexiga, glândulas, no útero e no trato gastrointestinal.

    A denominação do tecido muscular estriado cardíaco se deve a presença de estriações vistas ao microscópio e a sua localização anatômica que se encontra no coração e em vasos sanguíneos próximos ao coração.

    Os vasos sanguíneos são artérias, arteríolas, vênulas, veias e capilares. São órgãos com função de transportar sangue do coração em direção aos tecidos do corpo e de volta ao coração.

    Autoavaliação

    1. O tecido conjuntivo compartimentaliza o músculo esquelético. Desta forma, defina epimísio, endomísio e perimísio.

    2. Cite características histológicas dos três tipos de tecidos musculares.

    3. Quais são os tipos, classificação e localização do tecido muscular.

    4. Defina sarcômeros.

    5. Em um desenho simples represente as linhas e bandas dos sarcômeros.

    6. Diferencie citoplasma de sarcoplasma.

    Trado Digestório e Glândulas anexas

    5

    Conhecimentos

  • Compreender os constituintes do Trato Digestório macroscópicos e microscópicos, bem como relacionar com os tecidos acessórios;
  • Introduzir a etiopatologenia e o diagnóstico das alterações teciduais.
  • Habilidades

  • Reconhecer de forma multiprofissional, interdisciplinar e transdisciplinarmente os conteúdos do Trato Digestório e glândulas anexas.
  • Atitudes

  • Atuar com senso crítico, investigativo e de autonomia pessoal e intelectual necessário para empreender a contínua qualificação de sua práxis profissional, relacionado ao trato digestório;
  • Aprender continuamente sobre a relação das diferentes células com o processo saúde/doença.
  • Unidade 5

    Trado Digestório e Glândulas Anexas

    Durante a quarta semana do desenvolvimento embrionário fica delimitado o intestino primitivo e o tubo digestório primitivo ainda fechado em suas extremidades cefálica e caudal pelas membranas bucofaríngeas e cloacal, respectivamente. O desenvolvimento do tubo digestório se caracteriza pela complexidade em que ocorre o aumento do comprimento de sua parte média ou gastrintestinal.

    Os órgãos do sistema digestório se distribuem em um sistema tubular que formado pelos órgãos da cavidade oral, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso, reto e ânus; por um sistema glandular formado pelas glândulas salivares, fígado e pâncreas vesícula biliar; e pelo órgão de armazenamento e concentração de bile, a vesícula biliar.

    O sistema digestório é um canal muscular oco com 7 a 10 metros de comprimento, composto por uma camada de mucosa interna que circunda o lúmen, submucosa, muscular externa e serosa ou adventícia.

    O revestimento epitelial da cavidade oral, sujeito a intenso desgaste, é um epitélio estratificado pavimentoso. O sistema tubular possui camadas histológicas concêntricas chamadas de mucosa, submucosa, muscular e serosa. O sistema glandular desenvolve-se fora do tubo digestório, mas mantém conexões com a superfície epitelial que lhe deu origem.

    Intestino Grosso - Apêndice

    Apêndice
    Figura 28

    Descrição Histológica:

    O apêndice é um divertículo tubular em fundo cego do ceco. Embora sua estrutura seja semelhante à do intestino grosso, ele contém glândulas intestinais menores e menos numerosas e não à presença de tênias do cólon. É característico do apêndice um lúmen relativamente irregular, pequeno e estreito devido à presença de nódulos linfáticos abundantes em sua parede.

    Unidade 5

    No apêndice é encontrado nítidos folículos linfóides em sua maioria grandes, múltiplos e subsequentes seu tamanho comumente diminui. Agregados destes folículos se formam na lâmina própria, geralmente entendendo-se profundamente para submucosa.

    Como o apêndice fica situado próximo à junção do íleocecal, acaba desfavorecendo-se com a amostragem de antígenos microbianos ou parasitas que sofrem o refluxo a parte da valva íleocecal, mas como nas tonsilas e nas placas de Peyer, uma modificação especifica nas células epiteliais suprajacentes aumente a probabilidade de resposta imunes.

