Prática Curricular II
Prática Curricular II

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Palavra do Professor-Autor

Sejam bem vindos!

O Patrimônio histórico, material e imaterial com todas as suas belezas arquitetônicas, folclóricas, místicas, enfatiza e valoriza a nossa história. Daremos um enfoque especial para a Arqueologia que nos permite compreender melhor os fatos ocorridos no passado, o que nos permite também uma melhor compreensão do presente.

Nesse contexto abordaremos também o turismo de lazer, cujo objetivo é diversão, curiosidade, descanso e o turismo de negócios que apresenta objetivos específicos ligados ao lucro, ao poder e ao capitalismo.

Lembre-se: é nossa história, nossa gente, vamos cuidar e preservar para que as gerações futuras tenham a oportunidade de conhecer como vivemos e como evoluímos.

Bons Estudos!

Autora

Euzelia Maria Gomes Oliveira, Especialista em História e Geografia pela Faculdade de Kúrios. Graduada em História pela Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA. É professora de Geografia e História na Rede Estadual de Ensino Médio. É tutora dos cursos de História das Faculdades INTA EaD.

Ambientação

Olá queridos alunos, estamos dando início a disciplina de Prática Curricular II, na qual você vai conhecer um pouco mais sobre nossa história, seu modo de preservação com ênfase na valorização de nosso Patrimônio Histórico, nossa cultura e também na Arqueologia e no Turismo.

Para iniciar as nossas discussões sobre Arqueologia, precisamos saber que atualmente vivemos um momento em que as temáticas da história estão sendo ampliadas, e seguindo esse curso, percebemos que a área do estudo e pesquisa sobre a Arqueologia também se amplia. “Novos objetos e novas abordagens” estão ganhando espaço nas pesquisas, contribuindo tanto na área de Patrimônio, de Arqueologia, e da História.

Sabemos que há um longo caminho a percorrer no mundo da Arqueologia, mais vamos conhecer o que já foi feito, construído, destruído, enfim, transformado e vivido pelo homem.

Vamos entender melhor como se classificam esses tipos de turismo e onde eles podem ser praticados. Como foco nos espaços arqueológicos e perceber até que ponto pode ser considerado espaços turísticos. Convido-lhe a entrar nesse passeio para quem sabe lhe despertar o interesse em aprofundar seus conhecimentos na área.





Sugerimos que você faça a leitura da obra Olhares Contemporâneo sobre o Turismo, o autor procurar ir ao encontro de questões mais amplas abrangendo os aspectos socioambientais, culturais e econômicos relacionados diretamente com o turismo.

Trocando ideias com os autores

Propomos a leitura de algumas obras.

A alegoria do patrimônio

Turismo, memória e Patrimônio Cultural

Guia de Estudo

Após a leitura das obras, faça uma resenha e disponibilize na sala virtual para debater com seus colegas.

A alegoria do patrimônio”, obra em que Françoise Choay, discute como deve ser conservado e restaurado o patrimônio histórico, arquitetônico e urbano de um país.

CHOAY, Françoise. A alegoria do patrimônio. 4. ed. São Paulo: Unesp-Estação Liberdade, 2006.

Turismo, memória e Patrimônio Cultural”, obra onde o autor apresenta uma série de reflexões acerca das distintas formas de uso e de ocupação turística dos espaços, além dos remanescentes arquitetônicos de valor turístico.

PORTUGUEZ, Anderson Pereira (ORG.). Turismo, memória e Patrimônio Cultural. São Paulo: Roca, 2004.

Problematizando

Imagine que você está passeando por uma cidade que tem um belo patrimônio histórico.

Digamos que ao fazer um passeio pelo centro dessa cidade, ficamos maravilhados com a beleza estampada nas construções históricas que podemos ver, tocar e melhor ainda, conhecer a sua rica História a partir da conservação de seus bens.

Agora pense uma situação em que você está transitando em certa rua, admirando as belezas naturais e arquitetônicas, quando de repente encontra alguém depredando, destruindo um prédio considerado patrimônio histórico, arquitetônico, mas que ainda não está tombadopelo órgão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico e Nacional-IPHAN.

Guia de Estudo
Guia de Estudo

Qual a sua atitude em relação a esse comportamento? Você usaria quais argumentos para conscientizá-lo de tal imprudência? Você procuraria o setor público juntamente com a comunidade para tomarem providências necessárias a respeito do tombamento? Justifique a importância de agirmos como cidadãos defensores do Patrimônio Histórico Cultural, bem como da preservação de nossa História.

Patrimônio da Humanidade

1


Conhecimentos

  • Conhecer o que é o patrimônio natural, histórico-cultural, material e imaterial;
  • Entender a importância do patrimônio e as políticas de preservação;
  • Compreender e respeitar a identificação, a proteção e a preservação do patrimônio cultural e natural de todo Brasil.
  • Habilidades

  • Reconhecer quais as práticas desenvolvidas no Brasil, no tocante a preservação do nosso patrimônio, bem como a nossa história.
  • Atitudes

  • Refletir sobre as políticas públicas no Brasil, as quais contribuem para restauração e preservação do Patrimônio;
  • Analisar as práticas sociais nos espaços arqueológicos e turísticos que são trabalhados na área do ensino;
  • Posicionar-se de forma a incentivar as práticas sociais em defesa do patrimônio.
  • Unidade 1

    Patrimônio

    A palavra patrimônio, possue diversos usos e sentidos. Inicialmente esteve relacionada à herança das famílias, mais especificamente aos bens materiais.

    Durante o século XIX, intensificou-se a criação dos patrimônios nacionais os quais serviram para criar referenciais comuns, resultando na imposição de costumes nacionais, que envolvem as memórias peculiares e regionais. Aos poucos, foi constituindo uma simbologia unificadora, que buscava trazer uma base idêntica a todas, respeitando as diversidades e as particularidades.

    O Patrimônio tornou-se parte da construção social com ênfase em todos os aspectos, e em especial, na importância política. Pode-se afirmar que o patrimônio através de escolhas oficiais, envolve exclusões e inclusões. De acordo com o pensamento de cada sociedade em determinada época, suas preferências e suas decisões sobre o que preservar e que tipo de memória querem construir para as gerações futuras. Consequentemente, o que não estiver de acordo com suas concepções serão descartados.

    Guia de Estudo

    Guia de Estudo

    Realize uma pesquisa buscando mais informações a respeito da legislação no que tange ao patrimônio. Logo após produza um relatório enfocando as leis criadas e descrevendo o objetivo de cada uma delas. Ressalte a importância dessas leis para a preservação e restauração do meio ambiente e como isso vai repercutir para as futuras gerações. Explique as consequências do não cumprimento dessas leis para o meio ambiente e para a humanidade

    De acordo com o pensamento de cada sociedade em determinada época, suas preferências e suas decisões sobre o que preservar e que tipo de memória querem construir para as gerações futuras. Consequentemente, o que não estiver de acordo com suas concepções serão descartados.

    Com o objetivo de tornar real a preservação desses patrimônios algumas leis foram criadas. Sugerimos que através do estudo guiado faça uma pesquisa buscando mais informações.

    Neste sentido, o valor atribuído ao acervo cultural se modifica, seguindo as circunstâncias de cada povo e lugar. Sendo que alguns apresentam dificuldades em constituir a sua história, quando se refere ao patrimônio natural, histórico-arquitetônico, cultural (material e imaterial).

    Patrimônio Natural

    É um ambiente que ainda não sofreu transformações feitas pelo homem.

    Fonte:https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/c1/Serra_da_Bocaina.JPG/1280px-Serra_da_Bocaina.JPG

    Unidade 1

    Atualmente, presencia-se uma mudança global dos processos ecológicos, capaz de comprometer os sistemas ambientais elementares: água, atmosfera, solo, perda da diversidade biológica e, consequentemente, perda da variabilidade genética: flora, fauna, enfim, são milhares de ecossistemas que mantêm, mediante sua função interativa e interdependente do equilíbrio da biosfera.

    O desequilíbrio causado nos ecossistemas tem influenciado diretamente na vida das pessoas, em forma de poluição dos mais variados tipos: aquecimento global e o efeito estufa são alguns exemplos. Existem leis que foram criadas ao longo dos anos para que houvessem mudança significativa nesta área.

