Pedagogia da Diversidade
Pedagogia da Diversidade

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Lista de Vídeos de Pedagogia da Diversidade

Unidade de Estudo:Conceito da Diversidade

Unidade de Estudo:Bases Legais do Direito á Educação

Palavra do Professor-Autor

Nesse material você irá encontrar o conceito de diversidade e identificar os problemas que o ambiente escolar encontra para acolher as crianças com necessidades especiais educacionais.

Educação para a Diversidade faz–se necessário, pois a inclusão de pessoas diferenciadas nos processos educativos se dá para além da atenção, ao atendimento às suas necessidades individuais, de forma que implica no desenvolvimento de linguagens, discursos, práticas e contextos relacionais que fazem parte da prática pedagógica para a diversidade educacional.

No decorrer dos estudos você entenderá quais as obrigações do Estado em relação aos Direitos Humanos e aos princípios do Direito à Educação. Terá a oportunidade de conhecer os documentos que norteiam a legalidade da prática inclusiva na escola.

Nesta leitura você terá oportunidade de conhecer a formação do educador para a diversidade e os desafios que eles enfrentam ao se deparar com a diversidade em sala de aula.

Os educadores devem estar aptos para entenderem o contexto da educação para a diversidade dentro da perspectiva legal, bem como na formação do professor, para que possam contribuir com as discussões e reflexões sobre as práticas a respeito da educação inclusiva.

Bons Estudos!

Autor

Osvaldo Neto Sousa Costa, Especialista em Gestão, Supervisão e Orientação Educacional. Graduado em Pedagogia, pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA). Atua como professor efetivo na Escola de Ensino Fundamental Inácia Rodrigues/ Cariré- CE. Possui experiência como professor em Institutos de Educação Superior, atuando em disciplinas dos Cursos de Licenciatura.

Ambientação

O termo diversidade indica diferenças de costumes, de valores, de comportamentos entre os indivíduos da sociedade. Quando falamos de Pedagogia da Diversidade abordamos as diferenças que poderão ser encontradas no ambiente escolar, dentro da sala de aula, como o ensino pode refletir nos indivíduos se o professor não conseguir trabalhar com a diversidade.

A diversidade provoca uma série de visões, de compreensões em torno da realidade na qual a escola e a comunidade estão inseridas. Implica em se preocupar com o espaço em que elas vivem e a maneira como constroem seus significados.

No contexto social da sociedade contemporânea trabalhar em uma perspectiva em prol da diversidade envolve olhares e ponderações em torno da desigualdade social.

O ambiente escolar tem suas especificidades, suas preocupações que a torna diferente das outras. A escola é formada por vários grupos étnicos com culturas diferenciadas, por isso é importante descobrir como será trabalhado no ambiente escolar a diversidade em seu contexto.

Sendo assim, iremos aprofundar a leitura da obra Pedagogia das Diferenças na sala de aula. A leitura da obra é importante para aqueles que atuam no dia a dia da escola. A proposta da obra é mostrar uma pedagogia diferenciada que possa identificar os tratamentos diversificados com um olhar investigativo do docente.

Trocando ideias com os autores

Caro estudante, sugerimos que você realize a leitura dos livros abaixo:


Educação na Diversidade: Experiências e Desafios na Educação Intercultural Bilíngue

Educação como exercício de diversidade

Após a leitura das obras, faça uma resenha e poste na sala virtual para debater com seus colegas.

Educação na Diversidade: Experiências e Desafios na Educação Intercultural Bilíngue. O presente livro (volume 28 da Coleção Educação Para Todos), reúne relatos, análises e descrições de políticas públicas, apresentadas durante o Seminário Internacional, realizado na Cidade do México em 2003. Nele são apresentadas experiências de políticas públicas educacionais dirigidas a povos indígenas em toda a América Latina, especialmente nos países de língua espanhola.

HERNAIZ, Ignácio. (org.) Educação na Diversidade: Experiências e desafios na Educação Intercultural Bilíngue. 2ª ed. Unesco, 2009. (Coleção Educação para todos).

Uma coletânea de artigos originalmente publicados na Revista Brasileira de Educação (Coleção Educação para todos: educação como exercício de diversidade, fruto do trabalho de pesquisadores comprometidos com a luta pela inclusão, como um dos primeiros resultados dos esforços que viemos empreendendo para a articulação interinstitucional. Frente a este fato, somos tomados pelo entusiasmo no caminho que buscávamos e que precisamos seguir: caminho da unidade de propósitos e do consenso progressivo de interesses entre os diversos programas no que eles têm de essencial e que os congrega – a luta pela redução das desigualdades sociais e educacionais e uma sociedade justa para todos.

IRELAND, Timothy Denis, FÁVERO, Osmar. (Orgs.). Educação como exercício de diversidade. 6ªed. Brasília, Ministério da Educação, 2007. (Coleção Educação para todos).

Problematizando

Vivemos hoje o vigoroso desenvolvimento de recursos tecnológicos, em especial aqueles propiciados pela microinformática, os quais representam um panorama de recursos que podem ser utilizados para a escolarização de estudantes com as mais variadas necessidades educacionais e especiais.

As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s) apresentam - se como promissoras para implementação e consolidação de um sistema educacional inclusivo, pelas suas possibilidades inesgotáveis de construção de recursos que facilitam o acesso às informações, aos conteúdos curriculares e aos conhecimentos em geral, por parte de toda a diversidade de pessoas dentre elas as que apresentam necessidades especiais.

Partindo desse pressuposto vamos analisar a seguinte situação: você é professor, trabalha numa sala diversificada, onde existem estudantes com dificuldade de aprendizagem e deve utilizar as tecnologias para facilitar sua aprendizagem, e você não possui habilidade para utilizar tais ferramentas tecnológicas, qual sua atitude para ajudar na aprendizagem de estudantes com necessidades especiais?