    Fígado

    Corte do fígado
    Figura 29

    Descrição Histológica:

    O fígado é revestido por uma cápsula delgada de tecido conjuntivo denso, a cápsula de Glisson, que se torna mais espessa no hilo. Internamente é dividido em lóbulos formados por tecido conjuntivo.

    Os lóbulos lobos hepáticos, que consistem de uma massa circundada do parênquima hepático, morfologicamente pouco nítidas, denominadas de ácinos hepáticos, que estão dispostos ao redor de seu suprimento sanguíneo, que é essencial para funcionalidade.

    Nos espaços ente os lóbulos hepáticos formam-se uma delicada rede de fibras reticulares que suporta as células parenquimatosas, os hepatócitos e células endoteliais dos capilares sinusóides.

    Os hepatócitos são células epiteliais cúbicas com um núcleo redondo e eucromático e citoplasma eosinófilo, derivadas do endoderma do intestino anterior. Elas descarregam a secreção exócrina da bile em minúsculos canais intercelulares chamados de canalículos biliares. Os hepatócitos são limitados em sua superfície por canalículos biliares, e em outros pontos limitam com largos vasos venosos, os sinusóides hepáticos.

    Revisando

    Nesta unidade de estudo vimos o trato digestório e glândulas anexas, os órgãos do sistema digestório se distribuem em um sistema tubular que formado pelos órgãos da cavidade oral, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso, reto e ânus; por um sistema glandular formado pelas glândulas salivares, fígado e pâncreas vesícula biliar; e pelo órgão de armazenamento e concentração de bile, a vesícula biliar.

    O apêndice é um divertículo tubular em fundo cego do ceco. Embora sua estrutura seja semelhante à do intestino grosso, ele contém glândulas intestinais menores e menos numerosas e não à presença de tênias do cólon. É característico do apêndice um lúmen relativamente irregular, pequeno e estreito devido à presença de nódulos linfáticos abundantes em sua parede.

    O fígado é revestido por uma cápsula delgada de tecido conjuntivo denso, a cápsula de Glisson, que se torna mais espessa no hilo.Internamente é dividido em lóbulos formados por tecido conjuntivo.

    Autoavaliação

    1. Liste as camadas histológicas do trato digestório.

    2. Qual a função dos nódulos linfáticos?

    3. Quais os acidentes anatômicos do intestino?

    4. Relacione placas de peyer com antígenos microbianos e parasitas.

    5. A partir do conhecimento adquirido ao logo da leitura da unidade de estudo relacione a anatomia com a histologia do fígado.

    Sistema Respiratório

    6

    Conhecimentos

  • Compreender os constituintes do sistema respiratório, bem como identificar estruturas microscópicas das porções condutoras e respiratórias. Auxiliar o estudante nos conceitos fundamentais sobre a citologia, histologia e anatomia do pulmão.
  • Habilidades

  • Correlacionar as características morfológicas relacionadas a anatomia e histologia do pulmão. Reconhecer a localização anatômica e histológica das porções condutoras e respiratórias. Demonstrar competências e habilidades para interpretar e analisar, de maneira crítica, dados e informações, aplicar os conhecimentos técnicos na identificação anatômica e histológica relacionado ao sistema respiratório e solucionar problemas relativos às suas áreas de atuação.
  • Atitudes

  • Reconhecer que o ser humano é um conjunto articulado entre fisiologia, anatomia e citologia. Analisar, descrever, identificar, caracterizar, relacionar e classificar os diversos tecidos e sua fisiologia respiratória.
  • Unidade 6

    Sistema Respiratório

    O sistema respiratório tem origem embrionária do intestino primitivo; seu primeiro esboço é o sulco laringotraqueal que se forma na endoderme da face ventral da faringe. À medida que se desenvolve surge o tubo laringotraqueal que originará a laringe, a traqueia, os brônquios e os pulmões.

    O tecido conjuntivo, a cartilagem, os vasos, e o músculo liso se desenvolverão a partir do mesênquima esplânico que envolve a porção ventral do intestino anterior.