    O Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) é um conjunto de diretrizes e procedimentos oficiais que possibilitam às esferas governamentais federal, estadual e municipal, e à iniciativa privada a criação, implantação e gestão de unidades de conservação, tendo como objetivos:

    Clique aqui e conheça os objetivos do SNUC

    Percebemos a necessidade urgente de proteger o meio ambiente, através de ações e normas, previstas em leis, preservando todas as suas belezas naturais para o bem-estar da humanidade.

    Vamos conhecer os bens protegidos pelo patrimônio natural.
    Clique Aqui

    Objetivos do SNU
    • Contribuir para a manutenção da diversidade biológica e dos recursos genéticos no território nacional e nas águas jurisdicionais;
    • Proteger as espécies ameaçadas de extinção no âmbito regional e nacional;
    • Contribuir para a preservação e a restauração da diversidade de ecossistemas naturais;
    • Promover o desenvolvimento sustentável a partir dos recursos naturais;
    • Promover a utilização dos princípios e práticas de conservação da natureza no processo de desenvolvimento;
    • Proteger paisagens naturais e pouco alteradas de notável beleza cênica;
    • Proteger as características de natureza geológica, geomorfológica, espeleológica, paleontológica e cultural;
    • Proteger e recuperar recursos hídricos e edáficos;
    • Recuperar ou restaurar ecossistemas degradados;
    • Proporcionar meios e incentivos para atividades de pesquisa científica, estudos e monitoramento ambiental;
    • Valorizar econômica e socialmente a diversidade biológica;
    • Favorecer condições e promover a educação e interpretação ambiental, a recreação em contato com a natureza e o turismo ecológico;
    • Proteger os recursos naturais necessários à subsistência de populações tradicionais, respeitando e valorizando seu conhecimento e sua cultura e promovendo-as social e economicamente.

    Parques Nacionais da Chapada dos Veadeiros e das Emas

    O rio Formoso é um dos principais responsáveis pela drenagem do Parque.

    Fonte: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/53

    Mata Atlântica

    Mais de 1020 espécies de aves podem ser encontradas na região

    Fonte: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/44

    A diversidade biológica, segundo Sarita Albagli:

    “... inclui todos os produtos da evolução orgânica, ou seja, toda a vida biológica no planeta, em seus diferentes níveis – de genes até espécies e ecossistemas completos -, bem como sua capacidade de reprodução. Corresponde à ‘variabilidade viva’, ao próprio grau de complexidade da vida, abrangendo a diversidade entre e o âmbito das espécies e de seus habitats” (ALBAGLI, 1998 p.8).

    Diversidade biológica ou biodiversidade, refere-se à variedade de vida na Terra, sendo elas:

    • genética das populações e espécies;
    • variedade da flora, da fauna e de micro-organismos;
    • tipos de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos ecossistemas;
    • variações de comunidades, formados pelos organismos e;
    • a totalidade dos recursos vivos e/ou biológicos e dos recursos genéticos e seus componentes.

    Dentre os problemas ambientais, a pior crise é a dos recursos renováveis.

    Você sabe o que são recursos renováveis?

    Unidade 1

    Em todo o planeta, as espécies marinhas, terrestres e aéreas; as florestas tropicais e sua reserva genética; a camada superior do solo; a água potável; entre outras; estão em um movimento acelerado de diminuição, já que o nível de exploração é maior que a capacidade de regeneração, isto é, a exploração do ambiente é maior do que a sua capacidade de renovação. Esta crise, acrescida das mudanças climáticas e da destruição da atmosfera, afeta a vida humana e de todos os outros organismos vivos de forma alarmante e, talvez, irreversível.

    Torna-se necessário proteger a diversidade biológica afim de conseguir manter a continuidade da vida no planeta Terra, pois o homem na sua ganância desenfreada, correndo atrás de lucros e construir riquezas, esquece do principal, que é viver em harmonia com a natureza.

    Agora vamos falar um pouco de paisagens

    O conceito de paisagem aqui adotado é proveniente de uma nova ciência, a Ecologia de Paisagens, que Metzger (2001, p. 4), define como “... um mosaico heterogêneo formado por unidades interativas, sendo esta heterogeneidade existente para pelo menos um fator, segundo o observador e numa determinada escala de observação”. O mosaico heterogêneo é visto sob a ótica das pessoas, de suas necessidades, anseios e planos de ocupação territorial e, ainda, como esses indivíduos agem em amplas extensões de seu território, as paisagens devem ser consideradas na análise dos problemas ambientais e devem ser traçados planos de restauração e conservação das mesmas.

    Fonte: www.belezasnaturais.com.br - Cataratas do Iguaçu

    O mosaico heterogêneo é visto sob a ótica das pessoas, de suas necessidades, anseios e planos de ocupação territorial e, ainda, como esses indivíduos agem em amplas extensões de seu território, as paisagens devem ser consideradas na análise dos problemas ambientais e devem ser traçados planos de restauração e conservação das mesmas.

    As paisagens naturais são decorrentes da combinação de elementos como rios, lagos, relevo, clima, solo, vegetação, caracterizando uma parte da superfície terrestre e ligados por uma forte interação, indispensáveis à sobrevivência do homem.

    Unidade 1

    A natureza forma paisagens variadas, mas os seres humanos, quando ocupam essas paisagens, alteram-nas com suas atividades. Atualmente, as paisagens se encontram submetidas com maior ou menor intensidade à influência antrópica e, consequentemente, modificadas.

    Paisagem Natural - Fonte: http://www.colegioweb.com.br/wp-content/uploads/2014/08/Paisagem-Natural.jpg

    Patrimônio Cultural

    Cultura é o conhecimento de costumes e valores que se transmite de geração em geração. Sendo assim, todo grupo social tem sua cultura com idioma próprio (dialeto), crenças e religião praticada, tradições, hábitos, costumes, regras, modo de vestir, culinária e manifestações artísticas na pintura, na escultura, na dança, na música, no artesanato e outros.

    Considera-se como patrimônio cultural o conjunto de bens materiais e/ou imateriais, que contam a história de um povo através de seus costumes, comidas típicas, religiões, lendas, cantos, danças, linguagem superstições, hábitos, rituais, festas etc. Através do patrimônio cultural é possível conscientizar os indivíduos, proporcionando aos mesmos a aquisição de conhecimentos para a compreensão da história local e regional.

    A valorização do patrimônio cultural como um fator de memória das sociedades intensificou-se a partir da década de 1970. Através dessa organização, compreendemos a importância da preservação da memória em função da cultura. Lembrando que memória também passa por relações de poder, de dominação e até resistência.

    O patrimônio histórico cultural não são apenas os casarões, os museus, os arquivos e as igrejas, mas também, as vilas dos operários, as casas de taipa, favelas, as pinturas, o artesanato, os mitos e as músicas.

    Vamos vê dois exemplos:

    Música “Asa Branca”
    Artista e Compositor: Luiz Gonzaga

    Clique no ícone para ouvir

    Retrata a luta de sobrevivência do povo brasileiro no cenário da seca da década XV no Nordeste

    Música “Pra não dizer que não falei das flores”
    Artista e Compositor: Geraldo Vandré

    Clique no ícone para ouvir

    Aborda uma crítica à ditadura militar nas décadas 1960 a 1980.

    Unidade 1

    A história de um povo se constrói e se reconstrói coletivamente ao longo dos anos e dos séculos, a partir das relações sociais e de trabalho, das lutas pela sobrevivência, pela resistência aos interesses e disputa pelo poder de decisão política, econômica e cultural.

    Fonte: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/66

    As manifestações folclóricas, os conhecimentos científicos e técnicos, enfim, tudo o que é produzido pelo povo são riquezas da humanidade e, transformar tudo isso em patrimônio cultural, é responsabilidade de todos, independentemente da posição social.

    Fonte: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/62

    Unidade 1

    Patrimônio Cultural e Material

    Patrimônio material é todo conjunto de edifícios, obras de arte, documentos, monumentos, fotos e outros objetos que pertencem a um lugar. Essas coisas tem um valor histórico ou sentimental para os moradores de uma determinada região, pois se referem às origens e a forma escolhida para serem lembrados. O patrimônio material retrata a história de uma sociedade em uma determinada época.

    O patrimônio histórico do Brasil é protegido e regulado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), o qual foi criado em 1937 com o objetivo de registrar (tombar) e conservar os bens históricos, preservando assim, grande parte da nossa história.

    Até meados do século passado somente eram considerados patrimônio material as coisas que faziam referências aos homens com poder ou a tradição da civilização, católica e europeia, implantadas pelos governantes.

