Prática Curricular I
Prática Curricular I

Créditos

Diretor Presidente das Faculdades Inta

  • Dr. Oscar Rodrigues Júnior

Pró Diretor de Inovação Pedagógica

  • Prof. Pós Doutor João José Saraiva da Fonseca

Coordenadora Pedagógica e de Avaliação

  • Profª. Sônia Henrique Pereira da Fonseca

Gerente de Projetos, Avaliação e Pesquisa

  • Éder Jacques Porfírio Farias

Equipe de Pesquisa e Desenvolvimento de Projetos Tecnológico e Inovadores para Educação

Coordenador

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Analista de Sistemas Mobile

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Analista de Sistemas Front End

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Diagramador Web

  • Luiz Henrique Barbosa Lima

Técnico de Informática / Ambiente Virtual

  • Luiz Henrique Barbosa Lima
  • Rhomelio Anderson Sousa Albuquerque

Equipe de Produção Audiovisual

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Gerente de Produção de Vídeos

  • Francisco Sidney Souza Almeida

Edição de Áudio e Vídeo

  • Francisco Sidney Souza Almeida
  • José Alves Castro Braga

Gerente de Filmagem/Fotografia

  • José Alves Castro Braga

Operador de Câmera/Iluminação e Áudio

  • José Alves Castro Braga

Designer Editorial

  • Márcio Alessandro Furlani

Assesoria Pedagógica/Equipe de Revisores

  • Sônia Henrique Pereira da Fonseca
  • Evaneide Dourado Martins

Palavra do Professor-autor

Olá sejam bem-vindo a disciplina...

A produção didática brasileira mantém-se atrelada ao debate teórico, metodológico e historiográfico produzidos em âmbitos nacionais e internacionais. O objetivo dessa disciplina é abordar Ensino de História e o livro didático na perspectiva da construção histórica.

A disciplina Práticas Curriculares I no Ensino de História contribui para prática pedagógica do ensinar História no âmbito da educação brasileira considerando as exigências da sociedade mediática que exige: a capacidade de consultar, compreender, apreciar com sentido crítico e criar conteúdos nos meios de comunicação e nas práticas de ensino, ir além dos conteúdos e métodos tradicionais, ultrapassar os limites do ensino é uma necessidade premente no campo educacional.

Bons estudos,
Autores.

Biografia dos autores

Carla Silvino de Oliveira

Possui graduação em História Licenciatura Plena pela Universidade Estadual do Ceará (2003), Especialização em Docência na Educação a Distância pela Universidade de Fortaleza (2011) e mestrado em História Social pela Universidade Federal do Ceará (2007). Atualmente é professora da Universidade Federal do Piauí. Tem experiência na área de Ensino de História e Educação a distância, com ênfase em Metodologia do Ensino de História, Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação e Prática da docência em Estágio Supervisionado.

Fátima Maria de Castro

Licenciada em História pela Faculdade de Filosofia Dom José de Sobral (1982), com especialização em Magistério pela UVA(1994) e em Gestão Escolar pela Universidade de Santa Catarina(2004). Como experiência profissional desenvolveu ao longo dos anos várias atividades e funções, sendo inicialmente professora de Educação Básica, depois exercendo funções de gestão escolar (secretária, coordenadora e diretora) e posteriormente assumindo cargo de Secretária de Assistência Social do Município de Massapê e Granja. Como trabalho comunitário, desenvolveu ações no Conselho da Comunidade Carcerária e na ONG- Semeadores da Paz, ambas as instituições situadas no município de Massapê-Ce.

Colaboradores

Sonia Maria Henrique Pereira da Fonseca

Professora do ensino superior, Mestranda em Ciências da Educação (defesa em julho 2015), Graduação em Pedagogia com Habilitação em Supervisão Escolar, Especialista em Ciências da Educação, Especialista em Educação a Distância, larga experiência em projetos educacionais com uso das tecnologia em programas de formação e ensino com uso do radio e televisão, atualmente desenvolvimento de projetos de educação a distancia com utilização das mídias digitais . Atuação como produtora de cursos em EAD, tutora, Supervisora e coordenadora de cursos em televisão e atualmente em Ambientes Virtuais de Aprendizagem. Coordenação pedagógica de cursos a Distância (tutora e autora de material didático para EAD).Autora da Coleção Princípio do Saber (Obra didática em dois volumes para área de Educação de Jovens e Adultos e um livro em História contextualizado).

Evaneide Dourado Martins

Possui graduação em Licenciatura Plena em Pedagogia pela Universidade Regional do Cariri (2005) e Especialização em Educação a Distância, pelas Faculdades INTA. Atualmente é Autora roterista multimídia de material didático da Pró-Diretoria Pedagógica de Novas Tecnologias em Educação e Educação a Distância das Faculdades INTA. Tem experiência na área de educação, com ênfase em Educação a Distância, na área administrativa e Docência.

Ambientação

O ensino de História tem sido objeto de pesquisa de diferentes pesquisadores, se constituindo assim, um campo de pesquisas em desenvolvimento no país. A investigação visa a extensão do currículo em ação, ou seja, da história ensinada, onde o componente teórico da historiografia se diz oriundo do campo da pesquisa educacional. Mas devemos apreender melhor como se dá a produção do saber escolar, que envolve interlocução com o conhecimento científico, mas também com outros saberes que circulam no contexto sociocultural de alusão.

Nos últimos anos tem surgido uma variedade de propostas que almejam mudanças nas propostas curriculares buscando centrar-se no ensino e aprendizagem e proporcionar um ensino de História mais significativo para a geração da sociedade contemporânea.

A leitura da obra A Escrita da História do historiador inglês Peter Burke publicado em 1991. É a nossa indicação para que você caro(a) estudante ao ler esta obra possa acrescentar as informações sobre as transformações advindas na produção historiográfica após a Escola dos Annales e a Nova História. Porque o livro é uma coletânea de textos sobre a escrita da história após a ruptura do paradigma tradicional.

Na introdução Peter Burke diferencia o modo de produção historiográfico antes e após a Nova História, possui desafios metodológicos em relação à definição, ao uso das fontes, explicação e de síntese que permite refletir sobre os novos caminhos da história e os novos caminhos da produção histórica.

Trocando ideias com os autores

Sugerimos que você leia a obra: A escola dos Annales; o autor diferencia as diversas correntes do pensamento historiográfico, as diversas fases da escola de Annales e analisa a produção historiográfica brasileira.

Para que você faça um dialogo com outro autor leia o livro “Domínios da história: ensaios de teoria e metodologia” é uma obra coletiva voltada para o amplo público de professores e estudantes de pós-graduação em História, é um cenário dos vários campos de investigação da História, podendo interessar ainda aos que atuam nas demais áreas das chamadas ciências sociais, bem como aos docentes vinculados ao ensino médio.

Após a leitura das obras, escolha uma e faça um resenha.

Problematizando

Podemos afirmar que no transcorrer dos anos o Ensino de História se modificou nas práticas de memorização do conteúdo, o estudo dos grandes heróis, a história nacional e do Estado aos poucos dão espaço às novas maneiras de se pensar e escrever a história.