    Histologicamente, grande parte do sistema respiratório apresenta o típico epitélio respiratório cilíndrico pseudoestratificado com células ciliadas, caliciformes, basais e em escova.

    Anatômica e fisiologicamente, o sistema respiratório é composto pelos pulmões e por uma série de órgãos tubulares, as vias respiratórias, cujas estruturas são as cavidades nasais, a faringe, a traqueia, os brônquios principais, brônquios, bronquíolos, ductos alveolares, sacos alveolares e os alvéolos, que enfim, realizam as trocas gasosas fornecendo o oxigênio (O2) requerido por células oxigênio para o metabolismo oxidativo, e descarta o subproduto metabólico da atividade celular, o dióxido de carbono (CO2).

    O sistema respiratório não é apenas responsável pela troca de gases, mas também pela vocalização por que quando o ar é exalado causa uma variação de tensão nas cordas vocais e desta forma proporciona a fala, o canto e o riso.

    Pulmão

    Corte do pulmão
    Figura 29

    Descrição Histológica:

    Os pulmões desenvolvem-se a parte da endoderme do intestino primitivo. Cada pulmão é invaginado por sua própria cavidade pleural, que é revestido pelo mesotélio simples pavimentoso da serosa, que com a camada subserosa de tecido conjuntivo fibroelástico denso, constituem em uma camada de revestimento (pleura).

    Unidade 6

    A árvore bronquial é ramificação da traqueia que origina dois brônquios primários são revestidos por um epitélio simples, sem a presença de glândulas, que entram nos pulmões através do hilo, dirigindo-se para baixo e para fora, para dar origem a três brônquios no pulmão direito e dois no esquerdo, que se dividem respectivamente para originar brônquios cada vez menores para formar os bronquíolos que originam os ductos alveolares, sacos alveolares e alvéolos. Entra pelo hilo artéria e saindo vasos linfáticos e veias, sendo revestindo as estruturas por um tecido conjuntivo denso.

    Os brônquios são tubos cartilaginosos considerados as entradas dos pulmões, cuja função é levar ar aos pulmões. Os bronquíolos maiores têm um epitélio cilíndrico ciliado, enquanto bronquíolos menores têm um epitélio simples cúbico sem cílios.

    As células secretoras estão presentes no epitélio de revestimento, mais concentrada nos bronquíolos menores.

    Os ductos alveolares são longos corredores ladeados por muitas salas. Representados por um pequeno grupo isolado de epitélio cúbico não-ciliado, associados a uma pouca quantidade de tecido conjuntivo frouxo e células musculares lisas.

    Os alvéolos é a unidade estrutural e funcional básica das trocas gasosas. As partições entre os alvéolos são denominadas de septos interalveolares sustentados por fibras elásticas e uma rede de fibras reticulares, assim como por membranas basais, supridos com abundância pelos capilares, porém não apresenta vasos linfáticos.

    Revisando

    Nesta unidade de ensino aprendemos sobre o sistema respiratório que tem origem embrionária do intestino primitivo; seu primeiro esboço é o sulco laringotraqueal que se forma na endoderme da face ventral da faringe. À medida que se desenvolve surge o tubo laringotraqueal que originará a laringe, a traqueia, os brônquios e os pulmões.

    Os pulmões desenvolvem-se a parte da endoderme do intestino primitivo. Cada pulmão é invaginado por sua própria cavidade pleural, que é revestido pelo mesotélio simples pavimentoso da serosa, que com a camada subserosa de tecido conjuntivo fibroelástico denso, constituem em uma camada de revestimento.

    Anatômica e fisiologicamente, o sistema respiratório é composto pelos pulmões e por uma série de órgãos tubulares, as vias respiratórias, cujas estruturas são as cavidades nasais, a faringe, a traqueia, os brônquios principais, brônquios, bronquíolos, ductos alveolares, sacos alveolares e os alvéolos, que enfim, realizam as trocas gasosas fornecendo o oxigênio (O2) requerido por células oxigênio para o metabolismo oxidativo, e descarta o subproduto metabólico da atividade celular, o dióxido de carbono (CO2).