    Atualmente, temos uma visão bastante ampliada a respeito de patrimônio, que não é só material. O estudo da história vem buscando manter acesa a lembrança de pessoas comuns, bem como o modo de viver dos camponeses e dos trabalhadores. Podemos usar como exemplo de meio de transporte o trem, que é um bem material e representa o avanço econômico das estradas de ferro e a formação das cidades na região.

    Outros exemplos, podem ser casas de farinha, vilas operárias, senzalas e, também, alguns objetos da cultura indígena como: armas, adornos e cerâmicas, riquezas produzidas por nossos antepassados em sua época. Vale ressaltar que eles foram importantes construtores em seu tempo.

    O tombamento é realizado pelo poder público, portanto, é um ato administrativo que está a nível municipal, estadual ou federal. Os tombamentos federais são de responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), porém, uma instituição pública ou qualquer cidadão pode fazer o pedido de abertura de um processo de tombamento. O objetivo do tombamento é preservar os bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e até mesmo de valor afetivo para a população. Assim, conseguimos impedir a destruição ou a descaracterização de tais bens, ou seja, uma vez preservado, o bem não poderá ser reformulado mudando suas características.

    O tombamento também, pode ser aplicado aos bens materiais e imateriais que são de interesse cultural ou ambiental como: fotografias, livros, mobiliários, utensílios, obras de arte, edifícios, ruas, praças, cidades, regiões, florestas, cascatas, e outros, desde que seja aplicado para a preservação da memória coletiva.

    O filme “Narradores de Javé” aborda em seu roteiro um povo sem história, pois, não tinham fontes documentais, a história estava perdida na memória das pessoas que não conseguiam expressar uniformemente. Observa-se então, a necessidade da construção e da preservação da história e de seus bens materiais e imateriais.

    Clique no ícone e assista ao trailer do filme

    Até que ponto as pessoas estão realmente preocupadas em preservar sua história e a história de seu povo? Porque percebemos que os valores estão distantes de nossas atitudes no dia a dia? De quem é a culpa? Onde se perderam esses valores? O que podemos fazer para melhorar essa situação?

    Unidade 1

    Patrimônio Cultural Imaterial

    Ao fazermos uma breve análise de nossa história, percebemos a importância de resguardarmos e preservarmos a memória coletiva, registrando, documentando, e passando de geração a geração os valores sociais, as relações de poder, os modos de pensar, os sentimentos e as ações de nossa sociedade. Caso contrário, se perderá no tempo e no espaço.

    A história está presente na memória das pessoas, cabendo a todos a valorização e preservação desse insubstituível patrimônio, já que uma vez perdido será impossível resgatar.

    Como podemos conhecer melhor a nossa história? Constatar se algumas histórias contadas são reais ou apenas mito ou lendas? Você conhece a história de sua família? Da sua cidade? O que você sabe sobre a história do Ceará e do Brasil? Como aprendeu?

    Você deve ter imaginado muitas respostas, algumas incompletas. A história do nosso povo é contada e transmitida para as novas gerações através de registros, documentos, livro, música, poesia, cordel, literatura, imagem, cinema, caricatura, ditados populares, repente, revista, jornais, programas de rádio, televisão e Internet. Temos muitas fontes, de acesso, mesmo assim por muitas vezes não sabemos buscá-las ou até mesmo valorizá-las.

    O patrimônio imaterial fortalece os elos culturais, porém, na sociedade atual, quando quase tudo parece se tornar coisa descartável, sentimos mais forte a necessidade de valorizar nossas raízes, nossa cultura como um todo.

    Em nossas raízes também estão inclusos saberes e sabores que identificam os vários povos que se encontram espalhados pelo Brasil. Diversas fontes, gostos e rostos que juntos montam o quebra-cabeça com “a cara” do povo brasileiro, respeitando a diversidade de cada um, no seu modo de ser e viver de acordo com o ambiente e sua história construída e reconstruída ao longo do tempo.

    Chamamos de imaterial o que não pode ser tocado, mas sim, sentido pelo homem. Temos por exemplo: a capoeira; os ofícios tradicionais como artesanatos, receitas, festas de padroeiro entre outros. É necessário guardar na memória, preservar e respeitar essas marcas que abrilhantam nossas manifestações culturais.

    A educação patrimonial vem a cada dia ganhando relevância e adeptos. Formando e incentivando a consciência do viver de cada povo. Nesse sentido, promove a tão sonhada “cultura de paz”, que diante da realidade que enfrentamos nos parece até utópica. Mas, com base no respeito mútuo e na solidariedade entre os diferentes povos poderemos constituir a sociabilidade.

    No Ceará, o legado cultural imaterial apresenta muitas riquezas. A memória dos lugares recontam a história de um povo, bem como as transformações ocorridas. Algumas cidades têm sido vítimas da destruição de sua memória, por falta de educação patrimonial e de uma política de preservação, no intuito de incentivar e conscientizar a sociedade para conservar sua identidade através desses bens representantes da história.

    Ao observarmos uma foto da Praça do Ferreira, Fortaleza, Ceará, de 1900, e compararmos com uma de 2001, notaremos que as mudanças são tantas que descaracterizam na praça.

    Unidade 1

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    Da mesma forma, observarmos o Antigo Mercado Central, Fortaleza, Ceará, onde hoje, está o Centro de Referência do Professor.

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    Perceberemos que há muitas mudanças, daí a importância de darmos ênfase ao conjunto arquitetônico.

    Os monumentos são de uma representação incontestável, porém, para conhecer melhor o desenrolar da nossa história buscaremos fontes de informações nos museus.

    Por exemplo:

  • Museu do Ceará, localizado em Fortaleza
  • Clique no ícone para visualizar

    Marcos Uchoa da Silva Passos escreveu sobre as temáticas apresentadas no museu do Ceará fazendo um marco no desenvolvimento de espaços museológicos de cunho histórico.

    As temáticas buscavam apropriar-se dos elementos considerados pertencentes à “cearensidade”, construindo um panorama geral dos eventos e dos tipos considerados próprios do Ceará. Peculiaridades que diferenciam o cearense dos demais tipos brasileiros, evidenciando uma homogeneização social.

    O conjunto arquitetônico do município de Sobral, Ceará, teve a preservação do Sítio Histórico a partir do seu tombamento. A cidade está entre os primeiros territórios a serem ocupados juntamente com Aracati e Icó no sertão cearense. Esta, teve sua origem em meados do século XVIII, a partir de terras da fazenda caiçara, no centro da ribeira do Acaraú, povoado que se estendeu e logo mais se tornou um centro urbano, no final do século XVIII.

    Dono de uma arquitetura produzida durante três séculos, Sobral, em seus ciclos econômicos, está representado por algumas estruturas originais como a casa do Capitão-mor (José Xerez Furna Uchoa), que foi introdutor da cultura do café no Ceará, no século XVIII. A casa foi objeto de pesquisa arqueológica em 2001 e atualmente, restaurada e aberta à visitações.

    Clique no ícone para visualizar

    Praça do Ferreira (1990)

    1900 - Praça do Ferreira, Fortaleza, Ceará

    Fonte:http://2.bp.blogspot.com/_KyvrHYIiupU/TLNnAt20BJI/AAAAAAAAABE/G5ZLPc_JB_0/s1600/1900+-+Pra%C3%A7a+do+Ferreira,+in%C3%ADcio+do+s%C3%A9culo+XX.jpg

    Praça do Ferreira (2001)

    2001 - Praça do Ferreira, Fortaleza, Ceará

    Fonte: http://www.onordeste.com/administrador/personalidadesimagemPersonalidade/89fcc3815d1c187
    ca42675a33b4d7ef8408.jpg

    Antigo Mercado Central (1950)

    Antigo mercado Central Fortaleza, Ceará

    Fonte:http://2.bp.blogspot.com/-x7ZxXPw0UoU/T_BjKEwS-qI/AAAAAAAABQ4/IxvxswK-iuQ/s1600/Antigo+Mercado+Municipal+1950.jpg

    Centro de Referência do Professor

    Centro de Referência do Professor , Fortaleza, Ceará

    Fonte: http://1.bp.blogspot.com/-iZ0JqwTXKlw/T_Bm7wwubqI/
    AAAAAAAABRg/oR4zoEf6tdc/s1600/ANTIGO+MERCADO+2.jpg

    Museu do Ceará
    Fonte:http://hotelamuarama.com.br/wp-content/uploads/2013/10/Museu-do-Cear%C3%A1-1.jpg

    Museu do Ceará

    Através do seu acervo conservado nos apresenta a História de uma forma clara, pois, as obras estão expostas de acordo com os períodos e as transformações ocorridas na história do Brasil e em especial do Ceará.