Imagine esta situação:

Você irá participar de uma entrevista de seleção de professor na área do ensino de História, numa escola municipal da cidade, onde mora. Na ocasião o entrevistador faz as seguintes perguntas:

Podemos afirmar que as mudanças no ensino de História estão vinculadas as concepções atualizadas conforme as pesquisa educacionais sobre o ensino de História? Indique uma mudança de grande valor do ensino de História nos dias atuais. Qual o papel do livro didático no ensino de História na sua percepção? Quais recursos você pode usar além do livro didático visando à apreensão do conteúdo histórico pelo estudante?

Após os questionamentos reflita sobre quais respostas daria caso as perguntas acima fossem feitas.

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A ESCRITA DA HISTÓRIA E PRODUÇÃO DIDÁTICA

Conhecimento

Compreender as concepções do Ensino de História.
Apreender os elementos imprescindíveis à produção do conhecimento histórico.

Habilidade

Identificar e analisar o currículo da História ensinada, buscando articular o instrumental teórico da historiografia.

Atitude

Avaliar a escrita da História buscando articular o componente teórico da historiografia com o teor da pesquisa educacional para o ensino escolar.

A produção do conhecimento histórico

Você já se perguntou o que é história? Qual o papel do historiador? Por quem é feito a história?

A História é feita por todos nós, e o trabalho do historiador consiste em estudar a ação do homem através do tempo, e também de registrar e interpretar os fatos históricos que foram ocorridos em um determinado tempo e lugar deixados por um povo. A partir daí nós somos capazes de compreender os conhecimentos, os experimentos e as culturas dos povos anteriores ao nosso.

Os acontecimentos são vivenciados por pessoas que agiram, pensaram, participaram de movimentos sociais, portanto os historiadores analisam esses acontecimentos e as relações sociais de cada época e interpretam o momento histórico. Ele constrói e desconstrói novos conhecimentos.

Historiadores da contemporaneidade utilizam métodos de reflexão para não se enganar com diversos discursos dominantes, procuram desconstruir veracidades antigas para construir novas possíveis certezas. Através desta reflexão há um diálogo entre o passado e o presente.

Você sabe onde que o historiador vai buscar as informações para que sua pesquisa seja validada? O historiador utilizava somente documentos escritos oficiais, mas atualmente além dos documentos escritos utilizam vestígios de civilizações antigas, pedaços de roupas usadas por pessoas de outras épocas, depoimentos, pictográficos, iconográficos, fotográficos, cinematográficos, numéricos, enfim, de todo tipo que auxiliam em sua pesquisa.

A partir do período Positivista o homem passa de um ser pensante e crítico para um mero coletor de informações, pois a História passa a assumir um caráter de pura ciência, são fatos presentes nos documentos de forma cronológica. A busca dos fatos deve ser feita por mentes neutras, pois qualquer valor de juízo na pesquisa pode alterar a história.

Com o surgimento da Escola dos Annales começou a influenciar alguns autores a obter uma renovação de pensamento histórico e social da nossa realidade. O historiador passa a atuar na escolha da sua pesquisa, o que pesquisar e como pesquisar e qual a linha de pesquisa que ele irá seguir.

Ao longo do tempo houve uma evolução da historiografia, a escola metódica ou positivista defendia que quando alguém estudava história conseguia chegar à verdade histórica através de fontes escritas com apenas narração e o historiador não poderia se envolver, deveria ser neutro. Atualmente com a nova história preocupa-se com a análise das estruturas.

O Ensino de História

No século XX, por volta dos anos oitenta, ocorreu um debate sobre o ensino de história, nesse momento ocorreu uma ruptura em relação entre os filósofos sobre a tese de o professor e o estudante se tornarem sujeitos do fazer escolar, isto se constitui o campo de reflexão sobre o conhecimento em geral e específico, ou seja, sobre o conhecimento histórico produzido em todos os níveis escolares, e o alicerce para o entendimento de que na escola básica e média seria produzido por saber na disciplina de História Entende-se por saber histórico, o conhecimento produzido na reflexão educacional onde professores e estudantes dialogam diferentemente com as tradições e fontes históricas disponíveis.

O valor dessa reflexão sobre o espaço da História da Educação na produção historiográfica brasileira e nas atividades dos historiadores por todo o país, da obrigação de um espaço próprio para as questões relacionadas ao ensino de História formou parte das justificativas sobre a concepção de História e Ensino como linha de pesquisa, assim, surge à obrigação da criação de um campo de investigação historiográfica, não somente do ensino de História no ambiente escolar, mas também as relações entre essa cultura escolar e outros meios que as sociedades dispõem para elaboração e reelaboração do passado.

O debate sobre o ensino de História não tem como apartar-se do contexto, no qual este é produzido das relações de poder e saber, em especial das relações entre universidades, indústria cultural e ensino fundamental e médio (FONSECA, 2003).

O passado nos fornece fatos para compreendermos o presente, o ensino de história não é só achar e respostas e sim fazer perguntas.Quando estudamos o passado histórico, temos condições de agir sob a realidade, ela nos ensina a conviver com as diferenças e entender as diversas culturas.

Neste sentido se o professor tiver uma relação intensificada com o passado, ou seja, tirar lições aprendidas para melhor compreender a sociedade e nosso tempo, desse modo poderá incentivar seus estudantes a pensarem criticamente.

A Escrita da História e Produção Didática

A produção didática brasileira mantém-se atrelada ao debate teórico, metodológico e historiográfico produzidos em âmbitos nacionais e internacionais. Dessa forma, para discutir ensino de história e livro didático torna-se necessário refletir sobre a construção das concep-

ções de história.

A recente produção didática busca afastar-se dos resquícios do ensino tradicional, influenciado pela Escola Positivista, na qual orientava o ensino: na história essencialmente política, na utilização de fontes escritas produzidas pelo Estado, na reprodução do conhecimento, no método de memorização da informação, etc. Busca-se um diálogo com a nova história francesa, com a historiografia social inglesa e tem com ênfase revisto a produção marxista.

Peter Burke produz o quadro comparativo entre a transição do paradigma tradicional, dito positivista, e a ação do historiador da nova história, permitindo vislumbrar a diferenciação das duas vertentes teóricas da história. Na perspectiva de Burke (1992):

  • De acordo com o paradigma tradicional, a história se refere principalmente à política. A nova história interessa-se por toda atividade humana e sua base filosófica é a ideia de que a realidade é social ou culturalmente construída;
  • Os historiadores tradicionais pensam a história como narrativa de acontecimentos. A nova história preocupa-se com a análise das estruturas;
  • A história tradicional oferece uma visão de cima. Os historiadores da nova história estudam a história vista tanto de baixo, como de cima;
  • Segundo o paradigma tradicional, a história deveria ser baseada em documentos (dito oficial), negligenciando outros tipos de evidências orais, visuais, valorizadas pelos historiadores da nova história.