Guia de Estudo

Guia de Estudo

Baseado na situação acima narrada faça uma reflexão sobre o assunto respondendo e comentando com seus colegas na sala virtual.

Conceito de Diversidade

1

Conhecimentos

  • Compreender o conceito de Diversidade, e o motivo pelo seu surgimento.
  • Habilidades

  • Identificar as dificuldades que o ambiente escolar encontra para acolher os estudantes com deficiências.
  • Atitudes

  • Agir com ética com o propósito de desenvolver um bom trabalho com as diversidades.
  • Unidade 1

    Conceituando a Diversidade

    O termo “diversidade” designa a qualidade ou condição do que é diferente. Existem diferenças de opiniões, de costumes, de comportamento, de valores, de sexo. Pode ser definida como o conjunto de diferenças e de valores entre os indivíduos da sociedade. De acordo com Sacristán (2002), definição de diversidade está pertinente com as aspirações dos povos e das pessoas ao direito de liberdade para exercer sua autodeterminação.

    Fonte:http://revistaescola.abril.com.br/formacao/diversidade-etnico-racial-ensino-varias-cores-cultura-afro-brasileira-825700.shtml

    Isso está ligado à pretensão de democracia e à necessidade de administrar coletivamente realidades sociais que são diversificadas, além de respeitar as liberdades básicas. A diversidade é vista como uma forma estratégica de adaptar o ensino aos estudantes.

    No âmbito das Políticas Públicas Educacionais, a diversidade surge como um tema relacionado ao direito de formar, de construir o indivíduo social. Portanto, a diversidade surge no sentido de orientar e organizar a prática educativa, de modo que fique dotada de conteúdos para uma visão crítica onde é possível entender a cultura, a sociedade e os vínculos que a constroem.

    A realidade Educacional Brasileira e a Diversidade no Ambiente Escolar

    No Brasil, surgiu o movimento de inclusão de diversas influências, onde é percebido uma generalização e modismo usando o termo “inclusão”. Esse movimento desenvolveu com o crescimento de crianças que apresentavam deficiências ou dificuldades. As escolas ao abrir as portas para essas crianças, inconscientemente não ofereceu um ambiente propício para acolhê-las, tornando assim as ações excludentes.

    Unidade 1

    “A Comportamentalização do nosso olhar sobre o problema da aprendizagem, dividido entre saúde e educação, inúmeras vezes apresenta um desserviço do entendimento e tratamento do indivíduo em questão” (PIRES, 1998. p 3).

    Facetas das políticas educacionais:

    É de fundamental importância qualificar o professor para desenvolver seu trabalho com a pedagogia da diversidade. O professor deve ser ético, proporcionar ao estudante uma aprendizagem de qualidade, pois, o estudante deve sentir-se protegido e não sofrer nenhum tipo de discriminação.

    A partir da participação do Brasil na Conferência Mundial Sobre Educação Para Todos em Jomtien, na Tailândia (1990) , as sementes da política de Educação inclusiva foram lançadas.Com a aceitação das políticas propostas na conferência, o país se propôs a assumir o compromisso de fazer uma profunda mudança no seu sistema educacional, para acolher a todos, indiscriminadamente, com qualidade e igualdade de condições.

    A educação dos estudantes com necessidades especiais avançou expressivamente no Brasil nos últimos anos, devido ao acolhimento dessas crianças no ambiente escolar propiciando a inclusão. De acordo com a Convenção de Guatemala (1999), promulgada no Brasil afirma que as pessoas portadoras de deficiências têm os mesmos direitos que as demais pessoas. Esse avanço fez com que a educação reconheça, respeite e trabalhe com as diferenças, propondo uma qualidade de ensino de forma a atender as necessidades de todos os estudantes, sem exceção.

    Na prática, no cotidiano das escolas, contudo essa política educacional apresentou outras facetas. Nela as diretoras procurando atender à orientação de não excluir nenhum aluno do convívio com crianças normais passaram a receber, de forma indiscriminada, crianças com deficiências. Assim, ampliou-se o quadro dessa nova clientela de alunos, sem que se tivesse chegado a um consenso sobre as implicações pedagógicas decorrentes e às medidas a serem adotadas. Os pais, talvez incentivados pelo movimento da inclusão passaram a procurar as escolas na expectativa de aí encontrar as condições apropriadas para o desenvolvimento de seus filhos. A escola passou, nesse sentido, a desempenhar um papel ambíguo frente à diversidade: de um lado, abriu as portas aos alunos excepcionais; de outro não se preparou e não passou a oferecer as condições necessárias para a educação dos alunos com necessidades educacionais especiais. Assim, permaneceu desempenhando programações estabelecidas, de cunho intelectualista cujas ações tornaram-se excludentes, devido entre outras coisas, à falta de formação de professores: o professor regular não aprendeu a lidar com o aluno diferente e o professor especializado não aprendeu a lidar com professor do ensino regular. (MASINE,2001, p. 21).

    “A educação deve visar à plena expansão da personalidade humana e ao reforço dos direitos humanos e das liberdades fundamentais [...]”.

    Unidade 1

    Conceito de Diversidade

    Unidade 1

    Diversidade e Inclusão

    Unidade 1

    Direito a Inclusão

    Unidade 1

    Motivacional

    Bases legais do direito à Educação

    2

    Conhecimentos

  • Conhecer as bases legais do direito à Educação e os documentos que tratam dos Direitos Humanos.
  • Habilidades

  • Identificar os princípios do direito à educação e reconhecer os conteúdos dos documentos que diz respeito às políticas públicas.
  • Atitudes

  • Assumir atitude ética no que diz respeito à aplicação dos direitos à Educação e a igualdade.
  • Unidade 2

    Por que a Educação é um direito de todos?

    De acordo com a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, artigo 205, a Educação é um direito de todos. Sem o acesso à educação, o indivíduo não é capaz de exercer a consciência da realidade em que se encontra e transforma-la, exigindo seus direitos e cumprindo seus deveres. No Brasil algumas crianças deixam de frequentar a escola para trabalhar com os pais, sendo afastadas do convívio sócioeducacional.