    Capitão-mor
    Fonte: http://www.uvanet.br/sbes/fotos/capitao_mor.jpg

    Casa do Capitão-mor

    A casa foi objeto de pesquisa arqueológica em 2001 e atualmente, restaurada e aberta à visitações.

    Unidade 1

    O palácio Episcopal, o Museu Diocesano e as igrejas conferem a monumental rua principal, um acervo arquitetônico e significativo para os sobralenses.

    No ano 1999, Sobral teve seu reconhecimento histórico através do tombamento, pois o centro histórico de Sobral foi considerado Patrimônio Nacional. A proposta justificada pela proteção do núcleo histórico teve a iniciativa da prefeitura e do IPHAN.

    Foi criada uma Secretária do Planejamento e Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (SPLAN), a qual dispõe dos inventários dos Bens Arquitetônicos, faz levantamentos de campo e do estado de conservação dos imóveis e cuida da revisão e aplicação, dos ajustes do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Sobral.

    Entre as ações da Secretaria, foi feito um inventário de configurações de espaços urbanos incluindo os bens arquitetônicos.

    Vamos conhecer? Clique aqui

    Sem dúvidas, Sobral é um exemplo de respeito ao patrimônio, visto na realização das obras essenciais e na recuperação dos espaços como forma de preservar a história da cidade. E todos aqueles que a visitam, percebem as características marcantes em suas obras, em especial, na visita aos museus.

    Largo das Dores Casa da Cultura
    Urbanização da margem esquerda do Rio Acaraú Requalificação da Avenida Dom José.
    Escola de comunicação, cultura, ofícios e artes. ECOA Casa do Capitão-Mor
    Biblioteca Municipal Lustosa da Costa Praça da Igreja São Francisco
    Museu Madi Largo do Rosário
    Teatro São João Praça Coronel José Saboya.
    Arco de Nossa Senhora de Fátima Parque Lagoa da Fazenda
    Anexo da câmara Municipal de Sobral Parque da cidade
    Parque Mucambinho

    Uchoa diz que a visitação ao espaço museológico precisa ser feita ao menos uma vez por ano. É o que ele chama de “ser público”. Ainda, segundo Uchoa, “não ser público” de museu, ou seja, não ter esse hábito de visitas, independe, simplesmente da formação social e cultural de cada indivíduo. As entidades museológicas desempenham um papel importante nesta função.

    A tipologia das exposições, os horários de funcionamento, a localização do prédio, os valores do ingresso, as opções de acesso, a diversidade da programação e as dimensões da divulgação das atividades são fatores que podem atrair, por exemplo, determinada faixa etária, nível de escolaridade e segmento social, em detrimento de outros. Uma avaliação sistemática, então, é fundamental para entendermos as características específicas dos públicos distintos, pois eles como as instituições museais, estão constantemente em transformação.

    Saiba mais

    Saiba Mais

    Leia com atenção a postagem de Gabriela Feitosa da acessória de comunicação do IPHAN, conheça um pouco mais sobre a História da Princesa do Norte, Sobral e a preservação da mesma através de uma harmoniosa conservação e valorização.

    O olhar sobre arqueologia no Brasil e no Nordeste

    2


    Conhecimentos

  • Conhecer a Arqueologia no Brasil, bem como relevância no sentido de compreender a vivência tanto no passado como no presente;
  • Conhecer o Turismo Nacional, destacando o turismo de lazer e o turismo de negócios.
  • Habilidades

  • Diferenciar os tipo de patrimônio e conhecer a lista de patrimônio do Brasil;
  • Entender como funcionam as ações do IPHAN a nível federal, estadual e municipal para preservar o patrimônio nacional.
  • Atitudes

  • Ser capaz de se posicionar em defesa da preservação do patrimônio, da Arqueologia, incentivando ações significativas para preservação do patrimônio nacional.
  • Unidade 2

    Arqueologia

    O que é arqueologia?

    É a ciência que estuda os vestígios materiais da presença humana, sejam estes antigos ou recentes com o objetivo de compreender mais sobre os aspectos psicológicos, biológicos e culturais da humanidade. Pode-se dizer que o arqueólogo é o detetive que tem a obrigação de investigar os mais diversos tipos de vestígios para compreender o contexto de atividades humanas em um determinado tempo de espaço. Para este tipo de trabalho, o arqueólogo deve ser um bom conhecedor das ciências humanas, das ciências biológicas, das ciências da terra,e até das ciências exatas.

    A arqueologia estuda os povos do mundo, não somente aqueles que não mais existem, ela faz a descrição sistemática de um discurso-objeto e define tipos e regras de práticas discursivas que atravessam obras individuais, sendo que às vezes as comandam inteiramente e as dominam sem que nada fuja ao controle, em outros momentos só lhes regem uma parte.

    O objetivo da arqueologia é saber como os povos se organizavam socialmente, busca melhor compreender ou prever a sociabilidade humana. Está preocupada em investigar as culturas e os modos de vida do passado para entender o presente, a partir de uma análise de vestígios materiais. Uma das principais fontes de patrimônio cultural está nos sítios arqueológicos que revelam a história das civilizações antigas.

    Neste sentido, compreendemos o porquê os arqueólogos realizam escavações dos sítios arqueológicos, para recolherem vestígios produzidos por comunidades ou grupos humanos que habitaram o local. Eles catalogam esses vestígios, descrevem-nos e os analisam minunciosamente com intuito de conhecer e compreender a vivência daqueles povos e fazer uma comparação de como vivemos hoje. O homem é o principal objetivo de estudo da arqueologia.

    Arqueologia no Brasil e no Nordeste

    Existem centenas de museus espalhados pelo Brasil nos quais a grande maioria possui exposições de cultura material Arqueológico.

    Clique no nome de cada região para saber mais.

  • Região Norte
  • Região Sul e Sudeste
  • Região Nordeste
  • A Região Nordeste é bastante rica nessa área de estudos. No espaço físico dos museus, o arqueólogo atua como curador de exposições e de acervos arqueológicos, como também contribui na restauração de alguns objetos, podendo realizar ainda pesquisa acadêmica direcionada ao assunto.

    Saiba mais

    Saiba Mais

    O Cadastro Nacional de Museus (CNM) constitui-se em um instrumento do Sistema Brasileiro de Museus (SBM) e tem por objetivo conhecer e integrar o campo museal brasileiro, por meio da coleta, registro e disseminação de informações sobre museus. Desde 2006, o CNM já mapeou mais de 3.200 instituições museológicas em todo o país.

    O Guia dos Museus Brasileiros Elaborado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), traz dados como ano de criação, situação atual, endereço, horário de funcionamento, tipologia de acervo, acessibilidade, infraestrutura para recebimento de turistas estrangeiros e natureza administrativa de 3.118 museus, incluindo 23 museus virtuais, já mapeados pelo Ibram em território nacional.

    As informações foram organizadas de modo a facilitar a consulta pelo usuário. Os museus estão divididos por região, estado e município. Legendas com símbolos indicam os dados citados. Ao final da publicação, um índice remissivo relaciona os nomes de todas as instituições.

    O guia é o mais atual e o mais completo já produzido na área no Brasil. A expectativa é de que ele facilite o acesso do público aos acervos brasileiros e promova a difusão de informações sobre o setor museal no país.