É notória a influência da produção historiográfica das últimas décadas na produção do material didático atual. Os livros didáticos passaram a abordar diversos sujeitos históricos, buscando dialogar com a realidade do estudante, problematizando diferentes tipologias de fontes, etc.

O Livro Didático deve ser compreendido como objeto socialmente construído. O sujeito construtor, no caso o autor do Livro Didático de História, é norteado por concepções de História e Ensino, resultante de uma opção teórica que seleciona as temáticas discutidas na obra e privilegia, entre inúmeras manifestações humanas, aquelas que julga ser importante no ensino de história.

Para conhecermos a obra didática e seu contexto de produção torna-se necessário analisar a concepção de história, a concepção de ensino, periodização, objetos, fontes, bibliografias e sujeitos históricos abordados na obra. Seguindo esses indícios podemos compreender elementos de intencionalidade do Livro Didático de História. Compreendemos que o Livro Didático possui intencionalidades, lacunas temáticas e reproduz o discurso teórico do autor, entretanto a obra didática deve ser pensada pelo docente como objeto de pesquisa, um meio auxiliar no processo de ensino e aprendizagem, não como recurso único e absoluto, limitando dessa forma a construção do conhecimento histórico.

Os materiais didáticos são instrumentos de trabalho do professor e do estudante, suportes fundamentais na mediação entre o ensino e a aprendizagem. Livros didáticos, filmes, escritas de jornais e revistas, mapas, dados estatísticos e tabelas, entre outros meios de informação, têm sido utilizados com frequência nas aulas de História. O crescimento, nos últimos anos, no número de materiais didáticos é inegável, com a multiplicação de publicações didáticas e paradidáticas, dicionários especializados, além de materiais diferenciados, como vídeos e com-

putadores, desigualmente distribuídos pelas diferentes escolas do país.

A diversidade de materiais didáticos conduz-nos a uma reflexão sobre as diferenças entre eles, diferenças essas importantes no que denominamos de suportes informativos e os “documentos”.

Os suportes informativos são elementos produzidos com a função de comunicar. Ou seja: livros didáticos e paradidáticos, atlas, dicionários, apostilas, cadernos, além dos vídeos, CD’s, DVD’s e materiais de computador (CD-ROM, jogos).

Já os denominados documentos são os signos, visuais ou textuais. São os contos, lendas, filmes de ficção ou documentários televisivos, músicas, poemas, pinturas, artigos de jornais.

Eles não são produzidos pela indústria cultural, podendo ou não ser selecionados pelo professor.

Outro fator de grande valia didática é a produção do estudante, como: dissertações, monografias, painéis, jogos, mapas, maquetes etc..., resultado do domínio do conhecimento obtido no decorrer do processo de aprendizagem.

Uma observação de grande valia é que, o material didático por ser um instrumento de trabalho do professor, é igualmente instrumento de trabalho do estudante. Nesse sentido, é importante refletir sobre os diferentes tipos de materiais disponíveis e sua relação com o método de ensino.

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CONCEPÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO

Conhecimento

Compreender o livro didático e sua utilização;
Entender o uso das imagens como ferramentas de aprendizagem.

Habilidade

Identificar os materiais didáticos e diferenciar o livro didático e material didático e paradidático.

Atitude

Desenvolver a capacidade de caracterizar e utilizar o livro didático.

Livro Didático: um objeto cultural complexo

Ao pesquisarmos sobre o conceito do Livro Didático nos dicionários e nas enciclopédias da web encontramos conceitos complexos, outros simples, porém todos parecem insuficientes diante da complexidade do objeto.

O conceito dos verbetes linkados nesta unidade de ensino de “Livro” e de Livro Didático é amplo e vago. Ao consultar a historiografia acerca da temática veremos a complexidade do objeto a ser discutido. Segundo a autora Circe Bittencourt (2004, p. 303) o Livro Didático é objeto de difícil definição, “por ser obra bastante complexa, que se caracteriza pela interferência de vários sujeitos em sua produção, circulação e consumo”. Dessa forma, para definirmos o Livro Didático devemos considerar a tríade: produção-circulação-consumo.

No âmbito da produção, o Livro Didático é uma mercadoria atrelada ao mundo editorial e a lógica da indústria cultural. É notória a crescente quantidade de editoras que tornam o mercado editorial de Livro Didático um espaço competitivo. Professores e gestores são alvos na disputa da aquisição dos produtos, interferindo no processo de escolha do material didático, por muitas vezes realizado sem critérios adequados.

Nas questões de circulação do Livro Didático percebemos que “constitui-se também como um suporte de conhecimentos escolares propostos pelos currículos escolares educacionais”. (BITTENCOURT, 2004, p. 306). É inegável a presença do Estado na elaboração do conteúdo e na criação de instrumentos para avaliá-los.

No que diz respeito ao consumo, além dos conteúdos escolares, o Livro Didático é um suporte de métodos pedagógicos, “ao conter exercícios, atividades, sugestões de trabalhos individuais

ou em grupo e de formas de avaliação do conteúdo escolar”. (BITTENCOURT, 2004, p. 306). Dessa forma, o Livro Didático deve ser entendido como veículo de um sistema de valores, “de ideologias, de uma cultura de determinada época e de determinada sociedade” (BITTENCOURT, 2004, p. 306).

Outros pesquisadores definem o Livro Didático por critérios de menor amplitude, centralizando a definição a partir do objeto. Não queremos aqui definir qual a conceituação correta, mas discutir a construção historiográfica da definição do Livro Didático. Segundo Oliveira (2009, p.13): É a partir do suporte, natureza e forma de organização dos conteúdos, finalidade ou destinatário, e os usos do livro didático que podemos construir uma definição operacional do Livro Didático, definição que se baseia nos conceitos de textos, impresso e leitura.

Para o autor os critérios que definem o Livro Didático contemplam a materialização da disciplina escolar, a reprodução em material impresso e por fim, planejamento e organização para uso em situação didática. Oliveira (2009) afirma que a primeira característica do Livro Didático é a materialização da disciplina escolar quando os conteúdos, a natureza temática e as limitações com as demais disciplinas fazem-se presente:

  • Nas finalidades que dão sentido ao conteúdo das ações da escola;
  • Na presença de exercícios, conjunto de atividades destinadas aos alunos e professores, responsáveis pela fixação e reprodução da disciplina escolar.

A segunda característica do Livro Didático é um material impresso, produzido em diversas tipologias de papel (coche, fosco, reciclável), suporte característico do Livro Didático. Entretanto não podemos descartar o Livro Didático em outros tipos de materiais (madeira, pano, plástico, espuma) comumente utilizados nas séries do ensino infantil.

E por fim, a última característica do Livro Didático é ser planejado e organizado para uso em situação didática, pois o material deve ser destinado aos estudantes e professores. Em relação aos docentes, estes devem exercer o olhar crítico em relação ao objeto, pois o Livro Didático tem as seguintes funções:

  • Reproduzir ideologia;
  • Difundir o currículo oficial;
  • Condensar princípios e fatos das ciências de referência;
  • Guiar o processo de ensino;
  • Guiar o processo de aprendizagem;
  • Possibilitar formação continuada de professores.