    Algumas crianças crescem sem saber assinar seu próprio nome e não são aptas à leitura, mas todas as pessoas têm direito a Educação e a igualdade com a finalidade de se desenvolver e qualificar-se para o exercício pleno da cidadania. Exercer direitos civis e políticos exige um nível mínimo de educação. O direito à educação é um meio fundamental de preservar e reforçar sua identidade cultural, a educação tem a habilidade, de igualmente, promover a compreensão, tolerância, o respeito e amizade entre as nações, grupos étnicos ou religiosos e pode ajudar a expandir uma cultura universal de direitos humanos.

    Veja mais sobre Educação e Segurança Humana

    O direito humano à educação, como definido na Carta Internacional de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU), reporta-se ao direito à educação, como gratuito e obrigatório.

    Veja o desenvolvimento histórico de como era a educação e de quem era a responsabilidade.

    Obrigação do Estado

    O privilégio à Educação possui uma base sólida no direito Internacional dos Direitos Humanos. O mesmo tem sido registrado em um conjunto variado de documentos sobre os direitos humanos, com caráter universal e regional. Diante disso temos:

    Educação e Segurança Humana

    A negação, assim como as violações do direito à educação, prejudicam a capacidade das pessoas desenvolverem as suas próprias personalidades, de sustentar e de se protegerem a si próprias bem como às suas famílias e de participar adequadamente na vida social, política e econômica. Na sociedade em geral, a negação da educação fere a causa da democracia e do progresso social e, por extensão, a paz internacional e a segurança humana. A falta de segurança humana impede as crianças de irem à escola. Isto é óbvio relativamente as crianças em conflito armado, e, em particular, para as crianças-soldado. Mas a pobreza, como uma das ameaças à segurança humana, pode conduzir, também, à negação do direito à educação. O direito de conhecer os direitos de cada um, através da educação e da aprendizagem para os direitos humanos, pode ser uma contribuição vital para a segurança humana. Através da educação e da aprendizagem para os direitos humanos e o direito humanitário, podem ser prevenidas as violações dos direitos humanos nos conflitos armados e ser facilitada a reconstrução da sociedade depois dos conflitos.

    Fonte: http://www.fd.uc.pt/igc/manual/pdfs/H.pdf

    Desenvolvimento Histórico

    Antes do Século das Luzes, na Europa, a educação era, em primeiro lugar, de responsabilidade dos pais e da igreja. Apenas com a emergência do moderno estado secular é que a educação começou a ser considerada assunto de interesse público e de responsabilidade do Estado. No s séculos XVI e XVII, filósofos eminentes, como John Locke e Jean-Jacques Rosseau, escreveram sobre a concepção moderna do direito individual à educação. Contrastando com estas ideias, instrumentos civis clássicos como a Carta Britânica de Direitos, de 1689, a Declaração de Direitos da Virgínia, de 1776, a Declaração da Independência dos EUA, de 1776, e a Declaração Francesa dos Direitos do Homem, de 1789, não continham quaisquer direitos especificamente relacionados com o direito à educação.

    No século XIX, a emergência do socialismo e do liberalismo colocou a educação com maior firmeza no campo dos direitos humanos. No século XIX, os pensamentos liberais e anticlericais, também influenciaram a definição dos direitos educacionais os quais foram formulados para defender e desenvolver as ideias de liberdade da ciência, da pesquisa e do ensino contra a interferência da Igreja e do Estado. O reconhecimento explícito dos direitos educacionais emergiu durante a última metade do século XIX.

    A Constituição do Império Germânico, de 1871, continha uma secção com o título “Direitos Básicos do Povo Alemão”, que também continha o direito à educação. De igual forma, a Constituição Alemã de Weimar, de 1919, incluía uma secção sobre “A Educação e a Escolaridade”, reconhecendo, explicitamente, o dever do Estado de garantir a educação, através da frequência gratuita e obrigatória a escola.

    A conclusão dos tratados de paz, após a Primeira Guerra Mundial, incluiu garantias do direito à educação das minorias. A proclamação da Declaração de Genebra, chamada de “Carta da Sociedade das Nações para o Bem-Estar das Crianças”, em 1924, conduziu ao reconhecimento internacional do direito à educação. Durante o século XX, os aspectos do direito à educação foram contemplados nas Constituições nacionais e nas declarações internacionais de direitos ou reconhecidos em legislação não constitucional ou em legislação ordinária de cada país.

    O direito à educação consta expressamente das Constituições de mais de 50 países, como por exemplo, a Nicarágua, Chipre, Espanha, Vietname, Irlanda, Egito, Japão, Paraguai e Polônia.

    O Reino Unido e o Peru reconheceram o direito à educação em legislação não constitucional, enquanto a Coreia do Sul, Marrocos e Japão reconheceram esse direito tanto nas respectivas Constituições como em legislação ordinária.

    Na Constituição dos Estados Unidos não é mencionado qualquer direito à educação. Os Tribunais dos EUA, tanto a nível federal, como a nível estadual, desenvolveram determinados direitos educacionais, particularmente relacionados com a igualdade de oportunidades educativas.

    Douglas Hodgson. 1998. The Human Right to Education

    Fonte: http://www.fd.uc.pt/igc/manual/pdfs/H.pdf

    Unidade 2

    A nível local encontram-se as Convenções Europeias para Proteção dos Direitos Humanos e das Liberdades Fundamentais (Art. 2º do Primeiro Protocolo), a Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Art. 13º do Protocolo Adicional à Convenção Americana sobre Direitos Humanos em Matéria de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais) e a Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos (Art. 17º). A carta de Direitos Fundamentais da União Europeia, que inclui o direito a Educação art. 14, é uma das mais recentes codificações em direitos humanos.

    Guia de Estudo

    Para maior aprofundamento dos seus estudos sugerimos que faça uma pesquisa sobre as Convenções acima citadas.