    >Fonte:http://www.museus.gov.br/os-museus/museus-do-brasil/
    REGIÃO NORTE MUSEUS
    Rio Branco Biblioteca da floresta, Palácio Rio Branco e Museu da Borracha.
    Cruzeiro do Sul Museu do Cruzeiro do Sul
    Sena Madureira Museu de Sena Madureira; Xapury Museu do Xapury
    Rondônia, Porto Velho Museu Estadual de Rondônia
    Presidente Medici Museu Regional de Arqueologia do Rondônia
    Amazonas: Manaus Museu Amazônico, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Museu de Arqueologia, Museu do Homem do Norte, Museu Crizantho Jobim (IGHA) e Paço da Liberdade
    Maués Museu do homem de Maués, Museu de Arqueologia e história
    Presidente Figueiredo Museu de Balbina (atualmente fechado)
    Roraima Boa Vista MIRR
    Amapá: Macapá Museu Sacaca (IEPA) e Museu Histórico Joaquim Caetano da Silva.
    Pará, Belém Museu Paraense Emílio Goledi (MPEG), Museu do Forte do presépio
    Cachoeira do Arari Museu do Marajó
    Santarém Centro Cultural São João Fona
    REGIÃO SUL E SUDESTE MUSEU
    São Paulo Museu da pessoa; Museu Afro Brasil no parque Ibirapuera e Museu de Arqueologia.
    REGIÃO NORDESTE MUSEU
    Alagoas: Maceió Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, e Museu de História Natural (UFAI)
    Bahia: Salvador Museu da Arqueologia e Etnologia (MAE), Museu Naútico da Bahia, Museu Arqueológico da Embasa e Central: Museu de Arte Rupestre a Céu Aberto em Central
    Ceará: Fortaleza Museu do Ceará, Nova Olinda; Memorial do Homem Kariri, Tauá, Museu dos Inhamus
    Baturité Museu comunitário da Serra do Evaristo
    Maranhão: São Luis Centro de Pesquisa e História Nacional e Arqueologia do Maranhão (CPHNAMA), Casa da memória do Instituto do Ecomuseu do Sítio Físico e Tarso Fragoso: Museu do Cerrado, Alcântara, Museu Casa Histórica de Alcântara; Paraíba:
    Campina Grande: Museu de História Nacional (MHN) (UEPB), Ingá- Museu de História Natural.
    Pernambuco. (MEPE), Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico (IAHEP);
    Piauí: Teresina Museu do Piauí, São Raimundo Nonato (FUMDHAM);
    Rio Grande do Norte Apodi: Museu Arqueológico de Lajedo de Soledade
    Sergipe: Aracajú Museu do Homem Sergipano
    Canindé do São Francisco Museu de Arqueologia do Xingó (MAX).

    Unidade 2

    Análises dos espaços arqueológicos no Nordeste

    No Piauí, o turismo arqueológico revela a história do homem nas Américas, no Parque Nacional Serra da Capivara, localizado a 530km de Teresina, acessível apenas por estrada de terra. O parque traz para visitante um contato muito próximo com a história da Terra e da humanidade. São mais de 120 mil hectares de cânions, grutas, falésias, um rico bioma da Caatinga e abriga 1334 sítios arqueológicos. Falaremos mais desse patrimônio em relação ao Turismo na unidade de estudo 3.

    Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Nacional_Serra_da_Capivara - Pinturas que podem ser encontradas no parque.

    Em Sergipe, encontramos no Xingó uma área escavada, fruto do Projeto de Arqueologia de Xingó (PAX). Escavação necessária para a construção da Usina Hidrelétrica. O projeto de salvamento ocorreu através de medidas legais que exigem a retirada de materiais arqueológicos.

    Fonte: http://www.antesdeir.com/destino/canion-xingo/Cânion do Xingó

    A arqueologia tem a capacidade para junto com outras ciências, obter o máximo de informações sobre os costumes, hábitos, comportamentos e, sobretudo, no que diz respeito à cultura material associada a monumentos, artefatos e fósseis.

    Entre os municípios de Paulo Afonso, na Bahia e Canindé, em Sergipe, existem terraços arenosos que chegam à altura de 25 metros acima do Rio São Francisco; geralmente são terraços estreitos e estão proporcionados a junção do rio com seus afluentes. Vale ressaltar, que essa foi bastante utilizada pelo homem na pré-história, segundo alguns estudiosos.

    Unidade 2

    PEDRA DO ALEXANDRE II - Carnaúba dos Dantas-RN

    Com face ligeiramente voltada para o Sul, o abrigo da Pedra do Alexandre II - pertencente ao Sítio do Alexandre - localiza-se na margem direita do Rio Carnaúba. O abrigo é de pouca profundidade, apresentando pinturas - grafismos puros -, na cor vermelha e em pouca quantidade, pertencentes à Tradição Agreste. Distância aproximada da cidade de Carnaúba dos Dantas, em linha reta 6,2 km.

    AlexII1 - detalhe do Sítio Pedra do Alexandre II, Carnaúba dos Dantas-RN. Acervo Particular de Helder Alexandre Medeiros de Macedo.
    AlexII2 - detalhe das pinturas do Sítio Pedra do Alexandre II, Carnaúba dos Dantas-RN. Acervo Particular de Helder Alexandre Medeiros de Macedo.

    O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses apresenta uma unidade de conservação e proteção integral à natureza. Está localizado no Maranhão, nos municípios de Barreirinhas, Primeira Cruz e Santo Amaro do Maranhão.

  • Tem em suas atrações principais a beleza cênica, associada aos passeios pelos campos e dunas e a oportunidade de banhar-se nas lagoas, com clima, sub-úmido e seco, o parque é visitado por turistas o ano inteiro.
  • Fonte: http://viajeaqui.abril.com.br/materias/fotos-das-mais-belas-paisagens-naturais-do-mundo#28Site dessa imagem - Lençóis Maranhenses Divulgação

    As lagoas dos Lençóis Maranhenses parecem um oásis. Tem ônibus saindo de São Luís para Barreirinha garantindo acesso ao espetáculo natural.

    Vale a pena conhecer de perto as maravilhas que nossa região apresenta, sem contar a contribuição histórica que cada um produz. Como dizia Paulo Freire, no livro “Pedagogia do Oprimido” (p. 104, 1993), “Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso, aprendemos sempre”. Então vamos buscar este aprendizado nestas fontes de conhecimentos.

    Turismo e Arqueologia

    3


    Conhecimentos

  • Compreender a importância de valorizar os estudos arqueológicos no Brasil, bem como respeitar sua importância para a ampliação da pesquisa para uma melhor compreensão tanto do passado como no presente;
  • Conhecer o Turismo Nacional, destacando o turismo por lazer e o turismo de negócios.
  • Habilidades

  • Reconhecer as funcionalidades das ações do IPHAN a nível federal, estadual e municipal para preservar o patrimônio nacional e sua contribuição para o turismo;
  • Saber diferenciar os tipos de turismo de lazer e turismo de negócios.
  • Atitudes

  • Estar ciente de suas atribuições com a sociedade, colaborando de forma significativa no intuito de valorizar o que temos e até resgatar a cultura, quando for o caso;
  • Agir de forma consciente e responsável dando exemplo de cidadania social.
  • Unidade 3

    Turismo

    Fonte:http://www.nacionalinn.com.br/view/uploads/slides/flipster-dan-inn-consolacao/rio-de-janeiro.jpg

    De acordo com a Organização Nacional Mundial do Turismo (OMT), turismo é o deslocamento de pessoas de seu domicílio por no mínimo 24 horas, com a finalidade de retorno. Essas pessoas têm razões variadas, porém as viagens têm como objetivos, a diversão, a curiosidade, o descanso e em outras ocasiões, o trabalho, o aprendizado ou o aperfeiçoamento profissional, entre muitos outros.

    O Turismo vem crescendo bastante nos últimos anos e atualmente representa 3/4 do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, ainda assim, não é considerado um grande potencial a ser explorado. Temos belezas naturais como as praias nordestinas, que são praticamente ensolaradas durante o ano todo, temos também o Rio de Janeiro; cartão-postal do Brasil e o Pantanal Matogrossense, entre outros.

    O Turismo nacional destaca-se por entre aqueles que viajam por lazer e diversão. Enquanto o turismo de negócios, relativo àquelas pessoas que se deslocam a trabalho, por exemplo, 50% dos estrangeiros que visitam o país estão em busca de resolver negócios e o restante visitam por lazer.

    Os argentinos são os estrangeiros que mais vistam as praias do sul do país no verão, seguido dos uruguaios.

    Já no Nordeste, principalmente Natal e Fortaleza, são lugares mais requisitados pelos europeus.

    O turismo nacional tem crescido consideravelmente e o Nordeste tem sido o local mais procurado para o lazer, devido às suas belezas naturais que encantam os visitantes.

    Apesar de apresentar um bom desenvolvimento, o setor de turismo apresenta falta de estrutura, o que é apontado como um empecilho para a expansão do mesmo. Um dos principais problemas é a falta de mão de obra qualificada para atender a esta demanda. Por exemplo, pessoas que dominem outras idiomas.