A partir dos critérios de definição do Livro Didático podemos concluir que:

Livro didático é, portanto, um artefato impresso em papel, que veicula imagens e textos em formato linear e sequencial, planejado, organizado e produzido especificamente para uso em situações didáticas, envolvendo predominantemente alunos e professores, e que tem a função de transmitir saberes circunscrito a uma disciplina escolar. (OLIVEIRA, 2009, p.16)

É notória a influência da produção historiográfica das últimas décadas na produção do material didático atual.

Os livros didáticos fazem parte do cotidiano escolar, e são os mais usados instrumentos de professores e estudantes, há pelo menos dois séculos. Ele é compreendido como objeto socialmente construído, onde o autor é norteado por concepções de História e ensino, selecionando as temáticas discutidas e privilegia aquelas que julga ser importante no ensino de História.

Os livros de História, particularmente, têm sido vigiados tanto por órgãos nacionais como internacionais, sobretudo após o fim da Segunda Guerra Mundial, com o objetivo de evitar qualquer manifestação de hostilidade entre os povos. Nessa perspectiva a História foi uma das disciplinas mais visadas pelas autoridades.

E os livros, muito criticados às vezes considerados os culpados pelas mazelas do ensino de História. Diversas pesquisas têm revelado que é um instrumento a serviço da ideologia e da perpetuação de um “ensino tradicional”. Entretanto, continuam sendo usados no trabalho diário das escolas em todo país. Os mesmos vêm sofrendo mudanças em seus aspectos formais e ganho possibilidade de uso diferenciado por parte dos professores e alunos.

Constitui também um suporte de conhecimentos escolares propostas pelos currículos educacionais, fazendo com que o Estado esteja sempre presente na existência do livro didático: interfere indiretamente na elaboração dos conteúdos escolares e posteriormente estabelece critérios para avalia-los.

Livro Didático de História como Objeto de Pesquisa

Sobre as relações entre os conteúdos escolares e academias, o historiador Carlos Vicentini, no artigo “Escola e livro didático de História”, apontou para as especificidades do livro didático no processo de criação e cristalização de uma memória na consolidação de determinados fatos considerados fundamentais nas mudanças da nossa sociedade.

Esses materiais didáticos têm despertado o interesse de muitos estudiosos e tem sido investigado sob diversos ângulos em diferentes países.

A historiadora Verena R Garcia, destaca o papel politico dos manuais escolares de História, considerando-os verdadeiras “autobiografias” dos Estados modernos.

Existe ainda a tendência de identificar as lacunas relativas a determinados termos ou sujeitos históricos nos livros didáticos, como é o caso da “natureza”. Artur Saffiotti destaca a importância dos historiadores focarem temas sociais relevantes, como o das relações entre o homem e a natureza, das populações negras, e das religiões dos povos. De maneira geral, podemos constatar avanços nas pesquisas sobre produção didática de História.

Materiais Didáticos

A indústria cultural, nas últimas décadas, investiu na produção massiva de produtos educativos. Dessa forma, torna-se importante discutir sobre a diversidade dos materiais didáticos e a utilização destes.

A historiadora Bittencourt (2004, p.296) utiliza a classificação adotada pelo Institut National de Recherche Pédagogique (INRP), da França, para diferenciar os suportes informativos e os "do-

cumentos”:

Os suportes informativos – correspondem a todo discurso produzido com a intenção de comunicar elementos do saber das disciplinas escolares. Nesse sentido, temos toda a série de publicação de livros didáticos e paradidáticos, atlas, dicionários, apostilas, cadernos, além de produções de vídeos, CDs, DVDs e materiais de computador (CD-ROMs, jogos, etc.)

Os documentos - todo o conjunto de signos, visuais ou textuais, que são produzidos em uma perspectiva diferente dos saberes das disciplinas, posteriormente, passa a ser utilizados com finalidade didática. Contos, lendas, filmes de ficção ou documentários televisivos, músicas, poemas, pinturas, artigos de jornal ou revistas, cartas, romances são documentos produzidos para um público bastante amplo que, por intermédio do professor e seu método, se transformam em materiais didáticos.

Interessante perceber que o documento por si só não é um material didático, pois apesar de não ser produzido para o fim didático, uma vez apropriado pelo docente através da metodologia, o documento transforma-se em objeto didático. Por exemplo, o capítulo da telenovela, exibido ontem à noite, não foi produzido especificamente para ser utilizado em sala de aula, mas o professor pode utilizar o documento visual para discutir uma problemática pertinente ao conteúdo escolar. O docente transforma-o em material didático, já que, segundo Bittencourt (2004, p. 296), “os documentos, diferentemente dos suportes informativos, foram produzidos inicialmente sem intenção didática, almejando atingir um público mais amplo e diferenciado”, como citado no exemplo, as telenovelas.

Paradidáticos

No início da década de 80 percebemos um duplo movimento de renovação na produção didática brasileira. O primeiro tinha como objetivo rever e aperfeiçoar o livro didático de história aos novos interesses dos consumidores através da inserção de conceitos e metodologias atreladas à nova produção historiográfica e a utilização de diversos documentos (oral, escrito, imagético) associados à linguagem problematizadora.

O segundo movimento, de acordo com Fonseca (2003, p. 53), “foi o lançamento de novas coleções visando atingir o leitor médio”. Os paradidáticos passaram a ser utilizados como forma de dialogar e complementar os Livros Didáticos, apontados por docentes por serem resumidos em algumas temáticas.

O paradidático possibilitou um novo campo para a produção acadêmica que atingia o público escolar. Desse modo, entendemos como paradidático um suporte informativo, produzido com finalidade didática, em forma de produção textual, articulado com imagens e tratando de uma temática específica; por exemplo, é comum encontrar paradidáticos sobre história do Brasil que aprofundam temáticas, às vezes tratadas de forma superficial no Livro Didático; entre elas estão exemplares sobre Escravidão, Governo Getulista, Ditadura Militar, História da Cultura Afro-brasileira e muitos outros.

Análise do Livro Didático

Além dos valores e da ideologia, o livro didático de História, ressalta outros três aspectos necessariamente merecedores de atenção especial. São eles: a forma, o conteúdo histórico escolar e o conteúdo pedagógico.

Quanto à forma. O livro didático diferencia dos outros livros. Requer definições sobre o preço e forma de consumo. Seus principais consumidores são: o professor, responsável maior quanto a sua compra e forma de utilização e o estudante, o seu público alvo.

As editoras se esmeram para apresentar um produto novo, sob as normativas contidas nas propostas curriculares e PCN.

Quanto aos Conteúdos Históricos, são respaldados e provenientes das propostas curriculares e da produção historiográfica, tornando-se um importante instrumento do trabalho docente. A análise da bibliografia, assim como da seleção de documentos ou excertos de obras historiográficas, contribui para a percepção da tendência histórica predominante. A escrita de um texto didático requer atenção por ser uma produção destinada a um público de faixa etária diferente e de outra geração. Suas explicações não podem ser extensas, devendo ser simples, sem simplificar. Tendo também especial atenção para o número de páginas, a extensão das frases e a quantidade de conceitos.