    O Estado tem o compromisso de respeitar, proteger e implementar o direito à Educação. A atribuição de respeitar impede o Estado de trabalhar em contravenção de reconhecidos direitos e liberdades, interferindo ou constrangendo o exercício de tais direitos e liberdades. O Estado deve resguardar a liberdade dos pais de escolher escolas privadas ou públicas para seus filhos e de proporcionar a Educação Religiosa e moral das suas crianças, de acordo com suas próprias convicções.

    Os Estados partes no presente Pacto reconhecem o direito de toda a pessoa à educação. Concordam que a educação deve visar ao pleno desenvolvimento da personalidade humana e do sentido da sua dignidade e reforçar o respeito pelos direitos humanos e das liberdades fundamentais. Concordam também que a educação deve habilitar toda a pessoa a desempenhar um papel útil numa sociedade livre, promover compreensão, tolerância e amizade entre todas as nações e grupos, raciais, étnicos e religiosos, e favorecer as atividades das Nações Unidas para a conservação da paz. (Artigo 13º, nº1, PIDESC, 1966).

    Direito à Educação: quatro princípios

    O Comentário Geral nº 13 do Comitê do Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (PIDESC) distingue quatro princípios como sendo obrigação do Estado, no tocante ao que diz respeito ao direito à educação. São eles: disponibilidade, acessibilidade, aceitabilidade e adaptabilidade.

    Disponibilidade

    O compromisso de dispor a escola básica como sendo obrigatória e gratuita é sem dúvida, um pré-requisito, da efetivação do direito à Educação. Possibilitar que as escolas básicas estejam acessíveis para todas as crianças propõe um considerável acordo, quer político, quer financeiro.

    Unidade 2

    Independentemente do Estado não ser o único fornecedor de Educação, o direito internacional dos direitos humanos submete-o a ser o provedor do recurso, de forma que este assegura que as escolas básicas estejam aptas para todas as crianças em idade escolar.

    Quando a capacidade estrutural das escolas não assegura que todas as crianças em idade escolar estejam na escola então, a obrigação do Estado não foi cumprida. Portanto a disponibilidade do ensino secundário ao superior é um aspecto importante do direito à Educação.

    Acessibilidade

    http://www.acessibilidade.ufc.br

    O mínimo dos governos é assegurar o direito à Educação, de forma a garantir o acesso em instituições educacionais existentes, de meninas e meninos, bem como de mulheres e homens, com base no direito de igualdade e não discriminação. O acesso físico também às pessoas idosas e pessoas com deficiências.

    Aceitabilidade

    O Artigo 26º, da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, afirma que “O Estado é obrigado a garantir que todas as escolas estejam em conformidade com os critérios mínimos por si desenvolvidos, bem como verificar que a educação é aceitável tanto para os pais, como para os filhos”. Os pais têm o direito de escolher o modelo de educação ofertado pelo Estado e recebida pelos seus filhos. O Estado estabelece, mantém e orienta o controle dos estabelecimentos de ensino privado.

    Os estudantes e pais são livres de doutrinação e de obrigação de estudar assuntos incompatíveis com sua religião e crenças, pois desvirtuar as pessoas de sua fé, utilizando o ensino público pode ser considerado um proselitismo ilícito.

    Adaptabilidade

    O que a escola ensina normalmente atende ao que a criança pretende em suas necessidades enquanto adulta. De forma que o sistema educativo deve permanecer ajustável, tendo em consideração o interesse da criança, além de seu desenvolvimento social. Portanto, o que a escola ensina deve atender as expectativas das crianças propondo conteúdos que se adaptem a essas necessidades.

    Unidade 2

    Documentos que orientam a legalidade da prática inclusiva na Escola no âmbito Internacional

    O Brasil como um país membro da Organização da Nações Unidas-ONU, e signatário desses documentos, reconhece os conteúdos destes e os têm respeitado na elaboração de suas políticas públicas. Os documentos contemplados neste tópico são: A Declaração Universal Dos Direitos Humanos de 1984, a Declaração Mundial Sobre Educação Para Todos de 1990.

    Declaração Universal Dos Direitos Humanos

    A Assembleia Geral Das Nações Unidas 1984, proclamou A Declaração Universal Dos Direitos. No art. 26º, proclama no item 1, que: “toda pessoa tem direito à educação” (1984). De forma que à educação tem quer ser gratuita, de boa qualidade e atenda aos interesses dos estudantes. No ensino fundamental ela é obrigatória. Todos possuem o mesmo direito à Educação, a uma vida digna, e ao desenvolvimento pessoal e social.

    Declaração Mundial sobre a educação para todos

    O Brasil, participou da Conferência Mundial Sobre Educação Para Todos, realizada na Tailândia em 1990. Um dos pontos relembrados nesta Declaração foi que: “A educação é um direito fundamental de todos, mulheres e homens, de todas as idades, no mundo inteiro” (1990, p.1). Ficou entendido que a Educação é importante para o desenvolvimento das pessoas e da sociedade, sendo um elemento que: “pode contribuir para conquistar um mundo mais seguro, mais sadio, mais prospero e ambientalmente mais puro, e que, ao mesmo tempo, favoreça o progresso pessoal, econômico e cultural, a tolerância e a cooperação internacional” (BRASIL, 1990, p.1).

    O Brasil ao assinar a Declaração de Jomtien, assumiu perante a comunidade internacional, o comprometimento de erradicar o analfabetismo e universalizar o ensino fundamental no país. Para realizar o que prometeu, o país tem criado documentos legais que orientam a ação educacional, de forma a criar sistemas educativos inclusivos, nas diferentes esferas públicas: a esfera municipal, a esfera estadual e a esfera federal.

    Documentos que orientam a legalidade da prática inclusiva na Escola em âmbito Nacional

    Assim, como no cenário mundial que foram estabelecidas diretrizes para educação inclusiva, também no âmbito nacional foram traçadas políticas que propõem promover a inclusão social de todos os indivíduos.