    Ao planejar uma viagem turística, realize uma pesquisa, para saber qual lugar oferece mais opções de passeios, de diversão, de novas descobertas, enfim, buscar atrativos ofertados ao turista.

    Turismo e festas folclóricas

    O turismo, também, está ligado a festas folclóricas, aos museus, aos eventos de entretenimento ao agente de promoção do patrimônio histórico-cultural, ao meio ambiente e ao espaço rural, aos parques nacionais, a arqueologia, a gastronomia e todo patrimônio cultural e natural. Percebe-se então, a necessidade de se fazer investimentos nessa área que se mostra promissora.

    As festas folclóricas tradicionais no Brasil, se tornaram um atrativo significativo para os turistas. Elas pertencem ao patrimônio histórico imaterial e se caracterizam de acordo com seus componentes estruturais em:

  • Religiosos: ligados a festas de padroeiros das igrejas organizados pelos sacerdotes. Exemplos: procissão, missa, benção, novenas e rezas.
  • Profano-religioso: refere-se a eventos ministrados por leigos com aprovação do sacerdote homenageando figuras sacras, de maneira festiva. Exemplos: levantamento de mastro, bailados, Império do Divino, Reinado do Rosário, Pastorinhas.
  • PIB é a sigla para Produto Interno Bruto, e representa a soma, em valores monetários, de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região, durante um período determinado.

    O PIB é um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia, e tem o objetivo principal de mensurar a atividade econômica de uma região. Na contagem do PIB, considera-se apenas bens e serviços finais, excluindo da conta todos os bens de consumo intermediários.

    Fonte: http://www.significados.com.br/pib/

    Unidade 3

  • Profanos: São festas com caráter puramente de diversão. Com o objetivo de segurar o visitante por mais tempo, ofertam visando lucro, leilões, danças, comidas, barraquinhas e folguedos como malhação do Judas, bumba-meu-boi, pau-de-sebo, e outros. Segundo Antônio de Paiva Moura, as festas folclóricas apresentam uma dinâmica de seus componentes que atraem o público, tanto religiosos, como profanos-religiosos.
  • O organizador de uma festa deve ficar atento aos componentes estruturais da mesma. No decorrer do tempo, eles vão se extinguindo e dando lugar a outros elementos. As festa que mais atraem público são as religiosos e as profano-religiosas. Contudo, os componentes profanos completam os dois primeiros. Em uma interação entre as categorias de componentes.

    Exemplos disso são as festas juninas realizadas no Nordeste, em homenagem a São João, São Pedro e Santo Antônio, os santos de junho, que perderam alguns componentes religiosos. Porém, permanecem os bailados, a queima de fogos e as comidas típicas regionais. Outro exemplo de festa profana é o carnaval que conserva apenas seus elementos profanos.

    Há um jogo de interesses por parte da organização de cada festa. Por exemplo, se uma determinada festa que homenageia a um santo que é comemorado de acordo com o calendário, no período considerado de fraco movimento, essa poderá sofrer alteração de data, para melhor atender aos anseios da população, bem como de sua organização.

    As festas religiosas devem obedecer a um calendário religioso de janeiro a dezembro de cada ano, porém, como vimos pode sofrer modificações. Veja o calendário das festas mais populares.

    Clique no ícone ao lado e veja o calendário das festas mais populares

    Os eventos de entretenimento, a agente de promoção do Patrimônio histórico cultural, são de todos os tipos e estão voltados para diversos públicos. São atividades de grande valor social atribuindo arte, lazer, entretenimento e negócios. Notadamente esses eventos visam um consumo imediato e têm que atrair o público assim, como divertí-los.

    Turismo e museus

    Os museus: Um potencial a explorar, o Brasil possui uma grande variedade de museus, como vimos anteriormente, são históricos, ligados à arte, arqueologia, ciências, entre outros. Cada museu apresenta sua história de acordo com o acervo que expõe e a organização do espaço.

    Exemplo disso é o museu da Inconfidência, em Ouro Preto, Minas Gerais, que atualmente ocupa o prédio do Paço Municipal, do século XVIII. Em seu acervo encontramos grandes obras de Aleijadinho, documentos e sepulturas dos inconfidentes. Localizado na Praça Tiradentes, ponto principal da cidade de Ouro Preto.

    Com esse atrativo o museu recebe grande número de visitantes como estudantes e turistas. Notamos que a História interessa a sociedade. Assim, também acontece em muitos outros museus que se organizam de formas variadas com o objetivo de atrair o público.

    10 de janeiro Festa de São Gonçalo
    20 de janeiro Festa de São Sebastião
    02 de fevereiro Festa de Nossa Senhora dos Navegantes
    Calendário Litúrgico Carnaval
    Calendário Litúrgico Semana Santa
    03 de maio Festa de Santa Cruz
    Maio e Junho Festa do Divino
    13,24 e 29 de junho Festas Juninas
    Agosto Festa de São Joaquim
    2º Domingo de Outubro Círio de Nazaré
    14 de setembro Jubilei de Bom Jesus
    30 de outubro Festa de Padre Cícero
    07 de outubro Festa de Nossa Senhora do Rosário
    12 de outubro Festa de Nossa Senhora Aparecida
    08 de dezembro Festa de Nossa Senhora da Conceição
    25 de dezembro Festa natalina

    Unidade 3

    Turismo Rural

    No Brasil existem pelo menos 13 cidades consideradas metrópoles com mais de um milhão de habitantes, além de outras de porte médio e pequeno, formando as conhecidas regiões metropolitanas, onde se aglomeram mais de 12 milhões de habitantes, como podemos constatar na grande São Paulo de acordo com o Censo de 2010. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em informações preliminares sobre o Censo de 2000, cerca de 80% dos brasileiros vivem nos centros urbanos, o que seguramente coloca o país dentre os mais urbanizados do mundo.

    Neste sentido, percebemos que a massa maior está envolvida na vida urbana, cheia de transtornos, atropelos e cada vez mais sente a necessidade de praticar o Turismo Rural, por isso, sente a necessidade de paz, de tranquilidade, e busca essa calmaria no interior, realizando o turismo rural.

    O Turismo Rural está ligado à procura por ambientes naturais, litorâneos ou campesinos. A paisagem natural muitas vezes é explorada por seus proprietários que a transformam em um lugar de negócio lucrativo, e o lazer, que é uma necessidade física, psicológica e direito constitucional, passa a ser um negócio, que também, está atrelado à pesquisa e tem sido bastante procurado por estudiosos, que têm interesse em ampliar, seus conhecimentos em determinado assunto visando a elaboração de material histórico para fins variados.

    Turismo Arqueológico

    O Turismo em Parques Nacionais foi criado pelo Governo Federal e mantido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) e pelos Recursos Naturais Renováveis. São reservas que conservam o uso indireto, restringem as atividades humanas aquelas com fins científicos e chegam a proibir a exploração dos recursos naturais preservados. Álvaro de Oliveira, mestre em Antropologia Social relata o enfoque no uso recreativo ou turístico, ressaltando quatro escalas de aproximação;

    a relação entre degradação e preservação ambiental própria do mundo moderno fundamenta o modelo de unidades de conservação. Os parques nacionais são lugares, onde podemos ter contato com a natureza cotidianamente;

    a excepcionalidade dos recursos naturais preservados propicia que estes estejam incorporados ao patrimônio nacional. Os parques combinam-se em um painel significativo da diversidade ambiental e cultural de nosso país. Individualmente, cada parque guarda atrativos ao uso recreativo;

    as regras de conduta humana com base em restrições ambientais estruturam ou deveriam estruturar a visitação nos parques e em seus entornos. A vocação ao “Turismo ecológico”, somente se realiza de modo pleno mediante a existência de condições para o uso sustentável: a educação dos visitantes, de um lado, e a criação de infraestrutura de outro;

    a criação e abertura de um parque à visitação pública afeta a população que tradicionalmente reside na região. Considerar que as perspectivas de tais comunidades diferem das perspectivas daqueles de fora, que criam as unidades e as visitam, é fundamental para que se preserve o ambiente, se maximizem as atividades turísticas, e, obviamente, se respeite a diversidade da natureza.

    A Arqueologia é regida por instrumentos jurídicos ou leis federais. O turismo social é o principal argumento para o uso do patrimônio arqueológico para fins turísticos. Sendo assim, o patrimônio arqueológico poderá ser utilizado para esses fins, na forma que a legislação permitir. Esse uso se enquadra tanto no ambiente urbano como no ambiente rural.