    Autoavaliação

    1. Descreva a embriologia do sistema respiratório.

    2. Descreva o epitélio respiratório.

    3. No sistema respiratório ocorre a condução e respiração de gases. Cite a sequência dos órgãos onde estes processos ocorrem.

    Bibliografia

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    Cartilagens Articulares: É uma estrutura resistente e elástica que recobre a superfície dos ossos que compõe uma articulação. Dependendo da articulação sua espessura varia de 0,9 mm a 5,0 mm e ela é tanto mais espessa quanto maior for a solicitação articular.

    Secreção Exócrina:secretam substâncias para fora do corpo ou para dentro de uma cavidade corporal. Ex: glândula mamária, glândulas salivares, sudoríparas.
    Secreção Endócrinas: substâncias por elas elaboradas passam diretamente para o sangue Ex: Supra-renais, São conhecidas pelo nome de "glândulas endócrinas" ou de secreção interna, porque as hipófise, ovário, testículo.

    Microvilosidades: São projeções da membrana plasmática freqüentemente digitiformes, ou seja, em forma de dedo de luva. São especializações do tipo estável ou permanente na superfície das células. Morfologias bulbares e clavadas (em forma de clava) são mais incomuns e de ocorrência restrita entre as espécies, ou associadas a um determinado momento funcional da célula.

    Célula caliciforme ou célula em "gobelet" ("cálice", em francês) é uma célula colunar encontrada nos epitélios das mucosas dos tratos respiratório e digestivo. São células glandulares polarizadas (apenas secretam numa porção da membrana celular) do tipo mucoso. Elas secretam mucina, que se dissolve na água formando muco. Elas usam tanto os mecanismos apócrino e merócrino para a secreção da mucina.

    Anucleadas: As células anucleadas ao possuem núcleo e, portanto são incapazes de se dividirem para produção de descendência celular.

    Desmossomos: Uma das mais importantes junções celulares é o desmossomo (do grego desmos, ligação, e somatos, corpo). Um desmossomo pode ser comparado a um botão de pressão constituído por duas metades que se encaixam, estando uma metade localizada na membrana de uma das células e a outra na célula vizinha.

    Mesênquima: é um tecido embrionário derivado da mesoderme. Durante suas fases de transformação, o mesoderma origina uma espécie de tecido conjuntivo primitivo chamado mesênquima. A partir do mesênquima, passam a se formar todos os tecidos conjuntivos (conectivo, adiposo, cartilaginoso, ósseo e hematopoiético), bem como os tecidos musculares. No tecido cartilaginoso, as células que se formam tem citoplasma basófilo e são denominados condroblastos. Elas são células consideradas indiferenciadas, tais como as células tronco e as células espinhais.

    O citoplasma é o espaço intracelular entre a membrana plasmática e o envoltório em seres eucariontes, enquanto nos procariontes corresponde a mesma totalidade da área intra-celular correspondendo a 87,5%. O citoplasma é preenchido por uma matéria coloidal e semi-flúida denominada citosol, e neste fluido estão suspensos os organelos celulares. Nos eucariontes, em oposição ao protoplasma, o citoplasma não inclui o núcleo celular, cujo interior é formado por nucleoplasma. No geral, o citoplasma e tudo o que comprender a célula menos o núcleo e membrana plasmática. O citosol é gelatinoso e recobre a célula dando proteção a ela.Suas Organelas São molhadas por Ele ,Mesmo Não Fazendo Parte Do Núcleo.

    Matriz Interstinal: substância intercelular do tecido, p. por exemplo., matriz óssea e da cartilagem.

    As arteríolas são vasos sanguíneos de dimensão pequena que resultam de ramificações das artérias. Através das arteríolas o sangue é libertado para os capilares.

    Uma vênula ou vênula é um pequeno vaso sanguíneo que faz o sangue pobre em oxigênio retornar dos capilares para as veias. Participam nos intercâmbios entre os tecidos e o sangue e nos processos inflamatórios, e podem influenciar o fluxo de sangue nas arteríolas através da produção e secreção de substâncias vasoativas difusíveis.