    As políticas educacionais no Brasil serão tratadas especificamente pelos seguintes documentos: Constituição Federal de 1988, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), 1990 , Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), 1996, Plano Educacional da Educação (PNE), 2001, Diretrizes Nacionais para Educação Especial na Educação Básica, 2001, Proposta de Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva.

    Guia de Estudo

    Guia de Estudo

    Para você aprofundar mais seus conhecimentos sugerimos que faça uma pesquisa sobre cada documento citado acima, e faça um texto-resumo enfatizando o que mais lhe chamou a atenção.

    Unidade 2

    Bases Legais do Direito à Educação

    Unidade 2

    Segurança Humana

    Unidade 2

    Direitos e Deveres

    Unidade 2

    Motivação

    Diversidade e Currículo na Educação

    3

    Conhecimentos

  • Compreender a formação do educador para a diversidade e entender quais os desafios para a prática pedagógica quanto à questão do gênero na sala de aula.
  • Habilidades

  • Identificar em sua prática pedagógica as diferenças em sala de aula e como estas diferenças irão influenciar na convivência em sociedade.
  • Atitudes

  • Provocar a ressignificação do ensino e colocar em prática as abordagens que mais se adequem às necessidades do educando.
  • Unidade 3

    A formação do professor

    Um assunto muito discutido no meio acadêmico é a formação de professores e a inclusão escolar. Gerando vários questionamentos como: qual o tipo de educação está sendo oferecida? A que exclui pessoas de diferentes níveis socioeconômicos, raças e culturas distintas? Será que os professores estão sendo formados para a diversidade? Todos possuem os mesmos direitos, não importando as suas diferenças?

    De forma geral o que é constatado é uma educação oferecida para pessoas “ditas normais”. Por sua vez os professores não estão sendo preparados para encarar a diversidade na sala de aula. O processo que envolve a formação do professor desconsidera muitas vezes a heterogeneidade que está vigente no cotidiano escolar da sala de aula.

    Os docentes são preparados para lidar com um “estudante ideal” e quando percebem que a realidade não corresponde a esta expectativa sentem-se impotentes e frustrados. Além do mais, como não estão preparados para conviver com a diversidade, acabam por responsabilizá-la pelo seu fracasso.

    Os cursos de licenciatura têm preparado os professores para exercerem a profissão em um cenário para “pessoas ideais”. Atualmente esse cenário mudou, com a inclusão no ensino regular de crianças com necessidade especiais ou o multiculturalismo no ensino, pois o ambiente da “escola antiga”, formada somente por “estudantes normais” não existe mais.

    Como vimos o mundo avança tanto tecnologicamente como socialmente. Hoje às escolas procuram criar e manter um ambiente multicultural respeitando e acolhendo as diferenças buscando uma vida social equilibrada. Alguns educadores sentem receio dessa nova Era, quando a tecnologia tende cada vez mais auxiliar o professor na aprendizagem do estudante.

    Desta forma espera-se que os educadores receosos com as mudanças no contexto social escolar percam esse medo e tornem-se educadores críticos, que acompanham a evolução da humanidade em um salto histórico e progressivo.

    O trabalho docente é uma prática social, portanto a sua prática pedagógica é influenciada pelo modo como ele pensa e age na sua vida. No processo educativo o professor deve estar atento às diferenças que irá encontrar no decorrer de sua profissão, considerando e valorizando o estudante de acordo com suas diferenças.

    Cunha (1999) destaca que:

    o professor é, hoje, posto em xeque, por sua condição de fragilidade em trabalhar com os desafios da época. De um lado as novas tecnologias e do outro a transferência de funções da família para a escola e, como se não bastasse, a lógica capitalista impõe que a escola prepare para o trabalho, ou seja, os conhecimentos científicos devem tornar-se aplicáveis as necessidades do mercado e, ainda, incorporou-se à escola a lógica da empresa, tanto na organização do trabalho escolar como na estrutura avaliativa do aproveitamento dos alunos. (CUNHA,1999, p.6)

    Unidade 3

    Os professores são desafiados a trabalharem com as novas tecnologias e ainda, possuem como desafio o acolhimento dos estudantes, havendo uma inversão de papéis, os pais querem transferir para à escola obrigações que são suas. O professor é um orientador com a responsabilidade de prepará-los para o mercado de trabalho e avalia-los no seu rendimento escolar.

    Para se pensar em mudança nas práticas docentes é necessário pensar a atuação dos professores, e para isso, a formação inicial e continuada, se constituem uma importante estratégia de profissionalização do professor passa a ser uma necessidade imperiosa que se impõe a cada dia. Portanto, é necessária uma nova escola, com uma prática reflexiva, onde o educador seja capacitado de forma a acolher as diferenças no ambiente escolar, com uma prática docente eficaz.

    O Multiculturalismo e a Educação: os desafios para prática pedagógica

    Você sabe definir Multiculturalismo? Multiculturalismo é uma grande diversidade de culturas em uma mesma região.

    Pensar em multiculturalismo nos remete não a um movimento social de alguns grupos específicos, mas toda forma de preconceito ou discriminação. São estudos de diferentes culturas com o objetivo de entender a importância de cada uma, tendo como finalidade evitar os conflitos sociais.

    Segundo Silva e Brandim (2008, p.56)

    Os precursores do multiculturalismo foram professores, doutores afro-americanos, docentes universitários na área dos estudos sociais que trouxeram por meio de suas obras, questões sociais, políticas e culturais de interesse para os afrodescendentes. (SILVA e BRANDIM, 2008, p.56)

    Esses precursores foram essenciais para que esse tema se voltasse também para à educação.

    Não há educação que não esteja imersa nos processos culturais do contexto em que se situa. Dentro desta perspectiva não é possível conceber uma experiência “pedagógica ‘desculturalizada’, isto é, separada totalmente das questões culturais da sociedade” (2007, p. 13). Há uma relação intrínseca entre educação e cultura. Não há como separar estes dois universos, pois educação e cultura estão entrelaçadas e não podem ser analisadas separadamente a não ser a partir de sua intima articulação.