    Devemos ressaltar que o patrimônio cultural é também útil para a atividade turística, principalmente se observarmos o crescimento das demandas nacionais e internacionais interessadas em conhecerem o legado cultural das destinações turísticas, embora grande parte da vitalidade do turismo proceda do patrimônio cultural.

    Museu da Inconfidência (Ouro Preto - Minas Gerais)

    Unidade 3

    Esse tipo de atividade deve ultrapassar o limite do simples turismo, para desenvolvimento de ações voltadas para a educação patrimonial.

    O turismo arqueológico decorrente do deslocamento e da permanência de visitantes a locais denominados sítios arqueológicos, onde são encontrados os vestígios remanescentes de antigas sociedades, sejam elas pré-históricas ou históricas, passíveis de curtas ou longas visitações terrestres ou aquáticas, possui um lado positivo, pois possibilita o acesso e maior proximidade das pessoas com a história de um local e de seu povo. Contrário a isso, pode também ocasionar com maior rapidez a destruição, ou má conservação do local.

    Turismo e Gastronomia

    A gastronomia é um forte atrativo para os turistas, pois cada lugar tem suas comidas típicas, a marca do lugar, variando desde a história geral à história local preservando o que há de melhor para apresentar aos visitantes. História Geral: a descoberta da América por Cristovão Colombo, com ele descobrimos também a pimenta, especiaria que passou a ser utilizada por outros povos posteriormente. O Brasil tem muitossabores oriundos da mistura de culturas ocorridas com a miscigenação da nação. Na história local ressaltamos o baião, a paçoca, o vatapá, entre outros.

    O turismo arqueológico possui seu lado positivo, pois possibilita o acesso e maior proximidade das pessoas com a história de um local e de povo, mas contrário a isso pode também ocasionar com maior rapidez a destruição, ou má conservação do local.

    Dessa maneira, o debate é necessário, pois o patrimônio cultural é compreendido como o espaço natural, no qual se estabelece “o diálogo, entre a sociedade atual e a do passado, ao redor dos símbolos e das representações, o turismo não poderá apropriar-se deste patrimônio à luz de seu interesse próprio”, Mariana Elias Gomes Monografia: Patrimônio cultural e turismo (2007, p.2). Para tanto, primeiramente deve ser estabelecida uma forte ligação entre a sociedade e o bem cultural, ao se observar o tipo de relação construída entre o patrimônio e a população local.

    A importância do turismo arqueológico está embasada na educação patrimonial e nos elementos como: identidade, religião, música, política, ou seja, os aspectos da cultura, nos quais estão incluídos os seus patrimônios, bens que devem ser compreendidos como estando em constante movimento.

    Turismo no Litoral

    Fonte: http://www.brasil.gov.br/turismo/2015/01/litoral-brasileiro-tem-7-4-mil-km-de-belezas-naturais/cumbuco.jpg/@@images/e2d61655-39bf-4a86-9ebd-f5fcf4d30ce6.jpeg

    Unidade 3

    O Brasil, com seu clima tropical, dispõe de um litoral (consiste numa faixa de terra junto à costa marítima, sendo banhada por mares e oceanos) extenso, gracioso e aconchegante, o que o torna bastante convidativo aos turistas. Dá orgulho relatar as riquezas do nosso país. Temos praias e algumas delas bem estruturadas com hotéis, pousadas e chalés confortáveis entre outros para atender aos turistas nacionaise internacionais.

    Em todas as regiões do Brasil encontramos áreas litorâneas aprazíveis, porém, a Região Nordeste se destaca por suas belas paisagens no litoral atraindo assim, milhares de turistas o ano inteiro. O território brasileiro possui mais de 7,3 mil quilômetros de litoral, que vai se estendendo desde o Amapá ao estado do Rio Grande do Sul.

    Essa extensa área, banhada pelo Oceano Atlântico, apresenta grande diversidade paisagística, com dunas, praias, ilhas, formações rochosas, etc. Outro destaque é a variedade de espécies animais e vegetais.

    O litoral brasileiro compreende quatro grandes zonas, podendo ser classificadas como:

    Litoral Amazônico : é a faixa litorânea que compreende desde o Amapá ao delta do Parnaíba (localizado na divisa dos estados do Piauí e Maranhão). Essa região é marcada por manguezais, dunas e ilhas fluviais.

    Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e5/Brazil-Len%C3%A7ois-Maranhenses.jpg -Lençóis maranhenses

    Litoral do Sudeste : é a faixa litorânea do Brasil que compreende desde o Recôncavo Baiano à divisa entre os estados de São Paulo e Paraná. Algumas das praias do Litoral Sudeste são: Barra da Tijuca, Copacabana e Ipanema (Rio de Janeiro), Bertioga, Santos, Caraguatatuba (São Paulo), da Costa, Bacutia, do Morro (Espírito Santo).

    Fonte:http://www.viagenscinematograficas.com.br/2014/08/top-10-praias-bahia.html - Praia da Cueira, Boipeba | Costa do Dendê.

    Litoral Sul : é composto pelo litoral dos estados da Região Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Nessa zona litorânea podemos encontrar por exemplo: praias da Joaquina, Palhoça, Balneário Camboriú (Santa Catarina), Balneário Caiobá, Guaratuba, Pontal (Paraná), Torres, Balneário Pinhal, Tramandaí (Rio Grande do Sul), entre tantas outras que tem um belo cenário a oferecer.

    Litoral Nordestino : compreende desde o delta do Parnaíba ao Recôncavo Baiano (na Bahia). Podemos ressaltar várias cidades litorâneas, com destaque Fortaleza, Natal, João Pessoa, Pernambuco, Ipojuca (Porto de Galinhas), Maceió, Aracaju, Salvador, entre tantas outras. Essa é a região mais rica em relação às demais, pois oferece um vasto território embelezando as cidades e atraindo turistas detodas as regiões do país e estrangeiros.

    Unidade 3

    Tomar conhecimento dessas riquezas naturais nos remete a uma grande responsabilidade, pois precisamos ter consciência da importância de preservar essas maravilhas para que se prolonguem às futuras gerações. Uma vez que o poder público não está dando a assistência necessária a esse patrimônio no que tange a proteção contra danos.

    “De acordo com Eduardo Yázigi: uma característica recorrente das administrações públicas no Brasil é a falta de continuidade no enfrentamento de problemas-como a preservação do nosso patrimônio cultural que exigem estratégias claras e ação permanente.” (YÁZIGI, 2001)

    Essa realidade torna-se mais flagrante nas ações iniciadas por uma gestão pública e que é não concluída na mesma. Na gestão seguinte cria-se um novo projeto deixando de dar continuidade ao antigo. Assim várias obras são iniciadas e poucas são concluídas deixando a desejar tanto para os turistas, como em especial para a população local que sofre ao perceber que há possibilidade que em pouco tempo as belas imagens só poderão ser vistas nos álbuns de recordações.

    A principal característica de um patrimônio é a sua conservação, seja ela de interesse público, quer por sua vinculação aos fatos memoráveis da história do lugar e de seu povo quer por seu excepcional valor arqueológico, etnográfico, bibliográfico ou artístico.

    Portanto, cabe a cada um de nós tomarmos uma posição em defesa e proteção ao meio ambiente e todos os tipos de patrimônios para que estes não venham a desaparecer com o tempo.

    Explicando melhor com a pesquisa

    Caro estudantes, sugerimos a leitura do artigo “Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico acessível a todos”. , segundo o autor ele enfatiza que o cidadão tem o direito de ir e vir, portanto o patrimônio cultural deve ser acessível a todos. Cabe os Órgãos Públicos se empenharem em promover a acessibilidade nos prédios.

    Leitura Obrigatória

    Propomos que realize a leitura do livro Arqueologia, de Paulo Funari, que abordando a Arqueologia e sua relevância para o desvendamento da História de nossos antepassados para uma melhor compreensão do nosso presente. Nela o leitor entenderá que esta é uma profissão que exige esforço físico e disponibilidade ao desconhecido.

    FUNARI, Pedro Paulo. Arqueologia. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2010.

    Guia de Estudo

    Após a leitura realize uma resenha e poste na sala virtual e faça seus comentários com seus colegas.

    Pesquisando com a Internet

    O patrimônio cultural brasileiro, segundo a definição dada pela Constituição Federal em seu art. 216, caput, compreende os bens de natureza material e imaterial, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, incluindo-se as edificações e os conjuntos urbanos.