    Glândulas Sudoríparas: as glândulas sudoríparas dos mamíferos são glândulas que produzem o suor, função importante para regular a temperatura do corpo e eliminar substâncias tóxicas. São glândulas tubulares enroladas derivadas das camadas exteriores da pele mas se estendendo até a camada interna. Elas estão distribuídas por quase toda superfície do corpo em humanos e várias outras espécies, mas não são encontradas em algumas espécies marinhas e que vestem pele, nem estão presentes em todos os vertebrados terrestres e não abrem na base dos folículos pilosos dos mamíferos.

    O aparelho Urogenital é formado por órgãos responsáveis pela excreção e reprodução do ser humano. Esse aparelho abrange os órgãos formadores e eliminadores da urina e os órgãos genitais.

    O fibroblasto é a célula constituinte do tecido conjuntivo e sua função é formar a substância fundamental amorfa. Tem um citoplasma ramificado e rodeado de um núcleo elíptico contendo 1-2 nucléolos. Os fibroblastos ativos podem ser reconhecidos pela abundante ocorrência de retículo endoplasmático. Amadurece, transformando-se em um fibrócito. É responsável pela biossíntese de colágeno do tipo 1. Produz substância intercelular e origina células de outros tecidos conjuntivos, são responsáveis pela regeneração.

    Melanócitos são células produtoras de melanina localizadas na camada inferior (stratum basale) da epiderme, na camada média do olho humano ( uvea), no ouvido interno, nas meninges, nos ossos, e no coração. É o principal pigmento responsável pela cor da pele.

    Mitose (do grego mitos, fio, filamento) é o processo pelo qual as células eucarióticas dividem seus cromossomos entre duas células menores do corpo.

    Piramidais: são assim chamadas devido ao formato triangular do corpo celular. Podem ser pequenas, médias, grandes e gigantes (estas, as células piramidais de Betz do córtex motor). As células piramidais têm dois tipos de dendritos, o apical (um só por célula) e basais (vários por célula). O apical prolonga o ápice da pirâmide e ramifica-se nas camadas superiores. Os basais são mais curtos e ramificam-se nas proximidades do corpo celular. O axônio (sempre só um por neurônio) tem origem na região basal da célula e direção descendente, ganhando a substância branca como fibra eferente do córtex. As células piramidais podem ser encontradas em todas as camadas, mas predominam nas camadas III e V ou piramidais externa e interna, consideradas as principais camadas efetoras do córtex.

    A célula mioepitelial é encontrada próximo à porção secretora e ao ducto intercalar, ocupando o espaço entre a membrana basal e a porção basal da membrana plasmática das células epiteliais secretoras. Em geral, há uma célula mioepitelial por porção secretora, embora não seja raro encontrar duas ou três dessas células. Somente seus núcleos são visíveis nos cortes processados corados com hematoxilina/eosina.

    Lúmen celular é a parte viva da célula, delimitada pela parede celular. Nas células vivas, este espaço interno é ocupado pelo protoplasma, que consiste na: membrana plasmática, citoplasma e núcleo. Nas células mortas, o lúmen não apresenta mais o protoplasma.

    Glândulas apócrinas são compostas de uma parte secrecional espiralada localizada na junção da derme e da gordura subcutânea, a partir da qual uma parte reta insere e secreta na parte infundibular do folículo capilar . Elas podem ser encontradas em regiões como as axilas e a aréola da mama.
    O mecanismo de secreção desse tipo de glândula apresenta uma pequena perda de citoplasma .

    Fagocitose: é o englobamento e digestão de partículas sólidas e micro-organismos por fagócitos ou células ameboides. Consiste também em processo de alimentação de muitos protozoários unicelulares - onde a partícula englobada pela célula, através da expansão da membrana plasmática, é envolvida num vacúolo digestivo, a partir do qual a matéria digerida passa depois para o citoplasma. No seres humanos a fagocitose esta ligada diretamente ao processo imunológico.

    As glicoproteínas são proteínas que contêm cadeias de oligossacarídeos (glicanos) covalentemente ligados a cadeias laterais de polipeptídeos.