    A problemática da Educação Escolar abrange diferentes dimensões: universalização da escolarização, qualidade da educação, projetos político- pedagógico, dinâmica interna das escolas, concepções curriculares, relações com a comunidade, função social da escola, indisciplina e violência escolar, processos de avaliação no plano institucional e nacional, formação de professores, e outras.

    Unidade 3

    Na escola há pessoas que pertencem a diversas classes sociais, aspectos físicos, culturas diferentes. Portanto cabe ao educador mostrar de modo reflexivo aos seus estudantes que é impossível dentro de uma sociedade haver pessoas iguais, pois nenhum ser humano é igual ao outro, todos somos diferentes. Não é a nacionalidade, o gênero, a cor, a sexualidade ou a condição social que irá nós classificar em nível superior ou inferior. As diferenças não devem ser vistas como obstáculos, mas como complemento do aprendizado e da valorização da cultura da comunidade local na qual o indivíduo está inserido.

    Assista ao vídeo Educação e Multiculturalismo

    A Questão de Gênero na sala de aula

    Quando nascemos já somos instruídos de acordo com o gênero (homem e mulher) o que devemos fazer e o que não devemos fazer. A partir do momento que a mulher descobre que está gerando uma criança, quer logo saber o sexo, e após a descoberta vem à mente o enxoval, a cor do quarto e os acessórios.

    As meninas são consideradas “princesinhas”, são adornadas como tal, já os meninos são vestidos com roupas de personagens que retratam força e poder. A sociedade é responsável por traçar essa teoria, essa doutrinação vem desde os nossos antepassados, portanto está impregnado nas gerações.

    Ao pensarmos em sala de aula, várias imagens vem em nossa mente, mas em primeiro lugar vem à imagem de estudantes e professores. Émile Durkheim (2003), sociólogo francês, afirma que uma das principais funções do professor é formar cidadãos capazes, de contribuírem para harmonia social. Para ele, dentro de cada estudante existe dois seres inseparáveis, no entanto distintos. O primeiro ele o denominou de individual (jovem bruto, aquele que é formado pelos estados mentais individuais de cada pessoa. O segundo formado por um sistema de ideias que exprimem dentro das pessoas a sociedade em que fazem parte, ou seja, o meio em que estão inseridos).

    Fonte: https://encryptedtbn3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRoqFsA6GK4andBDO_y9ghHReD8-euU19EfVE33vNUOSIIIaf6m

    Em sala de aula, existem vários tipos de estudantes, aqueles que são mais calmos, os mais agitados, os mais aplicados e os menos aplicados, enfim, vários são os tipos de indivíduos. Dentro desta perspectiva não podemos deixar de notar a questão de gênero em sala de aula.

    Unidade 3

    A partir da perspectiva dos PCN´s (1997), que trata do assunto dentro dos temas transversais, a questão de gênero, está ligada entre a relação da construção do que é pertencente a um ou ao outro sexo que se dá pelo tratamento diferenciado para meninos e meninas, além das expressões utilizadas diretamente ligadas a sexualidade, estabelecidas pelos padrões entre feminino e masculino.

    Portanto, entende-se que é tarefa da escola fazer com que os meninos e as meninas possam refletir sobre suas posições sociais, de forma que estes devem repensar os conceitos de gênero, e que este novo olhar venha contribuir para a construção de novas formas de relações entre homens e mulheres, propondo a igualdade para todos.

    Veja o vídeo sobre a questão de gênero na sala de aula.

    Metas de aprendizagem

    Todo processo de rotina em sala de aula é realizado em conjunto ou individual. Em sala de aula deve se desenvolver em um primeiro momento, um planejamento coletivo, compreendendo uma conversação livre entre o professor e os estudantes a respeito do que se irá aprender no decorrer do dia, o professor colocando as suas intenções compatíveis com a dos estudantes.

    A liberdade do professor e dos estudantes de criarem as melhores condições de ensino e aprendizagem, não dispensa em hipótese alguma o planejamento. Ele é fundamental. Ser livre para aprender e ensinar não implica em falta de limites e regras. O ano letivo deve contemplar um planejamento, uma execução, uma avaliação, a socialização dos conhecimentos aprendidos.

    O professor receptivo que tem liberdade para experimentar alternativas de ensino com autonomia cria novas possibilidades que se estenderão aos estudantes com ou sem necessidades especiais educacionais, fazendo com que todos sejam naturalmente valorizados e reconhecidos pelas suas capacidades e respeitados por suas limitações.

    O docente deverá identificar as necessidades presentes de cada estudante, planejar ajustes pedagógicos (intervenções), verificar resultados, desenvolver estudo de caso, elaborar Projeto Pedagógico para o ritmo de cada estudante e indicar adaptações caso haja necessidade.

    O professor deve oferecer um leque de oportunidades e atividades para que todas as crianças tenham a possibilidade de escolha prazerosa. As atividades desta forma ficam muito mais atraentes, criativas, e se dá a real aprendizagem, pois a criança constrói o seu conhecimento por meio da participação ativa no processo de apropriação do saber.

    Unidade 3

    É complexo o processo de preparação de ingresso de uma criança com deficiência na educação escolar, por isso, é importante organizá-lo bem. O professor deve preparar atividades diversificadas para todos os estudantes, com ou sem necessidades especiais, ao trabalhar o mesmo conteúdo curricular. São caracterizados por sua habilidade de incorporar conteúdo que promovam o desenvolvimento de habilidades sociais, além do conteúdo acadêmico.