    Falar de cidades que são exemplos de preservação histórica é prazeroso e satisfatório, pois é sinal de que já houve uma política de conscientização e sensibilização aos habitantes locais. Porém não podemos esquecer que existem ainda muitos lugares que estão perdendo suas raízes históricas pelo abandono de políticas públicas e pelo pouco caso da própria população.

    É importante ressaltar que uma vez que as pessoas tomam conhecimento e percebe a grandeza de preservar sua história, quando elas se sentem parte daquele processo, tudo muda tudo se transforma de uma forma positiva, inovadora e evolutiva e sem prejuízos.

    Realize uma pesquisa no seu estado e faça um relatório registrando os bens tombados contando a sua história e sua importância para a sociedade.

    Saiba mais

    Sugerimos a leitura da entrevista com a arqueóloga Niède Guidon “O enigma da pedra furada”, ela conta que veio ao Brasil e visitou o Parque Nacional Serra de Capivara no estado do Piauí, onde está situado o sítio arqueológico de Pedra Furada. Vale à pena conferir!

    Vendo com os olhos de ver

    Sugerimos que assista ao filme “Narradores de Javé” o filme narra a história de um vilarejo que estava prestes a ser destruído por causa da construção de uma Usina Hidrelétrica. Os moradores então, logo procuraram uma forma do vilarejo não ser destruído, resolveram escrever sobre a história daquele vilarejo, mas o problema era que a maioria das pessoas eram analfabetas.

    Após assistir ao filme faça uma reflexão discursiva sobre a história do povo de Javé, dando ênfase a preservação do patrimônio público, bem como a criação do mesmo onde não há registros históricos locais.

    • Não se esqueça de comentar a posição social e visão histórica de acordo com o período.
    • Crie um novo final para o filme.

    Propomos que assista ao documentário Niède Guidon e as Origens do Homem Americano (1990) de Sérgio Brandão, feita para o programa Globo Ciência em 1990, sobre as pesquisas da arqueóloga Niède Guidon, no Piauí.

    Guia de Estudo

    Após assistir o documentário descreva como ocorreram as descobertas da pesquisadora que somada a outras pesquisas realizadas nos permite compreender o desenvolvimento do mundo em que vivemos.

    Revisando

    Podemos compreender inicialmente o que é patrimônio, em seguida buscar demarcar o significado de patrimônio cultural, material e imaterial, concluindo que tal definição é bem ampla. Sendo inclusos os sentidos, as atitudes humanas, as músicas, as mais variadas peças de valor etnológico, os arquivos e coleções bibliográficas, desenhos de sentido artístico ou científico, peças de valor arqueológico de um povo, ou de uma dada época, entre outros, somados ao meio ambiente artificial.

    A divisão entre o patrimônio cultural, material e imaterial, também estão incluídas, a dança, a literatura, o teatro e a música, os costumes, as celebrações, os objetos, as crenças, as tradições, os bailes, os cantos, as línguas, as técnicas e a moda. O uso de expressões e o modismo são e elementos que nos remetem à cultura.

    Podemos aprender também sobre os tipos de turismo. Enfatizando que em algumas regiões do Brasil o turismo tem sido intenso, pois nosso país é repleto de lugares com belezas naturais que encantam.

    Para uma melhor preservação destes bens se faz necessário que haja um conhecimento prévio e posteriormente uma mudança de postura exemplificando como devemos agir em prol de uma sociedade mais digna e feliz com a sua História.

    Autoavaliação

    1. Defina patrimônio e estabeleça a importância de se desenvolver políticas públicas para a preservação do mesmo.

    2. Explique a relação existente entre a memória e a preservação do patrimônio.

    3. Qual a diferença entre o patrimônio material e imaterial? Cite exemplos.

    4. Descreva a importância do estudo da Arqueologia para as sociedades atuais e futuras.

    5. Explique a situação atual dos sítios arqueológicos de acordo com a pesquisadora Niéde Guidon.

    6. Você conhece algum local que pudesse ser pesquisado? Descreva sobre esse lugar, justificando o porquê de sua escolha.

    7. Indique os tipos de turismos.

    8. Qual Lei que protege os Sítios Arqueológicos?

    Bibliografia

    ALBAGLI, Sarita. Geopolítica da Biodiversidade Brasília: Edições Ibana 1998.

    ALBERT, Verena e BARCELAR, Carlos (Orgs.) Fontes históricas. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2008.

    BRASIL, Instituto do Patrimônio histórico e Nacional (IPHAN). Cartas Patrimoniais. 3ªEd. Rio de Janeiro: IPHAN, 2004.

    CHOAY, Françoise. A alegoria do patrimônio. 4. ed. São Paulo: Unesp; Estação Liberdade, 2006.

    FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 38.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2004.

    FUNARI, Pedro Paulo. Arqueologia. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2010.

    GOMES, Mariana Elias. Monografia: Patrimônio cultural e turismo, 2007.

    HOWLETT-MARTIN, Patrick. O Brasil do Nordeste: riquezas culturais e disparidades sociais. Rio de Janeiro: Topbooks, 2012.

    Instituto do Patrimônio histórico e Nacional (Brasil). Cartas Patrimoniais. 3ª Ed. Ver. Aum: Rio de Janeiro: IPHAN, 2004.

    LUCA, Tania Regina de e PINSKY, Carla Bassanezi (orgs.). O historiador e suas fontes. São Paulo; Contexto, 2009.

    PASSOS, Marcos Uchoa da Silva. Lendo objetos: a reconstrução do conhecimento histórico no museu do Ceará. Fortaleza: Museu do Ceará; SECULT, 2011. 200 p. Coleção Memória do Museu do Ceará. ISBN 978-85-7563-664-0(broch.). Português.

    PESSIS, Anne- Marie. Patrimônio Imaterial e Identidade histórica. Revista Clio Arqueologia. N 20, vol. 1, 2006.

    PORTUGUEZ, Anderson Pereira (ORG.). Turismo, memória e Patrimônio Cultural. São Paulo: Roca, 2004.

    SILVA E FILHO, Antonio Luiz Macêdo. A cidade é o patrimônio histórico. Fortaleza: Museu do Ceará; SECULT, 2003.

    METZGER, Jean Paulo e PIVELLO, Vânia Regina. Analysis of the research on Landscape Ecology in Brazil Internacional para Ecologia de Paisagens (IALE), em abril de 2001.

    YAZIGI, Eduardo (8572441638) A Alma do Lugar - Turismo Planejamento e Cotidiano. Editora contexto, 2001.

    Bibliografia Web

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    GUIDON, Niède. O enigma da Pedra furada. Entrevista in: Yuri Leveratto, 2009. Disponível em: http://yurileveratto.com/po/articolo.php?Id=154

    SERRANO, C.; BRUHNS, H. T.; LUCHIARI, M. T. D. P.(org’s). Olhares Contemporâneos sobre o Turismo. 3 Ed. Campinas: Papirus, 2000. Disponível em: https://books.google.com.br/books?id=NI_jErxCbYC&printsec=frontcover&dq=turismo&hl=ptBR&sa=X&ved=0C
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    IPHAN. Patrimônio Cultural Brasileiro. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/

    Vídeos

    Narradores de Javé. Direção de Eliane Caffé, roteiro de Luíz Alberto de Abreu e Eliane Caffé. Produção Vânia Catani. Genero: Drama. Brasil, 2003. (Duração de 100 minutos) Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Trm-CyihYs8

    Niède Guidon e as Origens do Homem Americano (1990). Documentário de Sérgio Brandão no Globo Ciência. (Duração 27 minutos). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=oX7oToVioC0

    Créditos

    Diretor Presidente das Faculdades INTA

    • Dr. Oscar Rodrigues Júnior

    Pró-Diretor de Inovação Pedagógica

    • Prof. PHD Doutor João José Saraiva da Fonseca

    Coordenadora Pedagógica e de Avaliação

    • Profª. Sonia Henrique Pereira da Fonseca

    Professor conteudista

    • Euzelia Maria Gomes Oliveira

    Assessoria Pedagógica

    • Sonia Henrique Pereira da Fonseca
    • Evaneide Dourado Martins
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    Revisor de Português

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    Diagramador

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    Núcleo de Tecnologia da Informação Faculdades INTA

    • Desenvolvimento de Material Didático para a EAD e Objetos de Aprendizagem para Ensino Presencial

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