    Proteoglicaneos: são proteínas intracelulares ligadas à glicosaminoglicanos (estruturas que possuem um dos açúcares aminados e normalmente sulfatados). Os glicosaminoglicanos possuem alta quantidade de carga negativa e por isso acabam atraindo uma nuvem de cátions, onde o mais atraído é o sódio que traz com ele moléculas de água.

    Células Epiteliais: é um dos principais grupos de tecidos celulares, sendo sua principal função a de revestimento da superfície externa e de diversas cavidades internas do organismo. As células epiteliais estão intimamente ligadas entre si (justapostas) e formam algumas glândulas.

    Os lipídios, também chamados de gorduras, são biomoléculas orgânicas compostas, principalmente, por moléculas de hidrogênio, oxigênio, carbono. Fazem parte ainda da composição dos lipídios outros elementos como, por exemplo, o fósforo.

    Os triglicerídeos, também chamados de triglicérides ou triglicéridos, são as principais gorduras do nosso organismo e compõem a maior parte das gorduras de origem vegetal e animal.

    Organelas: são compartimentos delimitados por membrana que têm papeis específicos a desempenhar na função global de uma célula. As organelas trabalham de maneira integrada, cada uma assumindo uma ou mais funções celulares.

    Membrana Plásmatica: é a estrutura que delimita todas as células vivas, tanto as procarióticas como as eucarióticas. Ela estabelece a fronteira entre o meio intracelular, o citoplasma, e o ambiente extracelular, que pode ser a matriz dos diversos tecidos.

    Carotenos: são pigmentos orgânicos pertencentes ao grupo dos carotenoides responsáveis pelas cores amarela, vermelha, verde e alaranjada de vegetais, algas, fungos, da gema do ovo e da manteiga.

    Unilocular: A denominação unilocular deve-se ao fato de que, neste tecido, cada adipócito encontra-se repleto de uma única e grande gotícula lipídica de gordura neutra.

    Tração: é a força aplicada sobre um corpo numa direção perpendicular à sua superfície de corte e num sentido tal que, possivelmente, provoque a sua ruptura

    Macrófagos: células de grandes dimensões do tecido conjuntivo, ricos em lisossomas, que fagocitam elementos estranhos ao corpo. Os macrófagos derivam dos monócitos do sangue e de células conjuntivas ou endoteliais. Intervêm na defesa do organismo contra infecções.

    Diáfise : é a parte do osso que tem crescimento primário, ou seja, cresce longitudinalmente, alongando-se. É a parte mais longa, compreendida entre as extremidades, ou epífises.

    Epífise: é a parte de um osso longo que se desenvolve por um centro de ossificação diferente do corpo do osso, ou diáfise, e que dele é separado por uma camada de cartilagem.

    Discos Epifisários: são estruturas anatômicas localizadas entre os corpus das vértebras e unidos a elas por ligamentos.

    Pericôndrio: é uma camada de tecido conjuntivo do tipo denso não-modelado que envolve as cartilagens, exceto das cartilagens articulares das articulações sinoviais.

    Condrogênica: formação de tecido cartilaginoso

    Condroblastos: são as células que formam a matriz da cartilagem. A palavra deriva do grego chondros (cartilagem) e blastos (célula jovem). Os condroblastos estão presentes no tecido conjuntivo que circunda e nutre a cartilagem, que se chama pericôndrio. Á medida que sintetizam a matriz vão sendo envolvidos por ela e diminuindo sua atividade, sofrendo uma redução de volume, quando então passam a ser chamados condrócitos (condros = cartilagem, e citos = células). Os condroblastos são formados por células estaminais mesenquimais (células tronco)

    Condrócitos: condrócitos são células presentes no tecido cartilaginoso. Este é composto por uma matriz extra-celular e por células denominadas condrócitos e condroblastos. Os condroblastos são as células precursoras dos condrócitos.

    Anastomosantes: que se anastomosa, que se une por anastomose.

    Osteoblastos: são as células provenientes das células osteoprogenitoras, são responsáveis pela síntese dos componentes orgânicos da matriz óssea, colágeno, proteoglicanos, glicoproteínas. Os Osteoblastos localizam-se na superfície do osso, formando lâminas de células cuboides a colunares.