    Para atender às diferentes necessidades, o currículo e as atividades devem ser dirigidas a todos os estudantes. As adaptações são feitas através de planos individuais que precisam garantir a participação do estudante em sala de aula, compreendendo-se melhor a necessidade de cada um. Os docentes tornam-se mais capacitados a adotar várias estratégias para atender as múltiplas diferenças. Acentua-se a melhoria da qualidade e da quantidade de atenção recebida e transmitida aos estudantes. Sendo assim, como profissional da educação estará apto para contribuir com a diversidade.

    Reflexões sobre Diversidade e Currículo

    Que diversidade queremos que contemplem os currículos das escolas? Devemos lembrar que os seres humanos são diferentes por isso, é importante que a diversidade faça parte dos currículos. O currículo escolar ocupa um importante papel no momento educacional e social da comunidade, além de cumprir uma função social proporcionará uma interação nos processos de ensino e aprendizagem.

    Não podemos tratar a diversidade como algo isolado, tem que ser vista como um todo, o que existe são diversos seres obedecendo às diversidades biológicas que os constituem. Pensando em diversidade biológica, há várias espécies de animais com suas peculiaridades, da mesma forma são os indivíduos, há diferenças entre si. Existem alguns grupos que constroem sua própria história e conhecimento, como exemplo, podemos citar os indígenas que atualmente lutam pelos seus direitos em relação à incorporação dos seus saberes nos currículos escolares.

    Fazendo uma reflexão sobre diversidade cultural, enquanto humanos somos iguais, mas apresentamos diferenças, seja de gênero, etnia, idades, culturas e opiniões. A diversidade cultural varia e nem sempre o que julgamos como diferente é interpretado da mesma forma pelos diversos grupos sociais.

    Segundo Gomes (2008), a diversidade cultural deve estar inserida nas propostas curriculares das escolas, para orientar diariamente, as práticas educativas realizadas em torno do reconhecimento da diversidade e do respeito às diferenças. O currículo deve ser elaborado e desenvolvido de forma crítica, contextualizada e democrática, sem perder os aspectos culturais dos estudantes.

    A inserção da diversidade nos currículos implica compreender as causas políticas, econômicas e sociais de fenômenos como etnocentrismo, racismo, sexismo, homofobia e xenofobia. Falar sobre diversidade e diferença implica posicionar-se contra processos de colonização e dominação. (GOMES, 2008 p.25)

    Unidade 3

    A inserção da diversidade nos currículos implica na compreensão de vários aspectos como políticos, econômicos e sociais. A incorporação desses aspectos ainda não está totalmente inseridos nos currículos. Há alguns conteúdos que estão ausentes nos currículos e na formação de professores, como por exemplo, a conscientização do racismo e a igualdade de gêneros.

    Nas escolas percebemos que há diferenças sociais, apesar da sociedade enfatizar por muitos anos a igualdade social, mas incutimos desde cedo os princípios de igualdade nas crianças. Devemos trabalhar nas escolas que não somos inferiores e nem superiores a ninguém. Se você futuro professor estiver disposto a assumir a diversidade deverá posicionar-se contra as diversas formas de exclusão e discriminação e entender que o direito à educação será completo à medida em que seja certificado aos sujeitos que participam desse processo o direito à diferença.

    Veja a reportagem do jornal nacional: “A inclusão de alunos com necessidades especiais”. O interessante é que as crianças com necessidades especiais têm o mesmo currículo dos demais e aprendem em seu tempo. Os professores realizam um trabalho de afeto entre todas as crianças e de conscientização de que todos nós somos iguais e que não há distinção entre as pessoas.

    Veja também o episódio apresentado pelo Jornal Nacional Pais têm dificuldades para colocar filhos com necessidades especiais em escolas comuns. A reportagem aborda os obstáculos que as famílias enfrentam para exercerem o direito de colocar seus filhos com necessidades especiais nas escolas comuns. Nessa reportagem alguns professores comentam que na sua formação não tiveram um olhar para a inclusão, e se sentem despreparados, mas sempre estão procurando estudar e se aperfeiçoar.

    Unidade 2


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    Direito a Inclusão


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    Explicando melhor com a pesquisa

    Prezado estudante, sugerimos a leitura da Dissertação Inclusão Escolar na Pré-Escola: o acesso ao currículo, considerando o currículo como elemento central para a construção da prática pedagógica, a autora investiga a gestão em classes comuns de pré-escola em que haja estudantes com deficiência intelectual. Por meio de entrevistas padronizadas, busca conhecer as professoras dessas salas de aulas, em seus discursos sobre o currículo e como veem trabalhando-o junto ao seu esse público.

    Nessa dissertação o autora Renata Almeida Antunes, fez um estudo na qual envolveu fundamentação teórica sobre currículo e sua relação com a educação de pessoas com deficiência intelectual, buscando conhecer também o que preconizam os documentos federais a esse respeito.

    Propomos também a leitura do artigo Diversidade e Exclusão na escola: em busca da inclusão. Onde os autores Prof. Dr. Rogério Drago e o também Prof. Esp. Paulo da Silva Rodrigues, realizam uma discussão sobre inclusão, diversidade e exclusão no ambiente escolar. Ele foca principalmente a valorização da diversidade, atitude que estimula o progresso para o processo de inclusão dos indivíduos na sociedade.

    Leitura Obrigatória

    Caro estudantes, propomos que você realize a leitura do livro Pedagogia diferenciada: das intenções à ação.

    O autor aborda os principais domínios da pedagogia diferenciada e contextualiza as desigualdades nas escolas diante das diferenças. Apresenta a situação do fracasso escolar e como os professores sentem-se culpados diante de tal realidade.

    Essa obra ajudará o leitor, estudante a fazer uma reflexão a partir das tarefas intrínsecas da escola e mostra a importância do professor nesse processo.

    PERRENOUD, Philippe. Pedagogia diferenciada: das intenções à ação. Porto Alegre: Artmed, 2000.

    Após a leitura realize uma resenha e poste na sala virtual e faça seus comentários com seus colegas.

    Pesquisando com a Internet

    Para aprofundar os seus conhecimentos sugerimos que realize uma pesquisa sobre: diversidade e adversidade na escola: quais as queixas e os conflitos dos professores frente à educação inclusiva?