Já os conteúdos pedagógicos dos livros didáticos, estão focados entre informação e aprendizagem. Além da capacidade de transmitir os acontecimentos históricos, é preciso identificar como esse conhecimento deve ser aprendido. E o conhecimento contido nos livros depende ainda da forma de como o professor o faz chegar aos estudantes.

A análise dos conteúdos pedagógicos deve estar voltada para a averiguação das atividades mediante a oportunidade que os estudantes terão de fazer comparações identificando as semelhanças e diferenças entre os acontecimentos.

O livro didático, como já foi ressaltado anteriormente é importantíssimo e de grande aceitação, fornecendo, organizando e sistematizando conteúdos explícitos, incluindo métodos de aprendizagem da disciplina. Ele não é só um livro pedagógico, é uma concepção de aprendizagem.

Utilização do Livro Didático

As opiniões sobre a relação dos professores com o Livro Didático são as mais variadas possíveis. Há aqueles que defendem a não utilização; outros o utilizam como recurso único em sala de aula. Para evitar extremismos iremos discutir os problemas do Livro Didático e as ações que potencializam o seu uso.

Comumente os professores que preferem não utilizar os livros didáticos apontam vários problemas na produção da obra didática. Na visão dos professores, segundo Oliveira (2009, p.14), “o maior vício de um Livro Didático é o de não utilizar, respeitar, aproximar-se, atingir a realidade do estudante. Professores estranham a distância entre as imagens acéticas dos livros didáticos e a dureza da realidade que circunda a escola”. Questões sobre as formas longas ou resumidas dos textos, as lacunas nos conteúdos e erros fatuais também são enfatizados como problemas didáticos.

As virtudes também são enfatizadas pelos pesquisadores ao reconhecerem que os Livros Didáticos se utilizam de instrumentos imagéticos e gráficos que facilitam e estimulam a aprendizagem, a linguagem acessível e a informação historiográfica atualizada e didatizada.

Mas sabemos que não há Livro Didático ideal. Cabe ao professor escolher e utilizar o material de forma que adéque às necessidades da sala de aula.

Os professores que partem em defesa da utilização do Livro Didático justificam seu uso no cotidiano escolar afirmando que:

  • O livro traz o conteúdo disposto sequencialmente e simplificadamente, de acordo com a idade dos leitores/consumidores;
  • Reúnem em um único instrumento textos, documentos, ilustrações, mapas, materiais geralmente de difícil acesso para grande parte dos estudantes;
  • Oferece sugestões quanto à elaboração do planejamento anual, trazendo, às vezes, como apêndice nas suas páginas finais, o plano de ensino completo;
  • Contempla propostas de atividades extras;
  • “É um recurso facilitador da vida dos professores que geralmente são obrigados a cumprir cargas horárias e jornadas de trabalho excessivamente longas”. (CAIMI, 2002, p. 28).

Tendo em vista as considerações, percebemos a importância do Livro Didático no cotidiano escolar, entretanto, a utilização dessa ferramenta como recurso único e absoluto limita o processo de ensino e aprendizagem e não abre possibilidade para a construção do conhecimento através da pesquisa.

A responsabilidade na utilização do Livro Didático é do professor que pode utilizá-lo de forma integral ou parcial usando-o como único recurso didático ou como instrumento de auxílio nas pesquisas. O perfil do professor define a forma de utilização do Livro Didático.

Vejamos o perfil de dois professores que utilizam de formas diferentes o Livro Didático. O primeiro restringe-se a utilização deste como recurso único e absoluto; o segundo parte do Livro Didático em busca da pesquisa. Ambos os professores podem potencializar o uso do Livro Didático. Vejamos:

Orientação de uso – Para professores que utilizam apenas o Livro Didático:
Responder os exercícios;
Conhecer conceitos históricos;
Observar como tais conceitos são trabalhados;
Conhecer o sentido das palavras;
Ampliar vocabulário;
Elaborar os resumos e esquemas;
Preparar a explicação do texto;
Preparar-se para a exposição e o debate;
Criar atividades.
Orientação de uso - professores que não utilizam apenas o Livro Didático:
Caso encontre erros factuais e lógicos, estimule os estudantes a questionar e apontar suas contradições.
Se a organização das unidades provoca monotonia, trabalhe os mesmos temas com outras linguagens e gêneros.
Se não abordam conceitos considerados fundamentais em História, crie atividades para desenvolvê-los com os estudantes.

As prescrições enfatizam a importância de ler o Livro Didático, tratá-lo como documento e ferramenta do processo de ensino aprendizagem. Então seja qual for o posicionamento do docente em relação ao material didático, deve tratá-lo com seriedade e explorar seus recursos.

O livro didático tornou-se uma ferramenta de pesquisa, não apenas nas salas de aulas da educação básica. As pesquisas sobre Livro Didático de História ganharam força na academia e nos encontros regionais e nacionais dos historiadores. Simpósios Temáticos são destinados a discutir o ensino de história, e as práticas de leitura e utilização do Livro Didático. O campo das temáticas que permeiam a discussão dos historiadores ampliou-se em questões sobre: currículos, leis, formação continuada dos professores, escolha do LD, produção do material didático e utilização do LD nas salas de aulas, etc.

Fruto dessas discussões, a pesquisa da historiadora Margarida Dias Oliveira (2009, p. 82) nos chama atenção para a importância da utilização do Livro Didático feita da melhor forma pelos professores. Segundo a autora, “O que estamos entendendo como melhor utilização é a exploração mais adequada das suas potencialidades”. Para isso indica as seguintes práticas:

  • Iniciar os conteúdos pelas imagens, ao invés dos textos;
  • Utilização das fontes históricas disponíveis nos livros - documentos, mapas, etc.;
  • Promover a pesquisa e não apenas as atividades de fixação;
  • Utilização de outros materiais didáticos.
  • O início dos conteúdos pelas imagens desperta atenção dos estudantes para leitura imagética. Questionamentos do tipo: O que vemos? O que representa? O porquê das cores? Qual a tipologia da imagem? Tudo isso possibilita que o conteúdo histórico possa ser articulado inicialmente pela imagem, seguida do texto. Os jovens que navegam na Internet, os que têm o vídeo game como prática cotidiana e assistem filmes e desenhos são atraídos pela cultura visual. Essa, portanto, pode ser uma ferramenta atrativa para o ensino de história.

    Comumente os Livros Didáticos trazem no decorrer do texto ou em anexos documentos transcritos e mapas históricos que devem ser explorados em discursos sobre a própria construção documental. A pesquisa deve ser constante para a construção do conhecimento, seja a partir das questões sugeridas pelo Livro Didático, ou pelas lacunas existentes no material. A utilização de outros recursos, entre eles filmes, quadrinhos, revistas, telenovelas e outros recursos devem ter orientação do professor para melhor aproveitamento das linguagens midiáticas.