    Os polimorfonucleares compreendem os granulócitos: neutrófilos, eosinófilos e basófilos. A medula produz em média 20 a 30 x 109 polimorfonucleares por dia. O que permite a diferenciação entre os polimorfonucleares são as granulações secundárias formadas a partir do estágio de mielócito. Sem elas, os granulócitos apresentam o mesmo padrão morfológico

    Lóbulo: é uma parte menor de um lobo . Lóbulo hepático. Divisão profunda e geralmente arredondada dos órgãos florais ou foliáceos. Lóbulo da orelha, extremidade arredondada e mole do pavilhão da orelha, onde são colocados os brincos.

    Diapedese: é a passagem dos leucócitos do sangue para o tecido conjuntivo. Faz-se atravessando os vasos capilares. Este processo ocorre geralmente quando uma parte do organismo fica lesionada, pelo que o processo de inflamação é necessário.
    Resumidamente, a diapedese é a saída dos glóbulos brancos dos vasos sanguíneos.

    Os polimorfonucleares compreendem os granulócitos: neutrófilos, eosinófilos e basófilos. A medula produz em média 20 a 30 x 109 polimorfonucleares por dia. O que permite a diferenciação entre os polimorfonucleares são as granulações secundárias formadas a partir do estágio de mielócito. Sem elas, os granulócitos apresentam o mesmo padrão morfológico.

    Protusões: movimento ou deslocamento, geralmente de um órgão, pra frente.

    Sarcômeros: é um dos componentes básicos do músculo estriado que permite a contração muscular. Cada sarcómero é constituído por um complexo de proteínas, entre as quais actina e miosina, alinhados em série para formar uma estrutura cilíndrica designada miofibrila, no interior das células musculares.

    Os músculos piloeretores são aqueles responsáveis pela ereção dos pelos. Estão localizados na base dos fios de cabelo e pelos do corpo de uma maneira geral.

    Sarcoplasma: é o nome que se dá ao citoplasma das células musculares. Neste há grande quantidade de glicossoma (grânulos de glicogênio) e quantidades significativas de mioglobina, uma proteína de ligação com oxigênio.

    Desmossomos: é o nome que se dá ao citoplasma das células musculares. Neste há grande quantidade de glicossoma (grânulos de glicogênio) e quantidades significativas de mioglobina, uma proteína de ligação com oxigênio.

    Bucofaríngeas: é a região onde as massas em crescimento da ectoderme e da endoderme entram em contacto direto entre si, o que constitui uma membrana fina que forma um septo entre a boca e a faringe primitivas.

    Cloacal: Membrana que dará origem ao ânus.

    Serosa: é uma membrana úmida formada por uma delgada camada de células epiteliais, apoiada sobre um fino tecido conjuntivo, responsável por revestir as cavidades do corpo. A camada que forra a parede da cavidade é conhecida como parietal, enquanto que a camada responsável por revestir a superfície externa dos órgãos, é conhecida como visceral.

    Adventícia: Membrana ou camada externa da parede arterial.

    Ceco: é a primeira parte do intestino grosso, que recebe o conteúdo do intestino delgado, e onde se localiza um prolongamento em forma de tubo, o apêndice vermiforme. O ceco não é o cólon, que é a parte seguinte. Na sua porção anterior está ligado pela flexura ileocecocólica, e na porção posterior à flexura cecocólica.

    Tênias: é o nome comum dado aos vermes platelmintos das ordens Pseudophilidae e Ciclophylidae, que pertencem à classe Cestoda, que inclui vermes parasitas de diversos animais vertebrados, inclusive do homem.

    Nódulos Linfáticos: pequenas estruturas chamadas de nódulos linfáticos que transportam o fluido linfático (linfa) dos tecidos de volta para o sistema circulatório.

    Ileocecal: é uma estrutura anatômica situada na transição entre a porção final do intestino delgado, chamada de Íleo, e a parte inicial do intestino grosso, chamada de ceco. Tem função de evitar o refluxo do conteúdo do intestino grosso para o intestino delgado. A Válvula ou esfíncter ileocecal não é considerada um esfíncter verdadeiro, pois se trata de um pseudo esfíncter e é composto por 2 pregas de tecido.