    Após sua pesquisa faça um resumo do que você entendeu e compartilhe com seus colegas na sala virtual.

    Propomos uma pesquisa no que diz respeito à diversidade, e faça uma reflexão sobre: será que a diversidade no âmbito escolar envolve somente pessoas com necessidades especiais ou será que a diversidade engloba outros fatores? Se há outros fatores quais são eles e como o professor deverá agir?

    Após sua pesquisa faça um texto argumentativo e comente com seus colegas na sala virtual.

    Saiba mais

    Caro estudante, sugerimos que leia a entrevista Diversidade na Escola, Uma matéria com Gender Spectrum, uma organização que ministra treinamentos para lideranças do âmbito escolar: pais, professores e funcionários e apoia a inclusão de gênero para todas crianças e adolescentes.

    Vendo com os olhos de ver

    Caro estudante, sugerimos que assista ao filme Meu nome é rádio. O filme mostra um treinador (Jones) de futebol americano, que fica tão envolvido em preparar o time que raramente passa algum tempo com sua filha, ou sua esposa.

    Jones conhece um jovem "lento", James Robert Kennedy, mas nem Jones, nem ninguém sabia o nome dele, pois ele não falava e só perambulava em volta do campo de treinamento.

    Jones se preocupa com o jovem e quando alguns dos jogadores da equipe fazem uma "brincadeira" de péssimo gosto, deixou James apavorado. Tentando compensar o que tinham feito com o jovem, Jones o coloca sob sua proteção, além de lhe dá uma ocupação. Como ainda não sabia o nome dele e pelo fato dele gostar de rádios, passou a chamá-lo de Rádio. Mas ninguém sabia que, pelo menos em parte, a razão da preocupação de Jones é uma tentava de não repetir uma omissão que cometera, quando era um garoto.

    Propomos também o filme Bang Bang: você morreu, Trevor Adams, que já foi um estudante exemplar, refletem suas experiências no colégio. Ele era vítima de tão traumatizante perseguição que ameaçou destruir o time de futebol da escola. Mas a salvação veio através do Sr. Duncan, um professor de teatro, que ofereceu a Trevor, o papel principal de sua peça, o lado da bela Jenny Dahlquist. O professor e a garota tentam ajudá-lo a manter-se na linha. Mas há um risco: o sombrio enredo sobre assassinos em um playground, combinado com o passado problemático de Trevor, faz com que os pais tentem vetar a peça. Se eles conseguirem é possível que a voz de Trevor jamais seja ouvida e isso, pode detonar uma bomba-relógio humana.

    Sugerimos também o curta metragem O xadrez das cores preconceito racial, uma mulher negra de quarenta anos, vai trabalhar para Maria, uma velha de oitenta anos, viúva e sem filhos, que é extremamente racista. A relação entre as duas mulheres começa tumultuada, com Maria tripudiando em cima de Cida por ela ser negra. Cida suporta toda a humilhação em silêncio, por precisar do dinheiro, até que decide se vingar através de um jogo de xadrez.

    Após assistir aos filmes, escolha um e faça uma reflexão e produza um texto argumentativo. Realize uma postagem na sala virtual e comente com seus colegas.

    Revisando

    Você aprendeu sobre a Pedagogia da Diversidade. Você enquanto profissional da Educação sabia sobre os aspectos legais da pedagogia inclusiva? E que tipo de formação o professor tem que possuir para uma boa prática pedagógica no que diz respeito à inclusão? No decorrer dos estudos podemos verificar os conceitos de diversidade na educação, que tem como um de seus principais objetivos, a inclusão de alunos com necessidades especiais, e aqueles que são “diferentes” do que a sociedade dita “normal”.

    Vivemos em um mundo onde, muitos preconceitos existem, e na sala de aula os estudantes ditos “diferentes”, seja por questões religiosas, questões de gênero, necessidades especiais, sofrem discriminação, portanto cabe ao professor estar capacitado para combater esses tipos de comportamentos.

    Abordamos também que existem vários documentos que norteiam a legalidade da educação inclusiva, seja no âmbito internacional como no âmbito nacional. A educação é um direito de todos e não pode ser sonegada, pelos estados e pelos municípios, todos têm direito à educação, ninguém pode ser impedido de estudar.

    Aprendemos também que o professor precisa estar capacitado para uma prática pedagógica mais efetiva no que diz respeito à educação para a diversidade, atualizando-se sempre.

    Autoavaliação

    1. A partir dos conhecimentos adquiridos na disciplina conceitue Pedagogia da Diversidade.
    2. Quais os documentos que norteiam os aspectos legais da educação inclusiva: no âmbito nacional e internacional?
    3. Discorra sobre a importância de uma formação adequada para o professor desempenhar bem a sua função na pedagogia da diversidade.

    Bibliografia

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    Disponível em https://queerandpolitics.wordpress.com/2011/06/30/diversidade-na-escola-entrevista/

    Créditos

    Diretor Presidente das Faculdades INTA

    • Dr. Oscar Rodrigues Júnior

    Pró-Diretor de Inovação Pedagógica

    • Prof. PHD Doutor João José Saraiva da Fonseca

    Coordenadora Pedagógica e de Avaliação

    • Profª. Sonia Henrique Pereira da Fonseca

    Professor conteudista

    • Osvaldo Neto Sousa Costa

    Assessoria Pedagógica

    • Sonia Henrique Pereira da Fonseca
    • Evaneide Dourado Martins
    • Juliany Simplício Camelo

    Revisor de Português

    • Francisca Geane Souza Oliveira

    Diagramador

    • José Edwalcyr Santos

    Diagramador Web

    • Luiz Henrique Barbosa Lima

    Produção Audiovisual

    Editor

    • Francisco Sidney Souza de Almeida

    Operador de Câmera/ Iluminador/Operador e áudio

    • José Antônio Castro Braga

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