    Oliveira (2009, p.82) desperta a atenção do Estado, pois “há a necessidade de prover as escolas de outros materiais didáticos, além do livro. Atlas históricos, CD-ROM específico para a área, coletâneas de documentos históricos, os chamados livros paradidáticos que tratam de temas ou de aspectos de conteúdos históricos e jogos são fundamentais para o ensino”.

    Mas as ações para potencializar o uso do Livro Didático vão além da sala de aula. De acordo com a autora acima mencionada, é necessário criar ações de formação continuada e subsídio material para professores, estimular a formação de estudantes leitores, incentivar a comunidade a praticar o exercício de leitura através de bibliotecas comunitárias, etc. Oliveira (2009, p. 83) sugere:

    • Incentivar a criação de Bibliotecas Didáticas; essas poderiam subsidiar programas de extensão que tenham como base o livro didático de História;
    • Incentivar a criação de sites/bancos de dados que forneçam informações sobre imagens mais utilizadas nos Livros Didáticos, outras imagens – não tão utilizadas – relativas aos mesmos temas, para que pudessem ser exploradas em sala de aula;
    • Numa articulação efetiva com o Programa Nacional Biblioteca na Escola, viabilizar uma publicação e programas nas TVs e Rádios educativas que articulassem os Livros de Literatura e História, incentivando o trabalho interdisciplinar e a ampliação de Livro Didático para professores e estudantes;
    • Incentivo de registros de experiências vivenciadas em sala de aula; incentivos a projetos que estimulem o professor a dialogar com a sociedade: museus, jornais, objetos, etc.

    As Imagens do Livro Didático – Orientação de uso

    A imagem A primeira missa no Brasil, de Vitor Meireles, é comumente utilizada nos livros didáticos de história do Brasil. Imagine você, professor, iniciando uma aula a partir dessa imagem. Quais questões poderão problematizar a imagem com os estudantes?

    Após o primeiro contato com a imagem podemos analisar o documento imagético na perspectiva interna e externa; a crítica externa deve ser realizada por elementos da produção da obra: Quem a produziu? Quando foi produzida? Qual o tipo da imagem? Se a imagem foi produzida a pedido, quem a solicitou? Qual o contexto histórico que a obra foi produzida? É o mesmo que representa a imagem? Com que finalidade a obra foi elaborada? O autor da obra presenciou o acontecimento? O autor utiliza quais recursos para reproduzir o acontecimento? Alguns questionamentos podem ser respondidos com um olhar atento a obra e ao texto que vem após a imagem. Outros questionamentos levam o estudante a pesquisar em outros suportes.

    Uma questão a ser pensada ao analisar a pintura é a data da criação do quadro e a data do tema representado. Notoriamente, a primeira missa no Brasil foi realizada no ano do descobrimento, em 1500. Entretanto, o quadro que representa o acontecimento foi produzido em 1861. Dessa forma, acreditamos que já temos um bom motivo para iniciar uma problematização.

    A análise interna da obra diz respeito aos elementos representados na pintura: Quais os sujeitos históricos representados na imagem? Identifique as vestimentas, os gestos e os objetos. Qual a intencionalidade da ação retratada? O que a imagem enfatiza?

    A imagem reproduzida em diversos tamanhos, impressa ou projetada em vídeo, transformada em quebra-cabeça, possibilita outras interpretações do fato representado e evidencia os elementos da imagem.

    Sugerimos que você visualize a articulação da imagem A Primeira Missa no Brasil, de Vitor Meirelles, com outras representações do mesmo acontecimento, elaboradas por outros pintores. Segue a indicação: A Primeira Missa no Brasil, de Portinari (1948), e Carta de Pero Vaz de Caminha, de Glauco Rodrigues, 1971.

    A análise comparativa entre as imagens desperta a possibilidade de dialogar com as diversas temporalidades de representação e com os sujeitos históricos produtores das obras; promove a ação interdisciplinar entre história, literatura e artes. Vislumbramos caminhos de possibilidades que serão criados pelos estudantes e professores.

    3

    POLÍTICAS DO LIVRO DIDÁTICO

    Conhecimento

    Conhecer as disposições legais referentes ao ensino de história resultante do período pós-ditadura militar.

    Habilidade

    Identificar as mudanças ocorridas no ensino de História ao contexto histórico.

    Atitude

    Analisar criticamente o livro didático.

    Políticas do livro didático

    Com o processo de redemocratização ocorrido na década 80, surge a criação de dispositivos de lei com temáticas atreladas à educação. Leis, programas, estatutos que têm como objetivo garantir o acesso e a permanência do estudante no ambiente escolar passam a ser discutidos, planejados e executados.

    Analisaremos aspectos da educação na Constituição da República Federativa do Brasil (BRASIL, 1988), nos documentos pós-constituição: Estatuto da Criança e do Adolescente (BRASIL, 1990), Leis de Diretrizes e Bases da Educação (BRASIL, 1996); Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1997/1998); Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental (BRASIL, 1998) e Plano Nacional de Educação (BRASIL, 2001).

    A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 foi fundamentada através dos princípios propagados pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, entre eles, a constituição da cidadania pela liberdade e igualdade em dignidade e em direitos. (BRASIL, 1998, Art 1º.) E conforme a Constituição Brasileira, o estado tem o dever de prover (BRASIL, 1988. Art. 208-214):

    • Ensino fundamental, obrigatório e gratuito;
    • Progressiva universalização do ensino médio gratuito;
    • Programas de material didático, transporte, alimentação e assistência médica para os alunos do ensino fundamental;
    • Definição de normas para regimento de estabelecimentos públicos e privados de ensino;
    • Deverá fixar conteúdos mínimos para o ensino fundamental.

    Para a realização do último tópico, elaboraram-se os Parâmetros Curriculares Nacionais, nos anos 1997 e 1998, e as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental (BRASIL, 1998), documentos cujo objetivo é atender o Art. 210 da Constituição Brasileira que diz respeito à fixação de “conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais”.

    As Leis de Diretrizes e Bases da Educação (BRASIL, 1996), criadas após oito anos da constituição de 1988, estabelecem a criação do Plano Nacional da Educação, o qual articula o desenvolvimento do ensino aos diversos níveis de integração do poder público. Entre os anos de 2001-2011 o PNE teve como objetivo (BRASIL, 1988, Art. 124):

    • Erradicação do analfabetismo;
    • Universalização do atendimento escolar;
    • Melhoria da qualidade do ensino;
    • Formação para o trabalho;
    • Promoções humanísticas, científicas e tecnológicas do país.

    Os resultados desses dez anos de plano são de avanços tímidos. Nenhum dos tópicos acima foi atingido em sua plenitude; para isso criou-se o PNE 2011-2020 com dez diretrizes e vinte metas. Conheça as 20 Metas do Plano Nacional de Educação (PNE)

    O processo de redemocratização mostra-se longe de superar todas as dificuldades da educação. Porém avanços devem ser indicados como a LDBEN (1996) que orienta a formação de um currículo de base nacional comum. O documento pauta o conteúdo de História do Brasil ao propor que “o ensino de História do Brasil levará em conta as contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro, especialmente das matrizes indígena, africana e europeia [sic]”. (BRASIL, 1996, Art. 26).