    Antígenos Microbianos ou Parasitas: é toda substância que ao entrar em um organismo é capaz de iniciar uma resposta imune, ativando seus linfócitos que por sua vez se multiplicam e mandam sinais (citocinas) que ativam outras respostas imunes adequadas ao invasor. Pode ser a molécula de uma bactéria, vírus, fungos, helminto, toxinas ou mesmo componentes inofensivos como alimentos, pólen ou células de outro organismo que sejam identificados como uma ameaça a ser destruída.

    Tonsilas: são órgãos constituídos por aglomerados de tecido linfóide localizados abaixo do epitélio da boca e da faringe. São distinguíveis a tonsila faríngea, as tonsilas palatinas e as linguais. Ao contrário dos linfonodos, as tonsilas não ficam no trajeto de vasos linfáticos. Produzem linfócitos, muitos dos quais penetram no epitélio e o atravessam, caindo na boca e na faringe.

    Placas de Peyer: são agregados de nódulos linfáticos que constituem um componente principal do tecido linfático associado ao intestino (GALT) e são particularmente grandes no Íleo, onde se encontram principalmente na parte do intestino oposta ao mesentério (borde anti-mesentérico intestinal).

    Capsula de Glisson: É uma cápsula fibrosa (de colágeno) que cobre a superfície externa do fígado.

    Hilo: é uma fissura ou depressão numa víscera, especialmente no baço, pulmão, rim ou ovário, pela qual entram e saem os elementos vasculares, nervosos e linfáticos.

    Ácinos: refere-se a qualquer conjunto de células que se assemelha a muitos lóbulos "bagos", como uma framboesa ou uva (acinus é latim para bagas).

    Canaliculos Biliares: são, portanto, espaços tubulares formados por hepatócitos adjacentes. Não têm paredes próprias: sua parede é formada pela membrana dos hepatócitos. Recebem a bile produzida pelos hepatócitos.

    Sinusóides Hepáticos: Os sinusóides hepáticos são capilares de paredes revestidas por 2 tipos celulares:
    -células endoteliais;
    - células de Kuppfer ( são macrófagos, pertencendo ao sistema mononuclear fagocitário).

    Laringotranqueal: dá origem ao epitélio e glândulas da laringe, traquéia, brônquios e ao epitélio pulmonar . Tecido conjuntivo, cartilagem e músculo liso formam-se do mesoderma esplâncnico.

    Mesênquima Esplânico:

    Pseudoestratificado: é um tipo de epitélio que, embora possua apenas uma camada de células, elas possuem seus núcleos posicionados em maneiras que sugerem um epitélio estratificado. Como isso raramente ocorre em epitélio escamoso ou epitélio cúbico, geralmente é considerado sinônimo com o termo epitélio colunar pseudoestratificado.

    Invaginado: s ão dobras da membrana celular para o interior da célula. Oposto de evaginações.

    Mesotélio: é um epitélio pavimentoso simples que reveste as cavidades do corpo. Os epitélios simples pavimentosos que revestem os capilares sanguíneos e linfáticos são denominados endotélios.

    Bronquíolos: nos seres humanos e nos animais superiores, é a sub-ramificação de menor calibre da árvore brônquica, que penetra nos alvéolos pulmonares, que por sua vez realizam as trocas gasosas. Nos bronquíolos não existem anéis cartilaginosos, nas paredes deles só existem fibras musculares lisas. Os bronquíolos não são formados por anéis cartilaginosos , e sim por tecidos conjuntivos.

    Cílios: é uma organela encontrada em células eucarióticas. Cílios são protuberâncias finas que projetam um corpo celular muito maior.

    Interalveolares: é a parede comum a dois alvéolos recebe o nome de septo interalveolar. O septo interalveolar é revestido em cada face por uma camada de epitélio simples pavimentoso. O estroma septal (interstício) está formado por fibras colágenas tipo III, fibras elásticas e proteoglicanas.

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