    O PCN (1997) é o marco do Estado no papel regulador dos conteúdos escolares em dimensão nacional, pois define os objetivos do Ensino Fundamental a partir da documentação que rege o direito à cidadania, ao propor:

    • Compreender a cidadania como participação social e política, assim como exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia a dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito;
    • Posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas;
    • Conhecer características fundamentais do Brasil nas dimensões sociais, materiais e culturais como meio para construir progressivamente a noção de identidade nacional e pessoal e o sentimento de pertinência ao país;
    • Conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras características individuais e sociais;
    • Perceber-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente, identificando seus elementos e as interações entre eles, contribuindo ativamente para a melhoria do meio ambiente;
    • Desenvolver o conhecimento ajustado de si mesmo e o sentimento de confiança em suas capacidades afetiva, física, cognitiva, ética, estética, de inter-relação pessoal e de inserção social, para agir com perseverança na busca de conhecimento e no exercício da cidadania;
    • Conhecer e cuidar do próprio corpo, valorizando e adotando hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida e agindo com responsabilidade em relação à sua saúde e à saúde coletiva;
    • Utilizar as diferentes linguagens — verbal, matemática, gráfica, plástica e corporal — como meio para produzir, expressar e comunicar suas ideias, interpretar e usufruir das produções culturais, em contextos públicos e privados, atendendo a diferentes intenções e situações de comunicação;
    • Saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para adquirir e construir conhecimentos;
    • “Questionar a realidade formulando problemas e tratando de resolvê-los, utilizando para isso pensamento lógico, criatividade, intuição, capacidade de análise crítica, selecionando procedimentos e verificando sua adequação”. (BRASIL, 1997, p.69)

    Nessa direção, surgem as especificidades do ensino de história nas séries do ensino fundamental. A partir da definição dos objetivos da disciplina nos PCN de História e Geografia, espera-se que o estudante possa:

  • Identificar o próprio grupo de convívio e as relações que estabelecem com outros tempos e espaços;
  • Organizar alguns repertórios histórico-culturais que lhes permitam localizar acontecimentos numa multiplicidade temporal de modo a formular explicações para algumas questões do presente e do passado;
  • Conhecer e respeitar o modo de vida de diferentes grupos sociais, em diversos tempos e espaços, em suas manifestações culturais, econômicas, políticas e sociais, reconhecendo semelhanças e diferenças entre eles;
  • Reconhecer mudanças e permanências nos convívios humanos, presentes na sua realidade e em outras comunidades, próximas ou distantes no tempo e no espaço;
  • Questionar sua realidade identificando alguns de seus problemas e refletindo sobre algumas de suas possíveis soluções, reconhecendo formas de atuação, políticas institucionais e organizações coletivas da sociedade civil;
  • Utilizar métodos de pesquisa e produção textual de conteúdo histórico, aprendendo a ler diferentes registros escritos, iconográficos e sonoros;
  • Valorizar o patrimônio sociocultural e respeitar a diversidade, reconhecendo-a como um direito dos povos e indivíduos e como um elemento de fortalecimento da democracia. (BRASIL, 1997, PCN História e Geografia, p. 33).
  • O Governo Federal pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE - adquire livros didáticos para as escolas públicas através da execução do Plano Nacional do Livro Didático - PNLD. Dessa forma, o FNDE adquire e distribui livros para os estudantes da rede pública de ensino. O programa é realizado trienalmente e no início atendeu aos estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental; hoje sua abrangência atende aos estudantes dos anos finais do ensino fundamental e ensino médio.

    As editoras concorrem ao edital para terem suas obras avaliadas pelo MEC. Uma vez a obra aprovada, ela passa a ser integrada ao Guia Nacional do Livro Didático. O Guia é uma ferramenta para o professor orientar a escolha da obra pedagógica que mais se adéqua às necessidades escolares.

    No Plano Nacional Do Livro Didático (PNLD 1997-2001) demonstra os critérios eliminatórios da avaliação dos livros didáticos, porém analisaremos especificamente os critérios criados em 2001. A obra didática é desclassificada pelo MEC, caso apresente qualquer característica a seguir:

  • Sobre a contribuição para a construção da cidadania:
  • Em respeito à Constituição Brasileira e para contribuir efetivamente para a construção ética necessária ao convívio social e à cidadania, o livro didático não poderá veicular preconceitos de origem, cor, condução econômico-social, etnia, gênero e quaisquer outras formas de discriminação; fazer doutrinação religiosa, desrespeitando o caráter leigo do ensino público e qualquer desrespeito a esses critérios é discriminatório e, portanto, socialmente nocivo.

  • A respeito da correção dos conceitos e informação básica:
  • Respeitando as conquistas científicas da área, um livro didático não poderá formular nem manipular erradamente os conceitos e informações fundamentais das disciplinas em que se baseia, pois estará descumprindo sua função mediadora e seus objetivos didático-pedagógicos.

  • Em relação à correção e pertinências metodológicas:
  • Por mais diversificadas que sejam as concepções e práticas de ensino e aprendizagem, propiciar ao estudante a apropriação do conhecimento implica escolher uma opção de abordagem, ser coerente em relação a ela e, ao mesmo tempo, contribuir satisfatoriamente para a consecução dos objetivos, quer da educação em geral, quer da disciplina e do nível de ensino em questão. Por outro lado, as estratégias propostas devem mobilizar e desenvolver várias competências cognitivas básicas como a compreensão, memorização, análise (de elementos, relações, estruturas...), síntese, formulação de hipóteses e o planejamento. Portanto, o livro didático não poderá, em detrimento das demais, privilegiar uma única dessas competências, sob pena de induzir a um domínio efêmero dos conteúdos escolares e comprometer o desenvolvimento cognitivo do educando.

    Mas uma obra aprovada pelo MEC e que consta no Guia Nacional do Livro Didático não está isenta de problemas. Cabe aos gestores e professores, no processo de escolha do Livro Didático, fazer uma avaliação e escolher a obra que mais se adéqua às necessidades dos estudantes.

    Explicando melhor com a pesquisa

    Sugerimos que leiam o artigo abaixo: Atualmente historiadores pesquisam sobre as metodologias e concepções do ensino de história. Nos encontros de pesquisa a nível nacional e regional comumente encontramos Grupos de Trabalhos que tem como objeto de pesquisa o ensino de história: saberes e práticas. Entre os diversos grupos apontamos o GT de Ensino de História e Historiografia: Narrativas, Saberes e Práticas. O GT é coordenado pelas historiadoras Ana Maria Ferreira da Costa Monteiro (Doutor(a) - Universidade Federal do Rio de Janeiro) e Helenice Aparecida Bastos Rocha (Doutor(a) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro).

    Leitura Obrigatória

    Sugerimos a leitura da obra Ensino de História: Fundamentos e métodos, na qual aborda aspectos do ensino e aprendizagem de História do ponto de vista dos problemas teóricos que fundamentam o conhecimento escolar. Propiciará aos docentes de diferentes níveis base para refletir sobre as finalidades do ensino de História e seu papel na formação.

    Após a leitura da obra faça um texto reflexivo no que diz respeito ao ensino de História e qual o seu papel enquanto professor.

    Pesquisando na Internet

    Para aperfeiçoar mais seus conhecimentos sugerimos que você busque na Internet o seguinte tema: “Abordagem do Ensino de História local nos livros didáticos das séries iniciais”.

    Após a pesquisa faça um texto reflexivo sobre o assunto abordado.

    Para aperfeiçoar mais seus conhecimentos sugerimos que você busque na Internet o seguinte tema: “Livro Didático e a formação de professor”

    Após a pesquisa faça uma reflexão acerca do saber escolar.

    Saiba mais

    Sugerimos que leia a entrevista com o tema “Materiais didáticos são mediadores entre professor, alunos e conhecimento”, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Tânia Braga Garcia, coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Publicações Didáticas tem desenvolvido atividade de pesquisa e de formação de professores com o objetivo de discutir e compreender a presença de material didático na aula, especialmente os livros didáticos. Nesta entrevista ela responde vários questionamentos relacionados aos materiais didáticos na aprendizagem. Vale a pena conferir!

    Vendo com olhos de ver

    Sugerimos que assista aos vídeos abaixo que abordam a problemática da História do Brasil e a doutrinação ideológica nos livros didáticos.

    História do Brasil e a doutrinação ideológica nos livros didáticos (1)

    História do Brasil e a doutrinação ideológica nos livros didáticos (2)

    História do Brasil e a doutrinação ideológica nos livros didáticos (3)

    Propomos que assista ao vídeo com Patrícia Elisa Chipoletti Esteves sobre Análise do Livro Didático, pois este vídeo tem como objetivo oferecer subsídios para análise de livros didáticos, abordando como deve ser a linguagem do livro, sua simbologia. Faz questionamentos para quem o livro didático deve ser escrito e ainda enfatiza aspectos que devem ser considerados na escolha do livro didático. Vale a pena conferir!

    Após assistir aos vídeos escreva sua visão crítica sobre eles.

    Revisando

    Estudamos nesta unidade de ensino a produção do conhecimento histórico. Percebemos a ruptura do paradigma tradicional pelo surgimento da Nova História. Identificamos que novos sujeitos históricos passaram a compor as narrativas históricas, novas fontes deram suporte aos historiadores e novas temáticas serviram como motivação para novas investigações. Compreendemos que concepções de ensino são atreladas as concepções de história que se transformam de acordo com as necessidades da sociedade. Faça a seguinte reflexão: quando você era estudante do ensino básico qual era a concepção de história praticada pela escola? Aproximava-se da história tradicional ou da nova história?

    Vimos também que conceituar livro didático é uma tarefa difícil se levarmos em consideração a complexidade que envolve a sua produção, distribuição e consumo. Toda essa complexidade exige que o professor de História o perceba não como uma ferramenta didática neutra e insubstituível à prática pedagógica, mas como objeto, fruto de visões e interesses que se originam nas concepções dos muitos sujeitos envolvidos na sua produção.

    É importante pensar a diversidade de materiais didáticos hoje disponíveis no mercado. Bittencourt (2004) diferencia os suportes informativos dos documentos e alerta para a necessidade de perceber o documento não como material didático, mas como material que pode ser utilizado pelo professor e vir a tornar-se didático.

    Houve nas últimas décadas um aumento significativo na produção de materiais paradidáticos cuja finalidade é suplementar e dialogar com os ditos materiais didáticos.

    As visões de professores acerca da utilização que fazem do livro didático são díspares e mediadas por diversas questões relacionadas à formação e complexidade de experiências vividas por eles com relação a esse recurso didático. Entretanto, é a certeza da inexistência de um livro didático ideal que dever guiar o professor a optar e utilizar aquele que melhor corresponda às necessidades de seus estudantes.

    As mudanças ocorridas na educação nos pós-redemocratização do Brasil a partir da década de 80 assinalam o surgimento de leis e dispositivos cuja função é assegurar o acesso e a permanência na escola.

    Embora as dificuldades no âmbito educacional ainda sejam gritantes, alguns avanços podem ser verificados como a criação da LDBEN de 1996 que estabelece diretrizes ao ensino.

    Esse conjunto de dispositivos legais dá conta de uma necessidade real advinda com o fim da Ditadura Militar: novos olhares acerca do ensino de História. Objetivos e funções de seu ensino são redefinidos e apresentados em textos legais como os Parâmetros Curriculares Nacionais de História e Geografia.

    Criado pelo governo Federal, o Programa Nacional do Livro Didático – PNLD – tem a função de adquirir e distribuir livros didáticos aos estudantes da rede pública de todo o país. Atualmente o programa atende o ensino fundamental e médio.

    O processo de seleção dos livros se dá mediante lançamento de edital pelo MEC, no qual critérios de participação e avaliação são lançados às editoras interessadas.

    Autoavaliação

    1. Para finalizar nossa discussão sobre as concepções e produção da história produza um texto com as características da Nova História.
    2. Diante do exposto, pense como você conceituaria Livro didático e Livro paradidático?
    3. Quais as possibilidades de uso do livro didático no ensino de História?
    4. Se o livro didático é um elemento tão poderoso e determinante no ensino básico brasileiro, quais as possibilidades de reinvenção das relações professor/aluno/ livro didático/conhecimento historiográfico acadêmico?
    5. Como tornarmos o conhecimento histórico ensinável em nossas escolas sem nos submetermos à sedução exclusivista do livro didático?
    6. A década de 1980 é de transformações no campo educacional. Comente o contexto histórico que serve de pano de fundo para essas transformações.
    7. Em que consiste o Programa Nacional do Livro Didático – PNLD e quais critérios são utilizados por esse programa para avaliar e julgar como adequado o livro didático?

    Bibliografia

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    Vídeos

    ESTEVES, Patrícia Elisa Chipoletti. Análise de Livro Didático. ( 35 minutos e 30 segundos). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=zi-9qF6U-a4

    VILA, Marco Antônio. História do Brasil e a doutrinação ideológica nos livros didáticos. – Parte 1. ( 9 minutos e seis segundos). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=bfO0m5PbxRQ

    VILA, Marco Antônio. História do Brasil e a doutrinação ideológica nos livros didáticos. – Parte 2. ( 9 minutos e um segundo). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=apINxbprkAA

    VILA, Marco Antônio. História do Brasil e a doutrinação ideológica nos livros didáticos. – Parte 3. ( 5 minutos e dezessete segundos). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=6RDB5HvAfhg

    “Livro é um conjunto de folhas impressas e reunidas em volume encadernado ou brochado. Didático é próprio ou relativo ao ensino, à instrução; que tem por fim instruir” (Larousse, 1992).

    “Livro didático é um livro de caráter pedagógico”.

    Imagético: Que se consegue exprimir através de imagens.

    Paradidáticos: Que auxilia no processo de ensino juntamente com os materais didáticos.

    Didatizada: Maneira ou processo de tornar mais facilmente compreensível um determinado assunto.

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